Visitantes achavam graça nos xingamentos e não houve reclamações, mas direção quis poupar ouvidos das crianças. Os cinco ‘desbocados’ foram transferidos para diferentes áreas do parque. Um dos papagaios africanos cinza do Lincolnshire Wildlife Park, na Inglaterra, em foto de 26 de setembro
Steve Nichols/Lincolnshire Wildlife Park via AP
Um zoológico britânico teve que separar cinco papagaios desbocados que, segundo os tratadores, estavam encorajando uns aos outros a usar palavrões para xingar.
Billy, Eric, Tyson, Jade e Elsie se juntaram à colônia de 200 papagaios cinzentos do Lincolnshire Wildlife Centre em agosto e logo revelaram uma tendência para a linguagem de baixo calão.
“Estamos bastante acostumados com papagaios xingando, mas nunca tivemos cinco ao mesmo tempo”, disse o executivo-chefe do zoológico, Steve Nichols. “A maioria dos papagaios fica tímida do lado de fora, mas por algum motivo esses cinco estavam se exibindo”.
Nichols disse que nenhum visitante se queixou dos papagaios, e a maioria achou a situação engraçada.
“Quando um papagaio diz para você se f*, isso diverte muito as pessoas”, disse ele na terça-feira (27). “Isso provocou um grande sorriso em um ano realmente difícil.”
Um dos papagaios africanos cinza do Lincolnshire Wildlife Park, na Inglaterra, em foto de 26 de setembro
Steve Nichols/Lincolnshire Wildlife Park via AP
Nichols disse que os papagaios foram separados para poupar os ouvidos das crianças.
Eles foram transferidos para diferentes áreas do parque para que não “provocassem uns aos outros”, disse ele.
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Categoria: Meio Ambiente
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Zoo britânico separa papagaios que se provocavam para falar palavrões
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MPMG instaura inquérito para investigar incêndio no Parque Estadual do Ibitipoca
Medida tem o objetivo de apurar possíveis autores e a dimensão dos danos causados. Centenas de hectares da unidade de conservação queimaram nesta semana. Incêndio foi registrado no Parque Estadual do Ibitipoca
Parque Estadual do Ibitipoca/Reprodução/Instagram
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou um inquérito civil para apurar os possíveis autores do incêndio ocorrido no Parque Estadual do Ibitipoca e a dimensão dos danos. A informação foi confirmada pela assessoria da instituição ao G1 nesta sexta-feira (2).
Segundo informações repassadas pelo promotor de Justiça, Alex Fernandes Santiago, serão reunidos diversos documentos produzidos pelas equipes que trabalharam no combate ao incêndio para identificação de responsáveis e reparação.
“Dentro do inquérito civil, será possível juntar documentos fornecidos pelo Bombeiro Militar, pela Polícia Militar do Meio Ambiente, realizar requisições, perícias, investigações com o fim de buscar a reparação do dano por seus eventuais autores. Tudo com o objetivo de dimensionar o dano e identificar seus responsáveis, buscando sua reparação”, explicou.
Ainda de acordo com o promotor, apenas após os trabalhos de investigação poderão ser tomadas as devidas providências em relação ao caso.
“Somente com o desenvolvimento das investigações da Polícia Civil, em inquérito policial, e ministeriais, no inquérito civil, poderão ser identificados eventuais autores e possível conduta criminosa”, completou.
O incêndio na unidade de conservação teve início na madrugada de segunda-feira (28) e foi controlado na noite desta terça-feira (29). As chamas que consumiram aproximadamente 500 hectares de uma área dentro do Parque Estadual de Ibitipoca.
Após a extinção do incêndio, o diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Antônio Malard, informou que o parque será aberto para visitação a partir da próxima quarta-feira (7). Os agendamentos estarão disponíveis a partir de segunda-feira (5). -

VÍDEO: Tatu faminto come manga deixada por voluntários em área atingida pelo fogo no Pantanal de MT
Animais estão sem alimentos porque florestas foram devastadas pelos incêndios. Tatu come manga deixada por voluntários no Pantanal
Em meio a um cenário de destruição causado pelas queimadas no Pantanal de Mato Grosso, um tatu faminto foi flagrado comendo uma manga. O vídeo foi postado pelo grupo É o Bicho MT, composto por protetores da causa animal desde 2015, na página deles no Instagram, e que tem atuado na arrecadação e distribuição de alimentos e água aos animais atingidos pelos incêndios.
As queimadas no Pantanal devem gerar impactos diretos e indiretos no bioma, incluindo falta de alimentos, desequilíbrio ambiental e risco de extinção de animais.
O cenário é desolador, com praticamente toda a flora queimada, sem alimentos para os animais, que têm morrido de fome e de sede, além de muitos serem atingidos pelo fogo.
Segundo Hyla Fabiana Ponce, voluntária do grupo É o Bicho MT e que participa da equipe de triagem, o trabalho do grupo em Cuiabá se resume na coleta diária de alimentos, triagem e carregamento do caminhão três vezes por semana. São necessárias 3 toneladas por dia.
Ela explica que diversos grupos se uniram em prol dos animais e que a maior necessidade neste momento é conseguir água.
Segundo ela, um fato interessante é que, devido à fome e à necessidade de água, animais de espécies que antes não ficavam juntas, estão se aglomerando nas ilhas. Encontra-se pegadas de animais de diferentes espécies.
A origem dos tatus é primitiva e essa linhagem remonta há 80 milhões de anos. Acredita-se que um antepassado dos seres que conhecemos atualmente tenha convivido com tigres-dente-de-sabre e até com os primeiros humanos a habitarem o continente.
A maioria das espécies que conhecemos tem pouco ou nenhum pelo, se alimentam principalmente de insetos e outros são onívoros, podendo comer carne e vegetais.
Outra característica importante na constituição de um tatu é a presença das garras que permitem que escavem cupinzeiros e formigueiros para se alimentarem ou tocas para se esconderem. Todas as espécies localizam seu alimento exclusivamente pelo cheiro. -

Ministro ignora verdadeiro problema do Ibama e ICMBio: déficit crescente de servidores
Documento do Ibama mostra gravidade em falta de funcionários
Depois de implodir o Fundo Amazônia, desconfigurar o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), esvaziar a política climática, retardar a contratação de brigadistas para o combate a incêndios, não aplicar todos os recursos previstos no orçamento para a pasta ambiental e ainda passar pelo constrangimento de ser denunciado por improbidade administrativa por 12 procuradores do Ministério Público Federal, Ricardo Salles ataca novamente.
Ao anunciar a intenção de fundir o Ibama com o ICMBio, Salles lança uma cortina de fumaça para encobrir os verdadeiros problemas de gestão desses órgãos.
Salles cria grupo para estudar fusão entre Ibama e Instituto Chico Mendes
Portaria publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (2) cria um Grupo de Trabalho “com a finalidade de realizar os estudos e análises de potenciais sinergias de ganhos de eficiência administrativa em caso de eventual fusão entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).”
Trecho de nota técnica do SEI/Ibama sobre a falta de funcionários no Ibama
Reprodução
O GT é composto por funcionários da confiança de Salles – não há participação de servidores efetivos das duas autarquias – e terá 120 dias para analisar a fusão do Ibama com o ICMBio. A notícia foi recebida com desconfiança pelos servidores dos dois órgãos. Criado em 2007 pela Ministra Marina Silva, o ICMBio é responsável pela gestão de 334 Unidades de Conservação espelhadas por uma área equivalente a quase 10% do território nacional (9,27% da área continental, 25,37% da área marinha).
Trecho de nota técnica do SEI/Ibama
Reprodução
Desde a criação do Instituto, 47 novas Unidades de Conservação Federais foram criadas no país, aumentando em 1.028.653 Km2 as áreas protegidas (crescimento de 249%). Apesar disso, o ICMBio sempre se ressentiu da falta de recursos orçamentários adequados e da não reposição de funcionários para compor as vagas abertas por aposentadoria, exclusão e óbitos. Estima-se que hoje o déficit de pessoal seja de aproximadamente 1.317 funcionários, número que consta da última solicitação de concurso feita ao Ministério do Planejamento no ano passado (veja gráficos acima).
A carência de pessoal é ainda mais preocupante no Ibama. O assunto foi explicitado em detalhes na Nota Técnica do último mês de julho assinada pela Coordenadora de Gestão de Carreira e Desempenho de Pessoal do Instituto. Em 11 páginas, o documento que a coluna obteve com exclusividade reporta a urgência de concurso público para o preenchimento de 2.821 vagas em aberto.
“Em 2020, o Ibama contará com menos de 50% de sua necessária lotação”, informa o documento, advertindo para os prejuízos decorrentes desse déficit de pessoal com a “diminuição do número de licenças analisadas/concedidas”, “arrecadação do Ibama – atraso na análise de processos e da cobrança” e “aumento do desmatamento por falta de servidor para compor a fiscalização”.
De acordo com o documento, o envelhecimento do atual quadro de funcionários se dá de forma rápida e preocupante. “O perfil dos atuais servidores da área administrativa é na faixa etária de 50 e 60 anos, perto de completar 30 anos de tempo de serviço. A média de aposentadoria é de 120 por ano, e o número será crescente para os anos vindouros”, diz a nota técnica.
Não é difícil perceber que o maior problema hoje do Ibama e do ICMBio é a falta de recursos humanos e materiais para cumprirem suas funções institucionais. Sem o preenchimento das vagas em aberto – situação que se agrava a cada ano – a gestão ambiental deixará de existir na prática, com graves consequências para o combate ao desmatamento (e demais crimes ambientais), proteção das Unidades de Conservação e a devida agilidade nos processos de licenciamento. Diante disso, o que faz o Ministro Ricardo Salles? Ignora a gravidade da situação e lança a ideia de fusão dos órgãos. O colapso dos órgãos ambientais federais é questão de tempo. Pelo histórico de Salles à frente do Ministério, parece que este é um dos objetivos de sua gestão.
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Queimadas em terras indígenas de RO têm alta de 24% de janeiro a setembro na comparação com 2019, revela Inpe
São 602 pontos de chamas notificados este ano contra 482 no ano passado. Número de focos de queimadas registrados no mesmo período em toda Rondônia teve queda de 21,9% também na comparação com os nove meses do ano passado. Pasto após queimada ao redor do território Karipuna, em Rondônia.
Fábio Tito/G1
O número de focos de queimadas registrados pelo satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em terras indígenas (TIs) de Rondônia nos nove primeiros meses de 2020 tem alta de 24,8% na comparação com o mesmo período em 2019.
Entre 1º de janeiro e 30 de setembro, foram registrados 602 pontos de fogo este ano nos povos com mais focos contra 482 no ano passado.
Porém, se o recorte dos dados for comparado a toda Rondônia, o quantitativo de focos revela queda de 21,9% também em relação aos nove primeiros meses do ano passado. Foram 8.074 focos ativos notificados no estado contra 10.345 em 2019.
Acompanhe os registros diários dos focos
O Programa Queimadas do Inpe analisa a situação das TIs considerando os focos dentro e fora do seu território. As terras indígenas Uru-Eu-Wau-Wau e Karipuna estão entre as mais castigadas pelo fogo no entorno do limite demarcado este ano.
Confira a lista das TIS com mais focos de queimadas abaixo:
Massaco – 95
Rio Branco – 75
Uru-Eu-Wau-Wau – 72
Pacaas Novas – 62
Karipuna – 55
Igarapé Lage – 33
Roosevelt – 33
Igarapé Lourdes – 30
Sete de Setembro – 29
Rio Negro Ocaia – 23
Tubarão Latunde – 18
Queimadas na terra indígena Uru Eu Wau Wau
Reprodução/TV Globo
No caso dos Karipuna, o fogo encontrado na fronteira é consequência das fazendas que cercam o território. Os produtores desmatam e depois queimam para conseguir manter o pasto para o gado. No ano passado, a Karipuna esteve no ranking das 10 terras mais desmatadas do Brasil. Em outubro de 2019, o G1 esteve na região e revelou que a base da Fundação Nacional do Índio (Funai) na TI foi destruída.
Em abril deste ano, entidades já alertavam sobre o avanço de grileiros dentro dos povos. O presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Dom Roque Paloschi, por exemplo, declarou à época que que o Governo Federal tem sido “anti-indígena” referente à segurança das comunidades.
Nesse mesmo mês, indígenas da terra Karipuna denunciaram terem visto ao menos quatro pessoas desmatando a floresta. A Funai, por sua vez, negou na ocasião que se exime das obrigações legais, “sempre primando pelo zelo e atenção em suas ações, as quais repercutem diretamente sob o modo de vida dos indígenas”.
Ciclo do desmatamento
As queimadas na Amazônia têm relação direta com o desmatamento. O fogo é parte da estratégia de “limpeza” do solo que foi desmatado para posteriormente ser usado na pecuária ou no plantio. É o chamado “ciclo de desmatamento da Amazônia”.
Após o fogo, o pasto costuma ser o primeiro passo na consolidação da tomada da terra. Nos casos em que a ocupação não é contestada e a terra é de qualidade, o próximo passo é a exploração pela agricultura.
O que provoca as queimadas?
Para haver fogo, é preciso combinar: fontes de ignição (naturais, como raios, ou antrópicas, como isqueiros ou cigarros); material combustível (ter o que queimar, como madeiras e folhas); e condições climáticas (seca).
Como a Amazônia é uma floresta tropical úmida, os incêndios mais recorrentes ocorrem quando a madeira desmatada fica “secando” por alguns meses e, depois, é incendiada para abrir espaço para pastagem ou agricultura. Segundo especialistas, um incêndio natural não se alastraria com facilidade na Amazônia.
As queimadas são apenas uma das etapas do ciclo de uso da terra na Amazônia. Depois do desmate, se nada de novo acontecer, a floresta pode se regenerar. Uma floresta secundária, no entanto, nunca será como uma original, mesmo que uma parte da biodiversidade consiga se restabelecer. Na prática, o que acontece é que a mata não tem tempo de crescer de novo.
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Decisão do Conama que tirou proteção de manguezais e restingas volta a valer após desembargador derrubar liminar
Marcelo Pereira da Silva aceitou recurso da União. Regras que restringiam desmatamento foram derrubadas na 135ª reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente, presidido pelo ministro Ricardo Salles. Justiça restabelece decisões do Conama, que retiraram proteção de manguezais e restingas
O desembargador federal Marcelo Pereira da Silva, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), aceitou um recurso da União e restabeleceu, nesta sexta-feira (2), a validade das decisões do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que tiraram a proteção de manguezais e restingas.
Na segunda-feira (28), o Conama, órgão presidido pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, revogou quatro resoluções e flexibilizou regras de proteção ambiental. No dia seguinte, a Justiça Federal do Rio suspendeu essas revogações, em uma liminar (decisão provisória) que atendia a pedido feito em ação popular.
A União, no entanto, recorreu da decisão que suspendeu as revogações. Agora, com a decisão desta sexta-feira do desembargador Marcelo Pereira da Silva, prevalecem as normas que haviam sido alteradas pelo Conama, flexibilizando as medidas de proteção ambiental.
Resoluções revogadas no Conama: entenda
Revogações do Conama
As mudanças feitas pelo Conama que voltam a valer nesta sexta-feira incluem:
A revogação de duas resoluções que restringiam o desmatamento e a ocupação em áreas de preservação ambiental de vegetação nativa, como restingas e manguezais. As regras valiam desde março de 2002.
Liberação da queima de lixo tóxico em fornos usados para a produção de cimento.
Derrubada de outra resolução que determinava critérios de eficiência de consumo de água e energia para que projetos de irrigação fossem aprovados (entenda as resoluções abaixo).
O Conama é o principal órgão consultivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e é responsável por estabelecer critérios para licenciamento ambiental e normas para o controle e a manutenção da qualidade do meio ambiente.
Trechos da decisão desta sexta
No despacho desta sexta, o desembargador diz que a União argumenta, entre outras coisas, que:
a liminar anterior não foi “suficientemente fundamentada”;
“defendeu que as decisões do Conama são colegiadas e representam a efetivação do princípio democrático” e que a revogação ocorreu com a presença do Ministério Público Federal;
a pauta era “discutida desde 2014 com amparo em critérios técnicos destinados a disciplinar a regulamentação do novo Código Florestal”;
a liminar “representaria intervenção judicial indevida na esfera de competência do Poder Executivo” e que não há “qualquer ameaça de dano ao meio ambiente”.
Sobre o que tratam as resoluções
Após revogações, especialistas e instituições comentaram decisão do Conama e prejuízos para o meio ambiente
Resolução 302/2002
Tema: preservação de áreas no entorno de reservatórios d’água
O que previa: dispunha sobre os parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação Permanente (APPs) de reservatórios artificiais e o regime de uso do entorno. Ela determinava uma faixa mínima de 30 metros ao seu redor dos reservatórios como APPs. É o caso de represas como a Cantareira, em São Paulo. A resolução impedia a exploração da área para habitação e usos econômicos, buscando garantir a preservação e qualidade da água.
O que mudou: a resolução foi revogada.
Impacto: “Uma vez perdendo esses critérios, nós teríamos uma possibilidade, primeiro, de expansão imobiliária, segundo, de não recuperação dessas APPs”, disse Carlos Bocuhy, presidente do Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental)
Resolução 303/2002
Tema: proteção dos manguezais e faixas de restinga do litoral brasileiro
O que previa: protegia toda a extensão dos manguezais e faixas de restinga do litoral brasileiro, determinando tais como Áreas de Preservação Permanente (APP). Era complementada pela resolução 302/2002 e alterada pela resolução 341/2003.
O que mudou: a resolução foi revogada.
Impacto: “O único instrumento jurídico efetivo utilizado pelo MP-SP para proteção das restingas é a resolução 303/2002. Uma vez revogada essa resolução, nós perdemos a proteção da faixa dos 300 metros a partir da praia-mar, e isso significa um grande boom imobiliário de resorts, de empreendimentos em todo o Brasil que seriam beneficiados com esse desguarnecimento de um compartimento ambiental importantíssimo”, analisa Carlos Bocuhy, presidente do Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental)
Resolução 284/2001
Tema: Licenciamento ambiental para irrigação
O que previa: A resolução 284/2001 padronizava o licenciamento ambiental para empreendimentos de irrigação, determinando como a água deveria ser utilizada nas atividades agropecuária. A resolução como era antes da revogação, priorizava projetos com “equipamentos e métodos de irrigação mais eficientes, em relação ao menor consumo de água e de energia”.
O que mudou: a resolução foi revogada.
Resolução 264/1999
Tema: utilização de fornos para queima de resíduos
O que previa: vetava a utilização de fornos rotativos de produção de cimento para queima de resíduos domiciliares brutos, resíduos de serviços de saúde e agrotóxicos, entre outros.
O que mudou: Foi revogada e uma nova foi aprovada. Na sessão, os conselheiros do Conama analisaram o processo nº 02000.002783/2020-43, e com ele foi aprovada a queima de resíduos agrotóxicos e de lixo tóxico.
Impacto: O argumento usado na reunião para defender a resolução foi que a queima dessas substâncias vai diminuir a quantidade de resíduos sólidos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a queima de lixo tóxico seja feita em ambientes controlados, já que podem causar danos à saúde da população.
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Reforma administrativa: Mourão defende texto 'mais profundo' e reforço a órgãos de fiscalização
Vice-presidente fala em transferir servidores de áreas com excesso de pessoal para órgãos como Ibama e ICMBio. Mourão diz que reforma deveria incidir também sobre funcionalismo atual. O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu nesta quinta-feira (1º) que a proposta de reforma administrativa em tramitação no Congresso Nacional seja “mais profunda” e inclua mudanças para os atuais servidores públicos.
Mourão afirma que as novas regras deveriam permitir, por exemplo, a transferência de servidores de órgãos públicos com “excesso de gente” para áreas onde há déficit de pessoal – como a fiscalização do meio ambiente.
“Eu também julgo que a reforma poderia ter sido um pouco mais profunda. Ela está ainda, vamos dizer assim, um tanto quanto sem ser…. não mexeu com direitos atuais. Ela só mexe com direitos futuros, daqueles que vão ingressar no futuro no serviço público”, afirmou o vice-presidente.
André Trigueiro sobre recordes de queimadas: ‘Não é obra do acaso e 2021 pode ser pior’
“Nós tínhamos que aproveitar essa reforma, também, para poder fazer essa transferência interna de áreas onde temos excesso de gente para áreas onde nós temos menos gente. Você daria o treinamento necessário e o cara saltaria da função de datilografo, vamos dizer assim, para a função do Ibama ou do ICMBio. Acho que isso era até uma linha de ação mais barata”.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) são dois dos órgãos responsáveis por fiscalizar e garantir a preservação do meio ambiente.
Mourão, que é presidente do Conselho Nacional da Amazônia, já defendeu recuperar a capacidade operacional dessas entidades.
Em julho, Hamilton Mourão prometeu recuperação operacional do Ibama, ICMBio, Incra e Funai
A reforma administrativa idealizada pelo governo Jair Bolsonaro foi enviada ao Congresso no início de setembro e propõe uma série de mudanças no funcionalismo público, mas só para quem ingressar após a sanção das novas regras.
O texto extingue a punição de servidores por aposentadoria compulsória e a promoção por tempo de serviço, sem avaliação de desempenho, além de limitar as férias anuais a 30 dias.
“Nós temos que melhorar essa proposta, levar essa discussão para dentro do Congresso”, afirmou Mourão. As declarações foram dadas durante transmissão virtual do movimento “Unidos pelo Brasil”, coordenado pelo Centro de Liderança Pública.
Barreira legal
Segundo Mourão, a legislação atual proíbe que servidores sejam remanejados para outros órgãos e funções. “Na questão do pessoal do Ibama, do ICMBio. Eu hoje, pela legislação, não posso trazer gente de outras áreas do governo para trabalhar nessas agências por causa da questão da finalidade do concurso que a pessoa prestou”, disse.
O vice-presidente declarou que o déficit de pessoal é motivado por aposentadorias que não foram devidamente compensadas e que, nesse cenário, os órgãos não têm conseguido dar conta do trabalho.
Além de Ibama e ICMBio, Mourão afirmou que o problema afeta o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Fundação Nacional do Índio (Funai).
“Pela característica do nosso sistema público de contratação, tem que abrir concurso. Aí é aquela cauda previdenciária, os concursos proibidos. Estamos buscando uma solução junto ao Ministério da Economia no sentido de que a gente consiga uma recuperação da capacidade operacional desses órgãos para que eles possam cumprir a sua missão na plenitude”, afirmou o vice-presidente.
Além de pedir regras mais flexíveis para a transferência dos servidores, Mourão defende que os novos concursados sejam submetidos a cláusulas de permanência nos locais que requerem maior fiscalização.
“Precisamos estabelecer regras de modo que no próximo concurso aqueles que entrem para essas agências fiquem, no mínimo, uns 10 anos voltados única e exclusivamente para a Amazônia. Senão o camarada faz um concurso, passa dois anos na Amazônia e depois pede movimentação para Foz de Iguaçu. Tem que ter um mecanismo que permita que essa força de trabalho recém-contratada permaneça onde nós precisamos deles de forma incisiva”, afirmou o vice-presidente.
Ibama realiza treinamento de ribeirinhos para combater as queimadas -

Onda de calor na primavera: como será o verão no Brasil?
O fim da primavera está ficando cada ano mais quente no sudeste e no centro-oeste, mas isso não necessariamente significa que teremos um verão mais quente do que o normal. Entenda. A cidade de São Paulo bateu recorde de calor nessa quarta-feira
Getty Images via BBC
A cidade de São Paulo bateu recordes de calor na quarta-feira (30), com a segunda temperatura mais alta registrada na cidade (37,1°C), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a segunda maior média de temperatura máxima (36,8°C), segundo registros do Centro de Emergência Climática da Prefeitura de São Paulo.
Entenda como bloqueio atmosférico e jato polar fazem Brasil ferver neste começo de outubro
O calor sufocante não é exclusividade da capital paulista: atingiu o Sudeste e o Centro-oeste do país com força na última semana de setembro. Cuiabá registrou 43,7°C na quarta e chegou a 44°C na quinta (1º) — a maior temperatura já registrada pelo Inmet na cidade desde o início da medição, em 1910, e a terceira maior temperatura já registrada no Brasil.
Segundo meteorologistas, o fim da primavera está ficando cada vez mais quente nessas duas regiões do país, mas isso não necessariamente significa que teremos um verão mais quente do que a média. Entenda.
Por que está fazendo tanto calor?
O principal motivo do calor neste início de primavera é o que os meteorologistas chamam de bloqueio atmosférico — quando ventos fortes nas camadas mais altas da atmosfera (a cerca de 12 mil metros de altura) impedem frentes frias que estão chegando no sul do país de irem até o sudeste e o centro-oeste, explica o Francisco de Assis, meteorologista do Inmet.
“Ventos na alta atmosfera que estão sobre o centro da Argentina e atingem parte do Rio Grande do Sul estão (se movendo) na posição de oeste para leste. Toda vez que chega uma frente fria na região sul, eles não deixam a frente fria ir para o norte, a empurram para o oceano”, explica Assis. “Já faz dois meses que temos esse bloqueio.”
O bloqueio atmosférico impede a umidade de chegar ao sudeste e ao centro-oeste e faz com que haja uma “persistência de uma massa de ar seco sobre essas regiões”, explica Thomaz Garcia, meteorologista do Centro de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo.
“Quando isso persiste por muitos dias, que é o caso agora, a gente tem esses recordes de temperatura, porque a umidade ajuda a diminuir a temperatura.”
“Este ano só choveu 20% da média para essa época”, afirma Garcia.
Olhando a série histórica de temperaturas da cidade, explica Garcia, é possível perceber que o início da primavera tem ficado mais quente desde os anos 2000. E, segundo Assis, do Inmet, é um padrão que se repete em outros Estados, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
“Estamos tendo bem menos dias de frio do que há 15 anos, 20 anos atrás, estamos tendo invernos suprimidos e ondas de calor, com vários dias seguidos de calor, cada vez mais frequentes”, explica Garcia.
Mais calor e menor umidade do ar podem levar à problemas respiratórios e desidratação, além de desequilibrar o ecossistema, podendo levar ao aumento de pragas. Autoridades de saúde, como a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, alertam para a importância de beber água, tentar manter o ambiente doméstico úmido (com umidificadores, por exemplo) e procurar os serviços de saúde em caso de problemas respiratórios.
Também é importante tomar cuidado para que os animais domésticos não sofram com o calor: eles precisam de água fresca e ambientes ventilados, além de cuidado ao passear para não queimarem as patas.
O bloqueio atmosférico deve durar mais duas semanas, até por volta dos dias 12 e 13 de outubro, afirma Francisco de Assis, do Inmet.
Nessas datas, o vento deve mudar e romper o bloqueio, levando chuvas e amenizando as temperaturas no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, no sul de Goiás e em Minas Gerais.
“Teremos pelo menos mais duas semanas de calor, até começar a chover. Aí então a tendência é termos muitos temporais.”
Como será o verão?
Primaveras mais quentes não necessariamente significam que este ano teremos um verão com recorde de calor no sudeste e centro-oeste, explicam os meteorologistas, porque até o início do verão o bloqueio atmosférico que mantém essa massa de ar seco sobre as regiões vai ter se desfeito.
“O fenômeno que aumenta a temperatura no início da primavera não tem nada a ver com o verão”, explica Francisco de Assis.
“Não temos ainda uma previsão precisa, mas a tendências que tenhamos um verão com temperaturas na média ou até mais baixas do que o normal em São Paulo — poderemos ter alguns dias de frio até dezembro devido a ondas de frios tardias”, afirma Garcia, do CGE.
Assis explica também que “o verão no centro-oeste e no sudeste é chuvoso, aí cai um pouco a temperatura (em relação ao que temos agora). Já na região sul, inverte-se a situação. Chovendo mais para cá, falta umidade no sul, e lá sim as temperaturas podem subir muito”.
Este ano também teremos o fenômeno La Niña, que deve afetar o país.
O La Niña acontece quando a temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico fica mais fria do que o normal. Por causa da dimensão da massa de água, a queda de temperatura modifica a circulação atmosférica naquela região. O fenômeno cria uma variação de intensidade nos ventos que, consequentemente, altera a distribuição das massas de ar quentes e frias em todo o mundo.
Neste ano, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a previsão é que o La Niña seja de baixa intensidade e dure até novembro.
Se o fenômeno afetar as regiões sudeste e centro-oeste, vai deixar o ar mais seco que o normal para o verão e as temperaturas mais amenas.
O ar mais seco do que o normal no verão, no entanto, pode agravar as queimadas no Pantanal, que já destruíram quase 3 milhões de hectares no bioma.
No sul do país, a tendência é que os efeitos do La Niña sejam sentidos na forma de menos chuvas. E no nordeste e norte, a tendência é de tempo mais chuvoso. -

Governo diz à Justiça que alta no desmatamento não tem relação com atos de Ricardo Salles
AGU rebateu pedido de afastamento do ministro do Meio Ambiente feito pelo MPF. Advocacia diz que fala sobre ‘ir passando a boiada’ não trata de ato ilegal e nega ação direcionada no Conama. A Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou, em documento à Justiça Federal, que “não é possível se concluir” que o aumento nos números do desmatamento no país tenha relação com atos do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
De acordo com o posicionamento da AGU, não há como configurar improbidade administrativa de Salles diante de uma “desestruturação dolosa das estruturas de proteção ao meio ambiente”.
“Não é possível se concluir que os resultados do desmatamento no Brasil são em decorrência de atos do atual ministro do Meio Ambiente”, diz a manifestação assinada pelo advogado-geral da União, José Levi.
O ministro é alvo de uma ação movida pelo Ministério Público Federal na Justiça Federal em Brasília, que pede o imediato afastamento de Salles do cargo (veja detalhes abaixo). O tema ainda não foi julgado.
A manifestação da AGU nega a tese de desmonte no setor ambiental, e diz que o aumento do desmatamento ilegal é verificado desde 2012 – sete anos antes de Salles assumir o cargo, em 2019.
MPF quer decisão sobre pedido de afastamento de Ricardo Salles
Segundo o parecer, a fala de Salles durante reunião ministerial no dia 22 de abril sobre “ir passando a boiada” – ou seja, aproveitar o período da pandemia do coronavírus para mudar atos e normas relacionados ao meio ambiente – era um alerta sobre a necessidade de atualizar o marco regulatório do setor.
“As falas mencionadas na reunião ministerial, que servem em grande medida para a tese autoral, em nada se relacionam com intuito de cometer atos em vilipêndio às normas constitucionais, mas sim imprimir maior coerência regulatória no Estado brasileiro, simplificando textos normativos e aumento a previsibilidade dos diversos setores da coletividade”, diz a AGU.
A advocacia-geral afirma ainda que, na declaração de Salles, “não houve qualquer menção à iniciativas para a realização de algum ato ilegal”.
“O fato deve ainda ser compreendido em seu contexto, considerando-se que a reunião não foi realizada de forma pública e teve a participação restrita aos agentes públicos imediatamente subordinados ao Presidente da República”.
PGR arquivou apuração contra Salles por defender ‘passar a boiada’ na pandemia; ação de improbidade ainda tramita
O governo afirmou que a atuação do ministro é sempre lastreada por manifestações da Advocacia-Geral da União e que o Ministério Público não conseguiu comprovar qualquer prejuízo para a fiscalização ambiental com as novas diretrizes do Ministério.
AGU nega obstrução
O parecer da AGU nega à Justiça Federal que Ricardo Salles tenha agido para obstruir ou dificultar ações de fiscalização e combate a queimadas, desmatamento ilegal e outras ocorrências nocivas ao meio ambiente.
“Quanto à evolução do desmatamento na Amazônia, como visto, isso não pode ser imputado ao réu, visto que ele vem adotando medidas contra isso e não há comprovação de que ele imponha qualquer óbice à fiscalização ambiental”, diz o texto.
A advocacia também negou que as mudanças na composição do Conselho Nacional do Meio Ambiente, responsável pelas regras para licenciamento e preservação ambiental, tenham sido idealizadas para atender setores alinhados ao governo.
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“As modificações realizadas na composição do mencionado Conselho, ao contrário do que afirmado, não privilegiou qualquer segmento, pois houve a redução em igual proporção para todas as categorias representadas e os atos apontados circunscrevem-se ao âmbito da discricionariedade do gestor público”, afirma.
Segundo a AGU, a ação do MPF “parte de ilações sem conhecer adequadamente o Ministério do Meio Ambiente, pois houve apenas alterações formais”. O Brasil, diz o texto, continua signatário dos compromissos internacionais assumidos.
A AGU diz ainda que não há como afastar Salles de forma provisória, sem que a ação do MPF tenha sido julgada. -

Em Brasília, quem continuar dizendo que tem 'queimada todo ano' age por ignorância ou má fé
André Trigueiro sobre recordes de queimadas: ‘Não é obra do acaso e 2021 pode ser pior’
Quem em Brasília continuar dizendo que “queimada tem todo ano” age por ignorância ou má fé. Os mais recentes dados do INPE confirmam a gravidade da situação no Pantanal e na Amazônia. A falta de chuvas na maior planície alagada do mundo – o Pantanal enfrenta a maior estiagem em 60 anos – tornou a região mais inflamável e vulnerável às queimadas.
Mas o Ministério do Meio ambiente, além de não utilizar todo o recurso previsto em orçamento para o combate às queimadas, demorou demais para iniciar a contratação dos brigadistas. Resultado: foi o pior setembro da história do bioma com um aumento de 180% nos focos de calor em relação ao mesmo período do ano passado.
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Na Amazônia foram registrados no mesmo mês de setembro 32.017 focos de calor, 60% a mais que no mesmo período do ano passado. Historicamente as queimadas vêm na sequência dos desmatamentos e não foi por falta de aviso que os incêndios se alastraram na região.
Em junho, especialistas do INPE e do CEMADEN emitiram um alerta denunciando o risco de incêndios em “proporções descontroladas”. A nota técnica pediu atenção do governo federal para “elaboração de estratégias de prevenção a desastres naturais na região amazônica”.
Parte da responsabilidade dessas tragédias recai sobre este governo negacionista, que insiste em desqualificar os dados do Inpe, responsabilizar ONGs por crimes ambientais, ignorar os alertas da ciência climática e desmontar as políticas de proteção e preservação dos recursos naturais.
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São muitas as evidências de improbidade administrativa que tem marcado a gestão do atual ministro do meio ambiente – que foi condenado por este crime quando era Secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo – e segue conduzindo a marcha do desmonte com implicações gravíssimas sobre a fauna, a flora, os recursos hídricos e a qualidade do ar. Até quando?
VÍDEOS: Incêndio no Pantanal
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