Categoria: Meio Ambiente

  • Morre aos 79 anos ambientalista e seringueira Moemia Bandeira vítima da Covid-19 em RO

    Morre aos 79 anos ambientalista e seringueira Moemia Bandeira vítima da Covid-19 em RO

    Idosa ajudou a fundar a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé e lutou pela preservação do meio ambiente. Corpo foi sepultado na manhã desta quinta-feira (1º). Moemia Cardoso Bandeira morreu vítima da Covid-19.
    Arquivo pessoal
    Morreu na noite de quarta-feira (30) a ambientalista e seringueira Moemia Bandeira, aos 79 anos, em decorrência do novo coronavírus. Segundo a filha da idosa e também ambientalista Ivaneide Bandeira, Moemia estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no hospital Regina Pacis, em Porto Velho. O corpo foi velado e sepultado na manhã desta quinta-feira (1º).
    Moemia sofria de diabetes e tinha pressão alta. Segundo Ivaneide, a mãe ainda pegou uma infecção generalizada e ficou dez dias internada na UTI. O estado clínico da idosa era grave.
    “Ela estava em casa e teve os primeiros sintomas em casa. Depois a levamos para fazer o teste rápido, mas deu negativo. Então resolvemos levá-la ao médico, que disse que mesmo dando negativo, acreditava que ela estava infectada. Minha mãe passou a tomar os remédios, mas foi piorando e manifestava muito cansaço. Com isso, foi encaminhada para UTI, onde ficou esses dez dias”, explicou a ambientalista.
    Ivaneide contou ao G1 que a mãe participou da fundação da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, entidade que luta há 28 anos pela preservação do meio ambiente e proteção aos povos indígenas da Amazônia.
    “Formou as filhas para defenderem as florestas e seus povos. Ela gostava muito da natureza e desde pequeninha me ajudou a gostar da floresta. Essa era Dona Moemia”, declarou.
    Moemia foi ambientalista e seringueira.
    Arquivo pessoal
    Moemia também foi professora entre as décadas de 1960 e 1970, época em que participava de um programa do governo que ensinava adultos a ler e escrever.
    Em homenagem à mãe, Ivaneide Bandeira escreveu um poema onde lembra com carinho o legado deixado por Moemia a favor do meio ambiente. Leia abaixo:
    Dona Moemia era assim
    Cheia de gostar de esportes radicais
    Amava a natureza
    Adorava viajar
    Conheceu cidades e países
    Desceu cachoeiras onde os jovens iam depois dela
    Não tinha papas na língua
    Dizia verdades que doíam
    Acreditava em Jeová Deus
    E sai pelas casas e busca de salvar almas
    A família era tudo
    Os amigos também
    Decidiu por conta própria e risco
    Ir a Brasília e Goiânia em plena pandemia
    Voltou com COVID
    Também decidiu sem perguntar de ninguém
    Se despedir desse mundo
    Comeu como última refeição uma tapioca
    Feita no buteco de esquina
    E foi para o paraíso que ela teimosamente
    Dizia existir e para onde iria depois de morrer
    Deixou a gente aqui com os corações certos de que ela está bem
    Choro porque não consigo conter a dor
    Que me deixa assim lesa e ser cor
    Mas sei que onde estiver deve está rindo de mim e se tiver uma cachoeira deve está escorrendo pelas águas límpidas do rio daqueles que sabem viver aqui ou em qualquer outra dimensão.
    Curva em ascensão
    Rondônia registrou 238 novas infecções por coronavírus na quarta-feira (30) e mais seis óbitos decorrentes da doença, segundo dados disponibilizados em boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa).
    Com os novos números, o estado chegou a 65.911 diagnósticos de Covid-19 e 1.357 vítimas fatais do novo coronavírus.
    As cidades com maior número de óbitos registrados são:
    Porto Velho – 721
    Ariquemes – 90
    Guajará-Mirim – 87
    Ji-Paraná – 77
    Vilhena – 58
    Cacoal – 34
    Já as cidades com maior número de casos da doença são: Porto Velho (30.007), Ariquemes (5.493), Vilhena (3.697), Guajará-Mirim (2.972), Ji-Paraná (2.893) e Cacoal (2.345).
    Veja os vídeos mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias:

  • O Assunto #288: Brumadinho, Mariana e a nova lei de barragens

    O Assunto #288: Brumadinho, Mariana e a nova lei de barragens

    Lei recém sancionada proíbe barragens como as que se romperam em Minas Gerais, mas corte no orçamento da Agência Nacional de Mineração compromete a fiscalização. São mais de 800 delas em todo o país. Você pode ouvir O Assunto no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer ou no aplicativo de sua preferência. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
    Na quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei que dá até fevereiro de 2022 para as mineradoras eliminarem de vez barragens como as que se romperam em Minas Gerais, matando quase 300 pessoas. Por outro lado, o governo prevê corte no orçamento da Agência Nacional de Mineração, justamente o órgão responsável pela fiscalização das mais de 800 barragens que existem no país. Neste episódio, Renata Lo Prete conversa com Thais Pimentel, repórter do G1 Minas Gerais que acompanhou de perto as duas tragédias e o sucateamento do sistema de fiscalização. Participa também Bruno Milanez, doutor em política ambiental e professor do Departamento de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora. Milanez dimensiona o tamanho do risco das barragens em atividade e os principais problemas para fazer cumprir a lei.
    Clique aqui para acessar o site da Agência Nacional de Mineração, onde é possível denunciar barragens irregulares
    O que você precisa saber:
    Bolsonaro sanciona lei que muda regras de controle de barragens e prevê multa de até R$ 1 bilhão
    ‘Tragédia iminente’, diz associação de cidades mineradoras de MG sobre corte no orçamento da agência que fiscaliza barragens
    Bombeiros de Uberaba vão para Brumadinho em mais um trabalho de buscas por vítimas da barragem da Vale
    Corpo é encontrado em Brumadinho, na Grande BH, mais de vinte meses após rompimento da barragem da Vale
    MPF pede retorno da ação de R$ 155 bi contra Vale, Samarco e BHP por tragédia em Mariana
    O podcast O Assunto é produzido por: Isabel Seta, Gessyca Rocha, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski, Giovanni Reginato, Mônica Mariotti e Renata Bitar. Apresentação: Renata Lo Prete

    Comunicação/Globo
    O que são podcasts?
    Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.
    Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…
    Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

  • Filhotes de periquito são resgatados por motorista em acostamento de rodovia e entregues a cuidados veterinários; veja VÍDEO

    Filhotes de periquito são resgatados por motorista em acostamento de rodovia e entregues a cuidados veterinários; veja VÍDEO

    Homem transitava pela Rodovia General Euclides de Oliveira Figueiredo (SP-563) quando viu as aves e as levou para a base da Polícia Militar Ambiental em Presidente Epitácio. Filhotes de periquito da espécie jandaia-verdadeira foram encontrados no acostamento da SP-563
    Quatro filhotes de periquito da espécie jandaia-verdadeira (Aratinga jandaya) foram encontrados no acostamento da Rodovia General Euclides de Oliveira Figueiredo (SP-563), também conhecida como Rodovia da Integração. As aves foram resgatadas por um motorista que trafegava pela rodovia e entregues, nesta quarta-feira (30), na Base Operacional da Polícia Militar Ambiental, em Presidente Epitácio (SP) (veja no vídeo acima).
    De acordo com a polícia, um homem transitava com seu veículo pela rodovia no sentido Dracena (SP)– Presidente Venceslau (SP), quando avistou os filhotes no acostamento.
    O homem contou aos militares que imediatamente parou o veículo, recolheu as aves e as levou para a base policial.
    Os filhotes receberam os primeiros cuidados e alimentação e foram encaminhados para a Associação Protetora dos Animais Silvestres de Assis (Apass) nesta quinta-feira (1º).
    Ainda de acordo com a polícia, os filhotes passarão por cuidados veterinários na entidade e, quando estiverem em condições, serão devolvidos à natureza.
    Filhotes de periquito da espécie jandaia-verdadeira foram encontrados no acostamento da SP-563
    Polícia Militar Ambiental
    Barulho e estresse
    Os periquitos da espécie jandaia-verdadeira se alimentam de sementes, castanhas e frutas, e também insetos e larvas. Também se alimentam em plantações de arroz e milho.
    Os ninhos normalmente são feitos em buracos nas árvores. A fêmea põe, em média, de três a cinco ovos. Só ela os choca. O tempo de incubação é de 23 dias. Normalmente deixa o ninho apenas para se alimentar ou ser alimentada pelo macho, mas em breves períodos. O amadurecimento sexual dos filhotes acontece aos dois anos. Eles são semelhantes aos adultos, mas a cabeça é amarelo-clara, com penas verdes espalhadas e íris escura.
    Essa ave mede, em média, 30 centímetros de comprimento. Com manto verde, a exemplo de outros Psittaciformes, o diferencial é que possui apenas a cabeça e as partes inferiores em laranja. Frequentemente também a área ao redor dos olhos é vermelha. Entre os sexos, não há diferenças a serem anotadas (só é possível ver a diferença com exame de DNA).
    Essa espécie, além de caatinga, savanas com árvores, clareiras e extremidades de florestas tropicais, também costuma frequentar plantações de coco. Vive isoladamente, em pares ou grupos pequenos (de dez a 15 indivíduos). É monogâmica.
    A jandaia-verdadeira geralmente é prática ao voar: rápida e direta. Muitas vezes faz isso bem perto do chão e inclui, de quebra, um chamado estridente. Aliás, são bastante barulhentas particularmente no começo da manhã e no final da tarde.
    Outra característica é se adaptar bem ao convívio com os seres humanos. Mas não fica feliz sozinha ou presa numa gaiola dentro de casa.
    Frequentemente entra em estresse, chegando a arrancar as próprias penas e até as unhas. Mas acredita-se que a espécie possa viver em cativeiro, com os devidos cuidados, entre 20 e 30 anos e que consiga reproduzir até os 15 anos ou mais.
    Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.

  • Incêndio florestal se aproxima de casas na Argentina e assusta moradores; veja vídeo

    Incêndio florestal se aproxima de casas na Argentina e assusta moradores; veja vídeo

    Província de Córdoba sofre com queimadas. Autoridades não descartam causas criminosas, mas calor no centro do país contribui com o alastramento das chamas. Incêndio florestal ameaça casas de bairro residencial na Argentina
    Incêndios florestais muito próximos às casas de Villa Parque Siquiman, um conjunto residencial perto de Córdoba, na Argentina, assustaram moradores na terça-feira (29). Imagens mostram as chamas bem perto das residências. Veja o VÍDEO acima.
    Bombeiros foram ao local tentar debelar as chamas. De acordo com a emissora El Doce, vizinhos disseram acreditar que o incêndio no bairro teve origem intencional. Em apenas 20 minutos, afirmaram testemunhas, quatro focos se formaram nas proximidades de Villa Parque Siquiman.
    Incêndio florestal na província de Córdoba, na Argentina
    Ruptly/Reprodução/G1
    As autoridades não confirmaram a origem do fogo, mas não descartam um possível criminoso ter colocado fogo em algumas partes da província.
    Ainda assim, o calor também tem contribuído para os incêndios na região: temperaturas passaram do 30°C no centro da Argentina, chegando perto dos 40°C em algumas áreas.
    SAIBA MAIS: Entenda a onda de calor que atinge o Brasil
    A expectativa é que a chuva nos próximos dias reduza os focos de queimada, que destruíram mais de 95 mil hectares na província de Córdoba.
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  • AGU diz que decisões do Conama não geram risco ambiental e suspensão pela Justiça é 'nula'

    AGU diz que decisões do Conama não geram risco ambiental e suspensão pela Justiça é 'nula'

    Conselho revogou regras de proteção a manguezais e restingas, mas Justiça Federal do Rio reverteu essas decisões. Governo recorreu ao TRF-2 para restaurar atos do Conama. A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu, nesta quinta-feira (1º), que é “nula” a decisão da Justiça Federal do Rio que suspendeu os efeitos da última reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Na segunda (28), o colegiado revogou regras que protegiam áreas de manguezais e de restingas.
    No entendimento da AGU, a decisão da juíza Maria Amélia de Carvalho, da 23ª Vara Federal do Rio de Janeiro, não foi fundamentada em argumentos jurídicos. O governo diz também que “não há que se falar em qualquer diminuição da proteção legal com a decisão do conselho”.
    A AGU tenta reverter, no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, a decisão do Rio que suspendeu as deliberações do Conama. O conselho é presidido pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que reduziu a participação da sociedade civil nas decisões desde o ano passado
    Justiça Federal do RJ suspende resoluções do Conama
    Resoluções revogadas no Conama: entenda
    As decisões do Conama provocaram reação entre ambientalistas e deflagraram uma disputa judicial. A ação popular julgada no Rio aponta que a revogação de tais normas viola o direito constitucional a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, assim como a Política Nacional do Meio Ambiente e o Código Florestal.
    “Tendo em vista o evidente risco de danos irrecuperáveis ao meio ambiente, defiro antecipação dos efeitos de tutela para suspender os efeitos da revogação apreciada na 135ª Reunião Ordinária do Conama”, escreveu a juíza.
    Especialistas e instituições comentam decisão do Conama e prejuízos para o meio ambiente
    O que diz a AGU
    Ao recorrer, a AGU diz que a decisão “não possui qualquer fundamentação, ainda que sucinta, não sendo possível entender as razões pelas quais sua Excelência, sem a oitiva da União, suspendeu os efeitos de decisão colegiado do Conama”.
    A advocacia-geral também argumentou que “não há que se falar em qualquer diminuição da proteção legal” em relação às decisões do Conama. E que o conselho atuou para adaptar suas regras ao que determina o Código Florestal, que teve a constitucionalidade reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
    O governo aponta ainda que há uma tentativa de promover um “inexistente tapetão”, alterando o que já fora decidido pelo STF.
    “Na verdade e em essência, para além de uma narrativa política e promoção de desinformação sobre um tema que, como visto, é extremamente técnico-jurídico, tenta-se, via ação popular, promover um inexistente ‘tapetão’ quanto ao decidido pelo Supremo Tribunal Federal. É sempre imperioso relembrar que a democracia impõe respeito às decisões judiciais da Corte Excelsa Brasileira, independente de gostos, ideologias e, sobretudo, resultados”, concluiu.
    As decisões do Conama
    Na segunda, o Conselho Nacional do Meio Ambiente derrubou duas normas que restringiam o desmatamento e a ocupação em áreas de preservação ambiental de vegetação nativa, como restingas e manguezais. As regras valiam desde março de 2002.
    O Conama também liberou queima de lixo tóxico em fornos usados para a produção de cimento e derrubou uma outra resolução que determinava critérios de eficiência de consumo de água e energia para que projetos de irrigação fossem aprovados.
    Em maio de 2019, o governo diminuiu o número de entidades da sociedade civil no Conama. O colegiado, que contava com 96 conselheiros, entre membros de entidades públicas e de ONGs, passou a ter 23 membros titulares, incluindo Ricardo Salles.
    O Conama é o principal órgão consultivo do Ministério do Meio Ambiente e é responsável por estabelecer critérios para licenciamento ambiental e normas para o controle e a manutenção da qualidade do meio ambiente.

  • Pantanal tem 8.106 pontos de incêndio em setembro; ano já tem o maior número de focos da história

    Pantanal tem 8.106 pontos de incêndio em setembro; ano já tem o maior número de focos da história

    Mês é o pior em número de focos de incêndio desde 1998, quando começou o monitoramento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe). Amazônia teve alta de 61% no número de focos em comparação a setembro de 2019. Setembro bate recorde de focos de incêndio no Pantanal
    O Pantanal teve, em setembro, 8.106 focos de incêndio, apontam dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O mês passado foi o pior já registrado em número de focos de incêndio no bioma desde 1998, quando começou o monitoramento do instituto.
    Três meses antes de terminar, 2020 também já é o ano com o maior número de focos de incêndio no Pantanal: de 1º de janeiro até 30 de setembro, foram 18.259 focos. Antes disso, o maior número havia sido registrado ao longo de todo o ano de 2005: 12.536. A alta é de cerca de 46% (veja gráfico).
    Alta na Amazônia
    A Amazônia também teve alta no número de focos de incêndio: em setembro de 2019, foram 19.925 focos de calor; neste ano, o mesmo mês teve 32.017 focos, uma alta de 61%. O número ficou um pouco abaixo da média histórica para o mês, que é de 32.812 focos. A maior alta para o mês foi em 2007, com 73.141.
    Há, ainda, uma alta no total anual de focos de incêndio. De janeiro até 30 de setembro de 2019, haviam sido registrados 66.749 pontos de fogo na floresta. Neste ano, eram 76.030, aumento de 14%.
    Até 31 de agosto, dado do Inpe mais recente disponível, o Brasil perdeu 53.019 km² de mata nativa da Amazônia e do Pantanal juntos. O número é equivalente a 34 cidades de São Paulo, ou quase a soma das áreas dos estados de Sergipe e Alagoas.
    Embates com governo
    Funcionários de uma fazenda são vistos próximos ao fogo em uma fazenda no Pantanal, em Poconé (MT)
    Amanda Perobelli/Reuters
    Os dados do Inpe têm causado embates com o governo federal.
    Na quarta-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro declarou, em um discurso gravado e apresentado na cúpula sobre biodiversidade da Organização das Nações Unidas (ONU), que organizações, em parceria com “algumas ONGs”, comandam “crimes ambientais” no Brasil e também no exterior. O presidente não apresentou provas para as afirmações.
    No sábado (26), a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) publicou informações incorretas sobre as queimadas registradas no país em 2020 (veja vídeo).
    SECOM divulga informação incorreta sobre queimadas em 2020
    A mensagem da secretaria dizia que a área queimada em todo o território nacional era a menor dos últimos 18 anos.
    A afirmação, entretanto, desconsiderava um dado que aparecia na imagem postada pela própria Secom junto com a mensagem: os números de 2020 se referiam aos oito primeiros meses do ano – janeiro a agosto. Já os dados dos outros anos consideravam os doze meses.
    Isso é importante porque a alta no número de focos de incêndio ocorre, justamente, no segundo semestre do ano – mais especificamente nos meses de agosto, setembro e outubro, com o pico em setembro.
    Os dados usados pelo governo, que também são do Inpe, mostram que, de janeiro até agosto de 2020, a área total queimada no Brasil era de 121.318 km².
    Se o mesmo período – de janeiro a agosto – for considerado nos outros anos, é possível ver que, neste ano, o Brasil teve uma área queimada maior que em 2008, 2009, 2011, 2013, 2014, 2015, 2017 e 2018.
    Acusações
    Investigações da Polícia Federal apontaram, no fim de setembro, que as queimadas no Pantanal de Mato Grosso do Sul começaram em grandes fazendas.
    Antes disso, no último dia 22, Bolsonaro disse em um discurso na Assembleia Geral da ONU que o Brasil era “vítima” de uma campanha “brutal” de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal. O presidente disse que a floresta amazônica é úmida e só pega fogo nas bordas, e que os responsáveis pelas queimadas são “índios” e “caboclos”. A declaração, entretanto, é falsa, conforme apuração do G1 junto a especialistas no assunto.
    ONGs, índios, Inpe, governadores, Di Caprio: veja quem já foi acusado por Bolsonaro de ligação com queimadas e desmatamento
    No mesmo discurso, Bolsonaro disse, ainda, que “as grandes queimadas [no Pantanal] são consequências inevitáveis da alta temperatura local, somada ao acúmulo de massa orgânica em decomposição”. Essa afirmação, no entanto, também é falsa, conforme checagem do G1 com especialistas na questão.
    VÍDEOS: incêndios no Pantanal
    Bombeiros tentam conter as queimadas em área do Pantanal entre Poconé e Cáceres

  • Outubro começa com calor extremo pelo Brasil

    Outubro começa com calor extremo pelo Brasil

    São Paulo, Cuiabá, Campo Grande e Curitiba podem ter novos recordes históricos de calor nesta quinta-feira (1º). SP pode registrar 38 graus de máxima nesta quinta-feira
    Outubro começa nesta quinta-feira (1º) com uma forte onda de calor e sem previsão de chuva na região central do Brasil nesta semana, segundo o ClimaTempo.
    Temperaturas de 40°C a 44°C poderão observadas nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará, Tocantins, Piauí, Maranhão, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
    As capitais São Paulo, Cuiabá, Campo Grande e Curitiba podem estabelecer novos recordes históricos de calor, com previsão de 38ºC na capital paulista e 43ºC em Cuiabá. A temperatura deve chegar em 40ºC no Rio de Janeiro, 39ºC em Palmas, 33ºC em Belém e Manaus, 34ºC em Florianópolis e 30ºC em Salvador.
    Clique aqui e veja a previsão do tempo detalhada para a sua cidade.
    As pancadas de chuva, que costumam ficar mais presentes a partir deste mês, devem ocorrer de forma pontual na primeira metade de outubro. Isso acontece porque grandes massas de ar seco seguem pelo centro do país.
    Termômetro de rua marca 37ºC nesta quarta-feira (30) em Pinheiros, na Zona Oeste de SP
    Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo
    São os chamados bloqueios atmosféricos, que atuam como uma barreira impedindo o avanço de frentes frias ou outro sistema que consiga levar chuva para a região, como os “rios voadores”, que carregam a umidade da região amazônica para o Centro-Oeste e Sudeste.
    Este ano o bloqueio está ainda mais forte porque a temperatura na superfície do mar está mais alta que o normal, fazendo com que as frentes frias desviem para o alto mar.
    VEJA TAMBÉM: Com 37,1ºC nesta quarta, São Paulo tem o segundo dia mais quente da história
    Os efeitos deste sistema são sentidos especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e no Sul do país.
    Outro fator que contribui para as altas temperaturas é a corrente de ar conhecida como jato polar, que não passou tanto pelo Brasil durante o inverno e começa a passar cada vez mais ao sul, na região da Argentina e do Polo Sul.
    VÍDEOS: calor pelo país no começo da primavera

  • Animais idosos recebem atenção especial no zoológico do Parque Ecológico da Cidade da Criança

    Animais idosos recebem atenção especial no zoológico do Parque Ecológico da Cidade da Criança

    Entre os bichos mais velhos do complexo, em Presidente Prudente, estão uma arara-vermelha-grande e um gato-mourisco. Arara-vermelha-grande, que recebeu o nome de Bailarina, é a mais velha do aviário do Parque Ecológico da Cidade da Criança
    Stephanie Fonseca
    Lidar com o avanço da idade não é exclusividade dos seres humanos. A velhice também chega para os animais e com ela vêm restrições, mudanças de hábitos, necessidades fisiológicas. Neste 1º de outubro, quando é lembrado o Dia do Idoso, o G1 apresenta uma fração de como é o tratamento das espécies abrigadas no zoológico do Parque Ecológico da Cidade da Criança, em Presidente Prudente (SP), e de dois “senhorzinhos” especiais.
    Mesmo durante o período em que esteve fechado para a visitação devido à pandemia da Covid-19, o zoológico continuou com as equipes técnicas ativas para cuidar dos, aproximadamente, 240 animais de 37 espécies que habitam o local. Os principais focos do tratamento são alimentação, saúde e limpeza.
    Animais recebem alimentação balanceada e com cuidados especiais
    Por dia, as equipes preparam uma média de 120 a 130 quilos de alimentos dos variados tipos, como ração, frutas, legumes, carne, ovos e verduras. São quase quatro toneladas por mês.
    Todos os animais são tratados com carinho no zoológico, mas tem alguns que recebem cuidados ainda mais especiais: os idosos.
    Recintos individuais dos animais mais idosos recebem revestimento; foto exibe o interior da casa do gato-mourisco Logan
    Cidade da Criança/Divulgação
    Conforme contou ao G1 a médica veterinária Érica Silva Pellosi, “todos [os animais] recebem uma atenção especial, mas a deles é um pouquinho mais especial”.
    “Esses animais [idosos] passam por um check-up mais vezes ao ano. Geralmente todos os animais passam por um check-up anual, mas os idosos a gente dá prioridade, a cada seis meses eles passam por um check-up, onde é ajustada alimentação, verificado como está a saúde deles, e, manejando eles de acordo com as necessidades que eles apresentam”, contou ao G1.
    Um deles é a Bailarina, que esbanja beleza e cores. A arara-vermelha (Ara chloropterus), que recebeu esse nome por gostar de dançar, tem aproximadamente 60 anos de idade. Ela é a mais velha das aves que moram no aviário. A estimativa de vida da espécie, em cativeiro, pode ficar entre 70 e 80 anos, segundo comentou a veterinária.
    Arara-vermelha-grande, que recebeu o nome de Bailarina, é a mais velha do aviário do Parque Ecológico da Cidade da Criança
    Stephanie Fonseca
    Já entre os mamíferos, o que tem a idade mais avançada é o gato-mourisco (Herpailurus yagouaroundi) Logan. “Ele já tem em torno de 15 anos, o que para a espécie já é uma idade bem avançada”, comentou a médica veterinária.
    De acordo com Érica, a espécie, quando em cativeiro, pode viver de 15 a 18 anos.
    Gato-mourisco Logan é o mais velho entre os mamíferos residentes no zoológico do Parque Ecológico
    Stephanie Fonseca
    Além do check-up, os idosinhos recebem uma alimentação diferenciada e com suplementação vitamínica.
    “A gente está sempre atento se [o animal] está comendo ou não, o que eles gostam mais, o que eles gostam menos, porque eles também ficam igual a gente, cheios de manias”.
    Também há uma adaptação no recinto dos idosos.
    “No caso do Logan, ele gosta muito de ficar na casinha dele. A casinha dele é toda isolada com isolante térmico por dentro para ele aguentar os dias frios de uma melhor maneira. Das araras também; o recinto delas é todo barrado para vento”, contou ao G1. O isolamento térmico interno é feito com papelão, jornal ou caixinha de ovos.
    Logan gosta de ficar na casinha, que tem um isolamento térmico
    “A gente sempre busca uma adaptação que cause um bem-estar melhor, que forneça esse bem-estar pra eles”, afirmou ainda.
    A orientação aos tratadores é observar bem o comportamento dos animais para dar os cuidados necessários e, inclusive, essa “atenção especial” aos que precisarem.
    “Então, qualquer alteração específica já é passada pra equipe técnica, a equipe técnica está sempre alerta, a gente já entra em ação, já entra em com tratamento, já muda o manejo, conforme necessário, pra manter o bem-estar deles e conseguir que eles tenham uma vida um pouco mais longa ainda”, salientou a veterinária.
    Anhuma (Anhima cornuta) é uma das quase 40 espécies residentes no zoológico do Parque Ecológico da Cidade da Criança
    Stephanie Fonseca
    Arara-vermelha-grande
    A arara-vermelha-grande mede de 73 a 95 cm de comprimento, e pesa até 1,5 kg. A cor que lhe dá o nome é predominante, mas ainda tem as asas azuis com uma faixa verde.
    A espécie está distribuída na Amazônia brasileira e em rios costeiros margeados por florestas no leste do país, chegando originalmente até o Espírito Santo, Rio de Janeiro e interior do Paraná. Encontrada também do Panamá ao Paraguai e Argentina.
    Monogâmica, quando forma um casal, esta união é para sempre; uma característica da família dos psitacídeos. Quando têm filhotes, macho e fêmea cuidam de aumentar os buracos que fazem em troncos ocos de palmeiras ou em paredões rochosos, como forma de protegê-los dos predadores naturais (tucanos, macacos e cobras).
    A devastação das florestas e a retirada de indivíduos de seu habitat (para tráfico e comércio ilegal), também se configura uma ameaça à sua sobrevivência. Tanto que a arara-vermelha-grande já está desaparecida de partes extensas de sua área de distribuição.
    Um hábito curioso desta ave é o fato de ela se alimentar de terra e barro (normalmente ricos em minerais). A explicação mais recorrente é que elas fazem isso para neutralizar as toxinas que ingerem quando consomem frutas verdes. A arara-vermelha-grande pode viver 60 anos na natureza.
    Gato-mourisco
    O gato-mourisco mede de 48 a 83 centímetros de comprimento e sua cauda mede de 27 a 59 centímetros, de acordo com informações disponibilizadas pelo Projeto Onçafari. O peso pode variar de 3,7 a 9 quilos, com machos maiores do que as fêmeas.
    A coloração do gato-mourisco varia do preto, marrom para o cinza, areia e marrom-avermelhado, com cores intermediárias e melânicas comuns. A espécie costuma ter pernas pequenas e uma aparência quase mustelídea. Tem pupilas redondas, diferentes de outros felinos, o que pode ser reflexo de seus hábitos diurnos.
    Gato-mourisco Logan é o mais velho entre os mamíferos residentes no zoológico do Parque Ecológico
    Stephanie Fonseca
    A espécie tem ampla distribuição pelas Américas, ocorrendo desde o México até a região central da Argentina, estando presente em praticamente todo o território brasileiro, porém em baixas densidades populacionais. Os animais são encontrados em uma grande variedade de habitats, incluindo florestas tropicais, cerrados, caatinga e áreas pantanosas, podendo ser encontrado em todos os biomas brasileiros.
    Ao contrário da maioria dos felinos selvagens, os gatos-mouriscos preferem caçar durante o dia, quando estão mais ativos. Começam a se mover pouco antes do amanhecer até pouco depois do entardecer. Apesar de serem muito habilidosos ao se locomover em árvores, preferem caçar no chão. Geralmente, são animais de hábitos solitários, podendo tolerar a presença de outros indivíduos em seu território. Na natureza, a maioria das observações é de indivíduos solitários, mas em cativeiro eles são bastante sociáveis.
    Podem se alimentar de praticamente tudo que puderem, variando entre mamíferos de pequeno e médio porte, além de cobras, lagartos, aves, insetos, peixes e anfíbios.
    A gestação varia entre 65 e 75 dias, e podem dar à luz entre um e quatro filhotes. Não possuem um período bem definido para reprodução, podendo ocorrer durante o ano todo. Atinge a maturidade sexual por volta dos 2 anos de idade.
    Araracanga (Ara macao), ou arara-vermelha-pequena, também reside no zoológico do Parque Ecológico da Cidade da Criança
    Stephanie Fonseca
    Macaco-prego é uma das espécies que podem ser vistas no Parque Ecológico da Cidade da Criança
    Stephanie Fonseca
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