Ministro afirma que deputado articulou sanções dos EUA para pressionar o STF; julgamento segue até dia 25 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (14) pelo recebimento da denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) do crime de coação no curso do processo. O voto foi apresentado no início da análise no plenário virtual da Primeira Turma do STF, onde os demais ministros têm até 25 de novembro para registrar suas posições. Caso o entendimento de Moraes prevaleça, Eduardo Bolsonaro se tornará réu em ação penal. O que diz Moraes Em seu voto, Moraes afirmou que a PGR apresentou indícios relevantes de que Eduardo Bolsonaro teria atuado nos Estados Unidos para pressionar o Judiciário brasileiro e interferir no processo envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por participação em uma trama golpista. Segundo o ministro, a coação se materializou na articulação para que o governo norte-americano adotasse sanções contra o Brasil e contra autoridades brasileiras, inclusive: tarifas de exportação, suspensão de vistos, e possíveis efeitos da Lei Magnitsky, que poderia atingir o próprio Moraes. “Há indícios de que as condutas de Eduardo tinham como objetivo criar instabilidade institucional e social, com sanções crescentes, a fim de coagir ministros do STF a decidir favoravelmente ao réu Jair Bolsonaro”, escreveu Moraes. Atuação nos EUA A denúncia apresentada pelo procurador-geral Paulo Gonet afirma que Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo articularam ações junto a integrantes do governo norte-americano e aliados de Donald Trump para interferir nas investigações. A PGR sustenta que os dois promoveram pressões para: encerrar processos no STF sem condenações, e forçar a aprovação, no Congresso, de um projeto de anistia que abrangesse Bolsonaro. A acusação diz ainda que Eduardo e Figueiredo buscaram estimular medidas retaliatórias contra autoridades brasileiras para “arruinar suas vidas civis” caso decisões não fossem tomadas conforme seus interesses. Um efeito direto dessa pressão foi a aplicação de sanções financeiras contra Moraes e sua esposa pelo governo americano. Defesa Em nota conjunta, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo classificaram a denúncia como “perseguição política”, chamando a PGR de “lacaios de Moraes” e afirmando que a acusação é “fajuta”. O defensor público Antonio Ezequiel Inácio Barbosa, responsável pela defesa no STF, argumenta que a denúncia não configura o crime de coação, pois não houve violência nem grave ameaça: “Declarações políticas, ainda que contundentes, não configuram grave ameaça. Se o agente não tem poder real para concretizar o mal anunciado, trata-se apenas de opinião ou prognóstico.” Desmembramento do processo O processo foi desmembrado: Eduardo Bolsonaro foi intimado por edital, após Moraes entender que ele estaria dificultando o andamento do caso; Paulo Figueiredo será intimado nos EUA, via cooperação internacional. O julgamento segue até o dia 25 de novembro.
Moraes vota para tornar Eduardo Bolsonaro réu sob acusação de coação ao atuar nos EUA
COP30: segurança é reforçada no Parque da Cidade após carta da ONU
Manifestação indígena pacífica foi o primeiro teste do novo esquema de proteção do evento A segurança no Parque da Cidade, em Belém (PA), onde ocorre a COP30, foi reforçada nesta sexta-feira (14) após a ONU enviar uma carta ao presidente da conferência, ao governo federal e ao governo do Pará. O documento citava falhas estruturais e exigia um plano imediato para garantir a segurança da conferência climática. O perímetro amanheceu com mais policiamento, novos bloqueios e gradis instalados na Avenida Duque de Caxias, na altura do cruzamento com a Doutor Freitas, dificultando a passagem de grandes grupos. O acesso ao hangar — área central da COP — também foi alterado, com reforço dos gradis ao longo da Avenida Brigadeiro Protásio. Militares do Exército, viaturas da Polícia Militar do Pará e seguranças privados passaram a atuar de forma integrada. Agentes do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) também reforçaram o controle de acesso já nas primeiras horas da manhã. O que diz a carta da ONU A carta enviada por Simon Stiell, secretário-executivo da UNFCCC, apontou: “falha das autoridades em se posicionar nos pontos de entrada e saída”; “fragilidade do perímetro de segurança física”; “má qualidade de portas e portões que não puderam ser trancados”; falta do número de agentes prometidos pelo país anfitrião para atuar com a equipe de segurança da ONU. Primeiro teste: protesto indígena Com a segurança reforçada, um grupo de indígenas realizou um protesto pacífico do lado de fora da zona de negociações. Com faixas como “a nossa floresta não está à venda” e “território indígena Munduruku é sagrado”, eles buscavam entregar suas demandas ao presidente Lula — que estava em Brasília. A líder indígena Alessandra Munduruku declarou: “As negociações acontecem de portas fechadas e nunca querem nos ouvir. Queremos as terras demarcadas e o fim de projetos que destruam nossos territórios.” Assim que o grupo chegou ao portão do hangar, o novo esquema foi colocado em ação: tropas do Exército, Força Nacional, Polícia Federal e o Batalhão de Choque da PM foram posicionados. Por precaução, o pavilhão dos estandes internacionais foi esvaziado temporariamente. A área foi liberada às 6h45.
Inep libera gabarito do primeiro dia do Enem 2025
Candidatos podem checar acertos das provas objetivas de domingo O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, na tarde desta quinta-feira (13), os gabaritos oficiais das provas objetivas do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, conforme os cadernos de provas dos candidatos. Na Seção Provas e Gabaritos, o candidato deve clicar em 2025 para ter acesso aos cadernos de provas (azul, amarelo, branco, verde) e aos gabaritos de cada um deles. Também estão disponíveis os cadernos de provas com recursos de acessibilidade, como braile, Libras, com a fonte e imagens ampliadas e superampliadas. Estão disponíveis as respostas das 90 questões objetivas do exame, sendo 45 questões de múltipla escolha de linguagens (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação) e mais 45 questões de ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia). Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30 Acertos O número de respostas certas não corresponde à nota final do candidato. Para o cálculo do desempenho do estudante, o Inep adota a Teoria de Resposta ao Item (TRI) que considera a coerência das respostas corretas do participante. Este modelo matemático identifica a consistência da resposta, segundo o grau de dificuldade de cada questão. Aplicação das provas As provas do Enem 2025 foram aplicadas no último domingo (9) em 164.906 salas, distribuídas em 1.805 municípios de todas as 27 unidades da federação. No próximo domingo (16), segundo dia de provas do Enem 2025, os candidatos vão testar os conhecimentos nas seguintes áreas: matemática, biologia, química e física, com foco total em raciocínio lógico e aplicação de fórmulas. Reaplicação do Enem Os candidatos que perderem um dos dias de prova do Enem por motivos de doenças infectocontagiosas ou por problemas logísticos podem pedir para fazer as provas nos dias 16 e 17 de dezembro. A reaplicação da prova só será possível para casos previstos no edital e a solicitação deve ser feita exclusivamente na Página do Participante no site do Inep. O prazo para solicitar a reaplicação das provas vai de 17 de novembro até as 12h (horário de Brasília) do dia 21 de novembro.
Polícia desarticula fabricação ilegal de armas na Baixada Fluminense
Ações ocorreram no Rio de Janeiro e no Paraná As diligências ocorreram simultaneamente no Rio de Janeiro e no Paraná, com o apoio da Polícia Civil, e teve como objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados à quadrilha. O ex-militar é dono de um dos pontos de produção e fabricação de armas localizado nos fundos de uma casa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Com a chegada da polícia, ele tentou fugir pelos fundos do terreno, mas acabou preso. A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e começou após a análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos em fases anteriores da operação, submetidos à perícia digital. Confira mais informações sobre o assunto no Repórter Brasil, da TV Brasil O material revelou um intenso fluxo de comunicações, vídeos e registros de transações ilegais, comprovando a existência de uma rede estruturada de fabricação e venda de armas, clandestinamente, tanto de uso permitido quanto restrito. Durante as investigações, os agentes identificaram relações diretas entre fabricantes, intermediários e compradores, responsáveis por produzir e comercializar pistolas, fuzis e metralhadoras artesanais, além de munições montadas manualmente. As mensagens interceptadas e os registros financeiros apontam lucros que chegavam a 150% e indicam o uso de transportadoras privadas para o envio disfarçado de armamentos, com instruções para ocultar o conteúdo e a identidade dos remetentes. As equipes localizaram pontos de produção e armazenamento com ferramentas, peças de reposição, insumos e equipamentos usados para recarga de munições. Parte das armas produzidas ou adquiridas irregularmente era distribuída a terceiros sem qualquer controle legal ou registro. “Essa operação é mais uma prova de que inteligência, integração e tecnologia estão no centro da nossa política de segurança. Estamos desarticulando quem fabrica, quem vende e quem financia a violência”, disse o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. De acordo com o delegado da Desarme, Luiz Otávio Franco, a empresa de Carlos Henrique Cotrin consertava armas para as milícias de Nova Iguaçu e também produzia fuzis para vendas na internet por valores que variavam entre R$ 50 mil e R$ 60 mil. Em outro fábrica na Baixada, cinco pessoas foram presas. Entre as armas apreendidas estão pistolas, revólveres, um fuzil, carregadores, munições e até um lança-rojão. No Paraná, com o apoio da Polícia Civil do estado, foi preso, em casa, Márcio Marcelo Ivanklo. Lá, foram encontradas mais de 80 armas, entre espingardas, pistolas e revólveres. Ele também comercializava armas e munições por meio de grupos de WhatsApp. Ivanklo já tinha sido preso pela Polícia Federal em 2008.
Dia Mundial do Diabetes: DF tem 12% da população convivendo com a doença
Especialista do IgesDF alerta para a importância dos exames regulares e de hábitos saudáveis na prevenção de complicações graves Nesta sexta-feira (14), Dia Mundial e Nacional do Diabetes, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) faz um alerta: a doença é crônica e, muitas vezes, se desenvolve de forma silenciosa, podendo permanecer sem diagnóstico por anos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de brasileiros convivem com a condição. Desses, cerca de 46% desconhecem o diagnóstico, o que representa milhões de pessoas vivendo sem tratamento adequado. No Distrito Federal, estimativas do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 12% da população tem diabetes — cerca de 200 mil pessoas. Parte desse grupo pode ainda não ter sido diagnosticada, especialmente nos casos do tipo 2, que costuma apresentar sintomas sutis ou inexistentes nas fases iniciais. Esse cenário preocupa especialistas, já que o diagnóstico tardio aumenta os riscos de complicações graves, como doenças cardiovasculares, perda da visão, problemas renais e até amputações. Níveis de açúcar A endocrinologista do Hospital de Base (HBDF), Tatiana Wanderley, explica que o corpo pode se acostumar gradualmente aos níveis elevados de açúcar no sangue, o que dificulta a identificação da doença no início. “O diabetes é, basicamente, um excesso de açúcar circulando no sangue”, explica. “Isso pode ocorrer porque o corpo produz pouca insulina ou porque não consegue usar bem a insulina que produz. O problema é que, no tipo 2, esse processo se desenvolve de forma lenta. A pessoa pode seguir a rotina normalmente, sem perceber que algo está errado”. Tatiana Wanderley, endocrinologista do Hospital de Base, alerta: “Quando surgem os sinais clássicos, como sede excessiva, vontade frequente de urinar, perda de peso e fraqueza, o organismo já está sofrendo” A médica acrescenta que os sintomas claros geralmente só aparecem quando o quadro já está mais avançado, o que torna o acompanhamento regular fundamental. “Quando surgem os sinais clássicos, como sede excessiva, vontade frequente de urinar, perda de peso e fraqueza, o organismo já está sofrendo”, aponta. “Em casos mais graves, podem ocorrer complicações cardiovasculares, como infarto e AVC. Por isso, realizar exames periódicos é essencial para detectar o diabetes antes que cause danos maiores”. Tipos mais comuns A especialista explica que existem diferentes tipos de diabetes, sendo os mais comuns o tipo 1 e o tipo 2. O tipo 1 é uma doença autoimune em que o organismo deixa de produzir insulina, hormônio essencial para controlar a glicose no sangue. Por isso, quem recebe o diagnóstico precisa fazer uso diário da substância. Embora seja mais comum na infância e adolescência, pode surgir em qualquer fase da vida. O diabetes também pode se manifestar durante a gravidez, condição que exige monitoramento constante Já o tipo 2 está associado à resistência à insulina, quando o corpo não utiliza adequadamente o hormônio produzido pelo pâncreas. Essa forma da doença é mais frequente em adultos, especialmente após os 40 anos, e está fortemente ligada a fatores como alimentação inadequada, histórico familiar, predisposição genética, sedentarismo e excesso de peso. “No tipo 1, o organismo não produz insulina; no tipo 2, ele produz, mas não consegue utilizá-la corretamente”, detalha a médica. “Por isso, o tipo 2 pode passar despercebido por muito tempo, enquanto o tipo 1 costuma se manifestar de forma mais intensa e rápida.” O diagnóstico do diabetes é feito por meio de exames de sangue, entre eles a glicemia em jejum, a hemoglobina glicada e o teste oral de tolerância a glicose, conhecido como curva glicêmica. Esses exames ajudam a identificar alterações nos níveis de açúcar no sangue e são fundamentais para detectar precocemente a doença. “Esses exames são simples e estão disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde”, lembra a endocrinologista. A doença também pode se manifestar durante a gravidez. Tatiana alerta que o diabetes gestacional exige monitoramento constante, pois pode trazer riscos para a mãe e o bebê. “Uma boa alimentação e o pré-natal adequado fazem toda a diferença”, orienta. Prevenção começa nos hábitos diários Embora o diabetes tipo 1 não possa ser prevenido, o tipo 2 pode ser evitado com a adoção de hábitos saudáveis. Tatiana Wanderley ressalta que manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, controlar o peso corporal, evitar o consumo excessivo de açúcar e alimentos ultraprocessados e realizar exames de rotina são atitudes que fazem toda a diferença para reduzir o risco de desenvolver a doença. A endocrinologista reforça que o diagnóstico precoce é essencial para garantir qualidade de vida. “O mais importante é lembrar que o diagnóstico precoce salva”, diz. “Com acompanhamento adequado, é possível controlar o diabetes e viver bem”. Aprenda a reconhecer No Dia Mundial e Nacional do Diabetes, o alerta é para a importância do diagnóstico precoce e da prevenção. Fique atento aos sinais e adote hábitos saudáveis para manter a doença sob controle. Procure atendimento médico se apresentar sede excessiva, fome constante, necessidade de urinar com frequência, cansaço persistente e emagrecimento sem causa aparente. A prevenção começa nos hábitos diários. Assim, a orientação é manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, controlar o peso corporal, evitar o consumo excessivo de açúcar e de alimentos ultraprocessados e fazer exames preventivos de rotina.
Brasília vai sediar Olimpíadas Especiais das Apaes em dezembro
Brasília vai sediar Olimpíadas Especiais das Apaes em dezembro Governador Ibaneis Rocha reforçou apoio do GDF ao evento durante reunião com representantes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) Brasil nesta quinta-feira (13) O Governo do Distrito Federal (GDF) vai apoiar a 24ª edição das Olimpíadas Especiais das Apaes 2025, que ocorrerá em Brasília entre 8 e 13 de dezembro. O evento, que tem a expectativa de reunir cerca de 1,8 mil participantes no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, foi tema de reunião entre o governador Ibaneis Rocha e representantes da sede nacional da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) nesta quinta-feira (13), no Palácio do Buriti. Durante o encontro, o governador destacou a importância de a capital sediar uma competição voltada à inclusão e ao fortalecimento de políticas públicas para pessoas com deficiência (PcDs). “O Governo do Distrito Federal está apoiando totalmente esse evento, junto à Câmara Legislativa, para que ele corra da melhor maneira possível”, afirmou Ibaneis Rocha. “Nós todos sabemos a importância das Apaes em nível nacional, atendendo milhares de crianças e adolescentes e trazendo alento para as famílias”, prosseguiu o governador. “Vamos divulgar muito, porque eles dependem de doações, e aqui na capital da República a gente espera aumentar as arrecadações para que 2026 seja um ano melhor para essas crianças.” Visibilidade William Cunha, secretário da Pessoa com Deficiência: “A partir do momento em que a pessoa participa da prática esportiva, a gente garante cidadania e dignidade” O presidente da Apae Brasil, Jarbas Feldner, agradeceu a receptividade do governo e ressaltou o papel do esporte na superação e no desenvolvimento das pessoas com deficiência intelectual e múltipla: “Este ano nós resolvemos trazer [o evento] para a capital exatamente pela estrutura, a oferta e a visibilidade para o movimento. É muito importante para que as pessoas saibam quem somos e o que fazemos, porque as atividades esportivas têm uma importância muito grande no processo de habilitação, reabilitação e socialização das pessoas com deficiência. O governador Ibaneis, juntamente com a sua equipe e os outros setores, está nos apoiando integralmente nesse evento; ele entendeu a importância e a grandiosidade disso para as pessoas com deficiência”. Por sua vez, o secretário da Pessoa com Deficiência, Willian Ferreira da Cunha, enfatizou a relevância de Brasília receber as Olimpíadas: “A prática de esporte reflete a autonomia da pessoa com deficiência, então recebemos com muita alegria o convite para sediar as olimpíadas aqui. A partir do momento em que a pessoa participa da prática esportiva, a gente garante cidadania e dignidade, então a inclusão da pessoa com deficiência também faz parte da modalidade do esporte”. Também participaram da reunião o presidente da Apae de Pindamonhangaba (SP), Paulo Vieira, e o diretor financeiro da Apae-DF e coordenador técnico das Apaes, Erivaldo Neto. A última edição das Olimpíadas Especiais das Apaes foi em Aracaju (SE), em 2022, reunindo mais de dois mil participantes de 23 estados e do Distrito Federal. Desde a sua criação, em 1973, o evento busca promover o desenvolvimento integral, o bem-estar e a inserção social das pessoas com deficiência por meio do esporte e da convivência comunitária. Capital da inclusão A capital federal sediará pela segunda vez o evento, que ocorre a cada três anos pela Federação Nacional das Apaes (Fenapaes). Serão disputadas dez modalidades esportivas — cinco individuais (atletismo, natação, tênis de mesa, ginástica rítmica e bocha paralímpica) e cinco coletivas (futsal, basquete, handebol, futebol society e capoeira). Além disso, está prevista a tradicional caminhada das famílias, aberta ao público, para incentivar a convivência e a inclusão social.



