A disputa interna no campo conservador ganhou novos contornos neste domingo após Eduardo Bolsonaro fazer um duro ataque público ao deputado Nikolas Ferreira, acusando o parlamentar de abandonar o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em tom de forte desabafo, Eduardo afirmou que Nikolas teria mudado após ganhar projeção nacional. Segundo ele, “os holofotes e a fama te fizeram mal”, em referência ao que considera falta de apoio do mineiro à pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
O atrito começou depois que Nikolas compartilhou uma publicação do perfil Space Liberdade, crítico à possibilidade de voto em Flávio no primeiro turno das eleições de 2026. A interação foi interpretada por Eduardo como um gesto de deslealdade política.
A crise se aprofundou quando Nikolas reagiu com ironia a comentários sobre a situação, o que levou Eduardo a responder diretamente, dizendo que o deputado estaria contribuindo para uma “espiral do silêncio” em torno do nome do irmão.
Nos bastidores, o episódio expõe um possível racha estratégico na direita, especialmente entre alas que defendem nomes diferentes para a disputa presidencial e para a reorganização do bolsonarismo pós-2022.
A tensão pública entre duas das principais vozes da nova direita brasileira também acende alerta sobre os efeitos eleitorais da fragmentação do campo conservador às vésperas das convenções partidárias.
A movimentação tende a repercutir fortemente nas redes sociais, principal território político de ambos, e pode influenciar alianças, apoios e o discurso de unidade defendido pelo grupo.







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