O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad, afirmou que a classificação do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos não pode servir de “atalho” para interesses estrangeiros relacionados às reservas brasileiras de terras raras.
Em entrevista ao Metrópoles, o parlamentar destacou que o Brasil precisa agir com cautela diante de qualquer cooperação internacional que ultrapasse a área de segurança pública.
Preocupação com reservas estratégicas
Segundo Nelsinho Trad, os Estados Unidos demonstram interesse nas reservas brasileiras de terras raras, consideradas estratégicas para a produção de equipamentos tecnológicos, baterias, semicondutores e sistemas de defesa.
“O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, e qualquer entrada de agentes estrangeiros deve seguir os procedimentos regulares de controle e fiscalização”, afirmou o senador.
Cooperação na segurança é bem-vinda
Apesar da preocupação, o parlamentar declarou apoiar a colaboração entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado.
Segundo ele, a troca de informações de inteligência, o uso de tecnologias avançadas e a cooperação no monitoramento de fronteiras podem fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas.
“Ninguém quer proteger criminosos. A cooperação internacional na área de segurança pública é importante e necessária”, ressaltou.
Facções foram classificadas como terroristas pelos EUA
Recentemente, o governo do presidente Donald Trump oficializou a inclusão do PCC e do CV em listas de organizações terroristas e grupos criminosos transnacionais, ampliando mecanismos de combate financeiro e cooperação internacional contra as facções.
A medida permite maior rastreamento de recursos, aplicação de sanções e fortalecimento da atuação conjunta entre órgãos de segurança de diferentes países.













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