Durante a inauguração oficial do Parque Solar de Arinos, em Minas Gerais, o presidente em exercício Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil está a caminho de se tornar um dos maiores celeiros de energia solar do mundo. O empreendimento, um dos maiores do país, representa um passo estratégico na transição energética brasileira, com investimento de R$ 1,5 bilhão — sendo R$ 690 milhões financiados pelo Banco do Nordeste.
Instalada em uma área de 822 hectares, a usina conta com mais de 720 mil painéis solares e capacidade instalada de 432 MWp, suficiente para abastecer cerca de 70 mil residências — o equivalente a uma cidade de 350 mil habitantes. A estrutura foi desenvolvida pela Newave Energia, em parceria com a Gerdau e a XP Investimentos.
Além de gerar energia limpa, o projeto também beneficia o meio ambiente com a redução anual de até 22 mil toneladas de CO₂, reforçando o papel do Brasil no combate às mudanças climáticas. “Precisamos descarbonizar. Esse é um empreendimento que ajuda o mundo nessa missão”, destacou Alckmin.
Outro diferencial da iniciativa é o investimento social. Em parceria com o Instituto Brasil Solidário, a usina promoveu melhorias em escolas locais, como a reforma de bibliotecas, implantação de laboratórios de robótica, entrega de kits de ciências, formação de professores e distribuição de livros e jogos educativos. Mais de 2 mil alunos de 20 escolas da região foram contemplados.
Com o avanço de projetos como o de Arinos, o Brasil se firma entre os seis maiores produtores de energia solar e eólica do mundo. Segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA), o país integra o grupo seleto de 18 nações onde a energia solar já ultrapassou 10% de penetração na matriz energética. Os principais consumidores desse tipo de energia são os setores residencial (49,57%), comercial (28,43%) e rural (13,50%).
Voz de Brasília
Fonte: Blog do Riella
Foto: foto da web





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