O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacinação contra a dengue com a vacina Butantan-DV após o registro de duas mortes suspeitas entre pessoas imunizadas. A medida foi adotada de forma preventiva enquanto autoridades sanitárias investigam possíveis relações entre os casos e o imunizante.
Segundo o governo federal, cerca de 500 mil doses já haviam sido aplicadas até o fim de maio. Nesse universo, foram registradas 3.703 notificações de eventos adversos, sendo 42 classificados como graves e três considerados casos severos, incluindo dois óbitos que seguem sob investigação.
Vacina é inédita no mundo
Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a Butantan-DV é a primeira vacina contra a dengue aplicada em dose única e também a primeira totalmente produzida no Brasil. A campanha começou neste ano, inicialmente direcionada aos profissionais de saúde.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que até o momento não existem evidências suficientes para estabelecer uma relação direta entre a vacina e os casos graves registrados.
Quem já tomou a vacina deve ficar atento
O Ministério da Saúde orienta que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias observem possíveis sintomas como:
- Febre;
- Dor abdominal intensa;
- Vômitos persistentes;
- Tontura;
- Sangramentos;
- Sonolência excessiva;
- Irritabilidade;
- Sinais de desidratação;
- Piora do estado geral.
Vacina Qdenga continua sendo aplicada
A suspensão não afeta a vacina Qdenga, utilizada pelo SUS para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. O imunizante segue disponível normalmente no Programa Nacional de Imunizações.
Butantan reafirma confiança na segurança da vacina
Em nota, o Instituto Butantan informou que seguirá colaborando com o Ministério da Saúde e com a Anvisa nas investigações. A instituição destacou que estudos anteriores demonstraram eficácia global de 79,6% contra a dengue e 89% contra casos graves da doença.













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