Um cabo da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro é investigado por supostamente enganar integrantes do Comando Vermelho ao vender informações falsas que dizia obter junto ao Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio.
Segundo investigações reveladas por O Globo, o policial Luciano da Costa Ramos Júnior mantinha contato frequente com o traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio do Lixão”, um dos chefes da facção criminosa.
Relatórios produzidos pelo Gaeco e pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público apontam que diversas informações repassadas pelo policial eram falsas ou apresentavam indícios de adulteração.
A apuração incluiu análise de imagens de câmeras de segurança da sede do Ministério Público e das dependências do Gaeco. Os investigadores não encontraram registros da presença do policial nos locais onde ele afirmava ter obtido as informações.
Perícias também identificaram supostas denúncias e documentos atribuídos ao Gaeco que apresentavam sinais de falsificação.
De acordo com os relatórios, o policial criava personagens fictícios e alegava possuir acesso privilegiado a promotores e investigações sigilosas para convencer traficantes sobre a autenticidade das informações.
O caso é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
As autoridades apuram se houve apenas repasse de informações falsas ou se também ocorreram vazamentos de dados sigilosos para integrantes da facção crimin













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