Na segunda-feira (11), companhia informou que “vai facilitar alternativas razoáveis para as partes interessadas assumirem as fábricas”. Veículos EcoSport eram montados na fábrica da Ford em Camaçari, na Bahia Wilson Pedrosa/Estadão Conteúdo/Arquivo A Ford tem discussões em andamento com outras montadoras globais de veículos para a venda de seu complexo fabril em Camaçari (BA), afirmou nesta terça-feira (12) o governador baiano, Rui Costa, após reunião de grupo de trabalho criado para minimizar os efeitos da decisão da companhia norte-americana de parar de produzir no país. “Eles verbalizaram que já têm diálogos abertos com outras montadoras globais, mas que teriam assinado protocolo de sigilo”, disse Costa a jornalistas após a reunião, que contou com representantes sindicais e da federação industrial da Bahia. O Estado abriga a maior fábrica da Ford na América do Sul. Costa não deu detalhes sobre os eventuais interessados na fábrica da Ford em Camaçari, que até atualmente produz os modelos EcoSport e Ka. Procurada, a Ford afirmou que não comenta especulações. Bolsonaro diz que Ford queria subsídios, mas para especialistas o governo não adotou medidas que deveria O governador, porém, disse que o governo estadual contatou as embaixadas da China, Japão e Coreia do Sul para tentar obter apoio para encontrar interessados em assumir o complexo fabril. Na véspera, a companhia informou em comunicado à imprensa que “vai continuar a facilitar alternativas razoáveis para as partes interessadas assumirem as fábricas”. Na entrevista, o governador da Bahia negou afirmações do presidente Jair Bolsonaro, que afirmou nesta terça-feira que a Ford queria subsídios para manter suas operações no país. Funcionários da Ford iniciaram protesto em Camaçari (BA) Reprodução/Redes Sociais “Para o governo do Estado, a Ford não solicitou nenhum novo incentivo e não acho que o que levou à decisão de fechamento tenha sido ausência de incentivos”, disse o governador da Bahia. Segundo ele, o que levou a Ford a optar pelo encerramento da produção no Brasil até o final deste ano foi “ausência de uma política industrial nos últimos seis anos”, acrescentou. “Estamos falando de uma situação macroeconômica que torna inviável a produção industrial no Brasil não só para a Ford, mas para vários segmentos industriais”, disse Costa, referindo-se à queda do real ante o dólar, que torna difícil a importação de insumos usados na produção. Mais cedo, o JPMorgan divulgou relatório em que afirma que a Ford amargou prejuízo de US$ 300 milhões em 2019 nas operações na América do Sul e que com a decisão de encerrar a produção no Brasil a empresa deve atingir o equilíbrio financeiro na região em 2020. A Ford afirma que emprega em Camaçari 4.059 funcionários, mas representantes sindicais e o governador citaram números maiores, chegando a mais de 10 mil funcionários incluindo os trabalhadores das cinco empresas fornecedoras da montadora que estão no complexo fabril. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim, presente na reunião, afirmou que na próxima segunda-feira os trabalhadores vão se reunir com a empresa para negociarem as compensações das demissões. Segundo ele, a categoria tinha negociação para que a fábrica recebesse três novos produtos nos próximos anos o que garantiria estabilidade de emprego até março de 2024. “Vamos juridicamente ver o que podermos construir de valor agregado indenizatório”, disse Bonfim, lembrando que no caso do fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, em 2019, foi acertado o valor de 2 salários por ano trabalhado, limitado a um teto de R$ 500 mil. Na véspera, a Ford afirmou que vai assumir encargo de US$ 4,1 bilhões com o fechamento das fábricas no país, mas não especificou o valor relacionado às demissões. Costa afirmou que apenas em salários, a Ford em Camaçari movimentava R$ 500 milhões por mês na região metropolitana de Salvador e que, em 2018, o Estado arrecadou R$ 200 milhões com a fábrica, mas os valores foram caindo para R$ 150 milhões em 2019 e cerca de R$ 100 milhões em 2020, em meio à queda nos volumes vendidos. Segundo o governo baiano, o Estado concedeu à Ford R$ 948 milhões em benefícios fiscais entre 2018 e 2020, enquanto o investimento da companhia em Camaçari entre 2015 e 2019 foi de R$ 2,5 bilhões. Financiamentos do BNDES Procurado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmou que a Ford tem dois contratos de financiamento direto com a instituição de fomento, no valor total de R$ 335 milhões, contratados em 2014 e 2017. Os contratos têm cláusulas envolvendo manutenção do emprego durante a implementação dos projetos alvo dos financiamentos, ” que já ocorreu”. Estes empréstimos já passaram da metade do prazo total, estando com pagamentos em dia, afirmou o banco. “O banco aguarda as respostas (da Ford) para avaliar os impactos da decisão da companhia sobre os financiamentos diretos ainda em curso”, afirmou o BNDES em comunicado, acrescentando que pediu à montadora esclarecimentos sobre o fechamento das fábricas no país. Vídeos: Últimas notícias de Economia Initial plugin text
Ford tem discussões abertas com outras montadoras para venda de fábrica na Bahia, diz governador
Bolsas de NY fecham em alta, mesmo com disparada dos juros dos títulos do Tesouro americano
O Dow Jones fechou em alta de 0,19%, a 31.068,69 pontos, o S&P 500 subiu 0,04%, a 3.801,19 pontos, e o Nasdaq subiu 0,28%, a 13.072,43 pontos. Os índices acionários de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira (12), voltando a subir apesar da cautela dos investidores em relação à disparada dos juros dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e à possibilidade de mais regulações sobre as gigantes de tecnologia do país. O Dow Jones fechou em alta de 0,19%, a 31.068,69 pontos, o S&P 500 subiu 0,04%, a 3.801,19 pontos, e o Nasdaq subiu 0,28%, a 13.072,43 pontos. Os três índices oscilaram entre ganhos e perdas ao longo da sessão, mas se firmaram em alta no fim do pregão. Os índices de Nova York retomam os ganhos após recuarem ontem do triplo recorde anotado na última sexta-feira (8). O comportamento dos índices setoriais, porém, foi ainda bem parecido com o de segunda (11), com as ações de energia, materiais e do setor financeiro liderando os ganhos, enquanto as gigantes americanas de tecnologia fecharam mais uma sessão em queda acentuada. Wall Street Lucas Jackson/Reuters As ações de energia continuam sendo impulsionadas pelos ganhos do petróleo no ano. Já as ações de setores mais ligados ao ciclo de crescimento, como o de materiais, recebem suporte da expectativa de mais estímulos fiscais, após a confirmação, na semana passada, de que o Partido Democrata terá o controle de ambas as câmaras do Congresso americano, facilitando a agenda do presidente-eleito Joe Biden. A expectativa de mais estímulos, por sua vez, eleva a expectativa de inflação nos EUA, impulsionando os juros dos títulos do Tesouro americano. Isso ajuda as ações do setor financeiro, que acumulam no S&P 500 ganhos de 6,2% no ano, perdendo apenas para a alta de quase 15% das ações de energia. A disparada dos juros dos títulos do Tesouro americano contribuiu com o rali das ações do setor financeiro, mas começa a ser vista com mais cautela entre os investidores. “Se você obtiver um movimento de vendas descontrolado no mercado de títulos, isso terá um impacto muito negativo para o resto da economia e para o mercado de ações”, disse Gerard Fitzpatrick, chefe global de renda fixa da Russell Investments. Ele disse, no entanto, que acha o cenário improvável. O movimento, no entanto, é considerado como saudável por outra parte dos analistas. “Achamos que os rendimentos estão subindo pelo que presumimos ser os motivos certos. Não é um sinal de desconfiança na política fiscal ou monetária dos EUA, mas um sinal de confiança nas perspectivas econômicas. As estimativas para a taxa anual de avanço do PIB real dos EUA estão sendo revisadas em larga escala; nossos economistas elevaram sua projeção de 2021 para 5,1%”, afirmou Markus Allenspach, chefe de pesquisa de renda fixa do Julius Baer. Destaques As ações das gigantes americanas de tecnologia, por sua vez, estenderam as perdas de ontem, pressionadas pelos receios sobre a disparada dos yields dos Treasuries e em meio também aos temores de que um Congresso democrata abre as portas a mais regulações sobre o setor. A ação do Twitter, que tomou um tombo e fechou em queda de 6,4% ontem, recuou mais 2,37% nesta terça, ampliando as perdas. Outras companhias do setor também estenderam o recuo de ontem, com a ação da Alphabet (Google) cedendo 1,07%, depois de fechar em queda de 2,2% ontem, e a do Facebook caindo 2,24%, hoje. Vídeos: Últimas notícias de economia
Preços do petróleo Brent se aproximam de US$ 57 com expectativas de oferta apertada
Arábia Saudita planeja reduzir sua oferta de petróleo em mais 1 milhão de barris por dia (bpd) em fevereiro e março. O petróleo Brent atingiu uma máxima de 11 meses nesta terça-feira (12), pouco abaixo da marca de US$ 57 dólares, impulsionado pelos planos da Arábia Saudita de limitar a oferta da commodity, que ofuscaram temores de que o aumento no número de casos de coronavírus em todo o mundo afete a demanda por combustíveis. O Brent fechou em alta de 0,92 dólar, ou 1,7%, a US$ 56,58 por barril, após tocar o maior nível desde o último mês de fevereiro, a US$ 56,75. Já o petróleo dos Estados Unidos (WTI) avançou 0,96 dólar, ou 1,8%, para US$ 53,28 o barril. Campo de exploração de petróleo no RN Getúlio Moura/Petrobras/Divulgação A Arábia Saudita planeja reduzir sua oferta de petróleo em mais 1 milhão de barris por dia (bpd) em fevereiro e março, com o objetivo de manter os estoques controlados. O corte de oferta saudita faz parte de um acordo liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), sob o qual a maior parte dos produtores vai manter a produção estável em fevereiro. No ano passado, cortes recordes promovidos pela Opep e aliados ajudaram o petróleo a se recuperar de mínimas históricas registradas em abril. Além disso, a produção de petróleo dos EUA também deve recuar em 190 mil bpd em 2021, para 11,1 milhões de bpd, segundo relatório da Administração de Informação sobre Energia (AIE) publicado nesta terça-feira, indicando uma queda menor do que a esperada anteriormente, de 240 mil bpd. “O armazenamento em Cushing está só 10,2 milhões de bpd abaixo da máxima recorde, então não há problema de oferta aqui nos EUA, mas o complexo está respondendo positivamente a esses rumores de falta de oferta”, disse Bob Yawger, diretor de futuros de energia do Mizuho. Vídeos: Últimas notícias de economia
Governo decide antecipar 13º de aposentados do INSS e abono salarial
Diante do aumento no número de casos de Covid-19 neste início de ano, o governo Jair Bolsonaro decidiu antecipar novamente os pagamentos do 13º de aposentados do INSS e do abono salarial. A medida já havia sido adotada em 2020. Segundo assessores presidenciais, a intenção é pagar a primeira parcela do 13º dos aposentados e pensionistas do INSS em fevereiro e a segunda, em março. O mesmo calendário seria usado no pagamento do abono salarial. A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, já providencia a formalização da medida e avalia se realmente será possível fazer a primeira antecipação já no próximo mês. A medida não tem custo extra para o governo, porque há verba prevista no Orçamento de 2021. “Como houve um recrudescimento da doença, em vez de ficarmos esperando, vamos agir e seguir o mesmo protocolo do ano passado, quando antecipamos o 13º dos aposentados e o abono salarial. Vamos fazer o mesmo agora, já está decidido, provavelmente em fevereiro e março”, disse ao blog um assessor presidencial. Segundo esse assessor, essa antecipação vai atender, neste momento, a uma parcela da população que sofre mais diretamente com o coronavírus, como os idosos. Auxílio emergencial Em relação ao auxílio emergencial, a equipe do Ministério da Economia continua avaliando que ainda não é caso de estudar a prorrogação de um novo modelo do benefício. A avaliação é que a vacinação em massa garantirá um retorno seguro ao trabalho e permitirá uma retomada mais intensa da economia, fazendo com que o auxílio emergencial não seja mais necessário. “Por enquanto, no curto prazo, como a contaminação voltou a apresentar altas, a antecipação dos benefícios para aposentados e do abono salarial já ajuda a fazer uma transição até a vacinação. Com a volta do Congresso, em fevereiro, aí governo e parlamentares vão discutir se vamos aprovar um novo programa social, sempre respeitando o teto dos gastos públicos”, afirmou o assessor presidencial. O governo prepara ainda a volta dos beneficiários do Bolsa Família ao programa. No ano passado, durante o pagamento do auxílio emergencial, eles passaram a receber o valor deste benefício, que foi de R$ 600 numa primeira fase e de R$ 300 numa segunda. Agora, com o fim do auxílio emergencial, precisam voltar a receber o Bolsa Família. No retorno ao programa, o governo planeja um aumento do valor do benefício, de R$ 190 para algo na casa de R$ 300. Além de incluir mais cerca de 300 mil famílias, algo na casa de um milhão de pessoas, ao programa, que hoje já atende 14 milhões de famílias.
Após chegar a R$ 268, preço da arroba do boi gordo cai 6,71% em RO
Veja a cotação nas cidades do estado. Maior valor encontrado na primeira semana de janeiro foi de R$ 250. Veja a cotação do boi gordo para pagamento à vista Reprodução/TV Integração O preço da arroba do boi gordo caiu 6,71% em Rondônia desde meados de dezembro, de acordo com pesquisa da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO). Segundo a cotação, na segunda semana de dezembro a arroba era comercializada por até R$ 268 no estado. Já na primeira semana de 2021, o valor máximo pago ao produtor rural foi de R$ 250 pela arroba, para pagamento à vista. O preço médio da arroba no estado também caiu, de R$ 236,75 em meados de dezembro para R$ 231,98 na primeira semana de janeiro. A pesquisa de preços refere-se ao preço médio pago ao produtor, segundo informou a Emater. Boi gordo à vista em Rondônia Veja mais notícias do Rondônia Rural
'Depender da soja brasileira é endossar o desmatamento da Amazônia', diz Macron
Presidente da França diz que países europeus devem produzir e consumir sua própria soja para evitar a compra do insumo do Brasil, que, na visão de Macron, é feito a partir ‘da floresta destruída’. Presidente francês Emmanuel Macron veste máscara durante encontro com o primeiro-ministro português António Costa em Paris no dia 16 de dezembro de 2020 Gonzalo Fuentes/Reuters O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta terça-feira (12) que “continuar dependendo da soja brasileira é endossar o desmatamento da Amazônia”. Em mensagem nas redes sociais, o presidente francês disse: “Somos coerentes com nossas ambições ecológicas. Lutamos para produzir soja na Europa”. “Quando importamos a soja produzida a um ritmo rápido a partir da floresta destruída no Brasil, nós não somos coerentes”, afirmou. “Nós precisamos da soja brasileira para viver? Então nós vamos produzir soja europeia ou equivalente”, completou. Na fala, o presidente francês não apresentou dados que corroborem com suas declarações. O G1 entrou em contato com os ministérios de Relações Exteriores, do Meio Ambiente e da Agricultura. O Ministério da Agricultura informou que não irá se manifestar –os outros dois ministérios ainda não se pronunciaram. França sobe o tom contra desmatamento O presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. Charles Platiau, Mauro Pimentel/AFP/Pool Macron tem dado declarações públicas de descontentamento com a política ambiental brasileira desde meados de 2019, quando as imagens das queimadas na Amazônia correram o mundo e aumentaram a pressão sobre o governo do Brasil em um momento em que a União Europeia negocia um acordo comercial com o Mercosul. No auge da crise ambiental na região amazônica, Macron se desentendeu com o presidente Jair Bolsonaro, e os dois trocaram acusações públicas. O francês chamou as queimadas que ocorriam no país de “crise global” e disse que os países integrantes do G7 deveriam debater, com urgência, a questão. Em resposta, o brasileiro afirmou que o posicionamento de Macron evocava “mentalidade colonialista descabida no século 21”. VEJA TAMBÉM: Parlamento europeu diz que acordo com Mercosul não deverá ser ratificado sem mudanças na agenda ambiental Em mais um capítulo da pressão sobre as importações brasileiras, o governo francês decidiu no fim de 2020 se comprometer com produtores agrícolas do país a aumentar em 40% as áreas destinadas ao cultivo de plantas ricas em proteínas, inclusive leguminosas semelhantes à soja. VÍDEOS: os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias
Emissões de gases de efeito estufa caíram 10% em 2020 nos Estados Unidos, aponta relatório preliminar
Grupo Rhodium indica que queda é resultado do impacto econômico causado pela pandemia de Covid-19. É a primeira vez que os níveis dos gases ficam abaixo dos de 1990; queda deve fazer o país ultrapassar meta do Acordo de Paris para 2020. Fumaça de incêndios no norte da Califórnia em setembro de 2020 Noah Berger/AP Photo As emissões de gases de efeito estufa caíram 10,3% nos Estados Unidos no ano passado, aponta um relatório preliminar divulgado nesta terça-feira (12) pelo Grupo Rhodium, que faz pesquisas e análises nas áreas de economia, mudanças climáticas e desenvolvimento. O grupo indica que a queda é resultado do impacto econômico causado pela pandemia de Covid-19. “Se a Covid-19 e a recessão resultante não tivessem acontecido, estimamos que as emissões dos EUA teriam diminuído apenas cerca de 3% este ano”, pontuam os pesquisadores. Veja os principais pontos do relatório: A queda deve fazer os Estados Unidos ultrapassarem a meta estabelecida para 2020 no Acordo de Paris, que era de diminuir as emissões em 17% de 2005 até o ano passado. A queda registrada foi de 21%, segundo o relatório. A diminuição também é a maior nas emissões anuais desde a Segunda Guerra. É a primeira vez que as emissões de gases estufa ficam abaixo dos níveis de 1990. Nem mesmo na recessão de 2009 os índices diminuíram tanto: naquele ano, a queda foi 6,3%. Mas os pesquisadores frisam que 2020 não deve ser considerado um “pagamento inicial” para que os EUA cumpram a meta estabelecida no Acordo de Paris para 2025. O trato previa que o país diminuísse suas emissões de 26% a 28% até lá (em relação aos níveis de 2005). “As reduções de emissões de 2020 vieram com enormes prejuízos econômicos e sofrimento humano”, destacam os analistas no relatório. Mais de 375 mil pessoas já morreram nos Estados Unidos por causa da Covid, segundo monitoramento da universidade americana Johns Hopkins. Os autores do relatório pontuam que, com a chegada das vacinas no país, a atividade econômica deve se recuperar este ano – o que significa que “as emissões provavelmente também aumentarão novamente”. Mudanças climáticas: 5 razões por que 2021 pode ser um ano crucial na luta contra o aquecimento global Altas: 2021 vai ser um pouco mais fresco que 2020, mas ainda estará entre os 6 anos mais quentes da história Os EUA já têm duas vacinas contra a Covid aprovadas: a da Pfizer e a da Moderna. Até agora, cerca de 9 milhões de pessoas já foram imunizadas, segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) do país. Impacto econômico Os analistas lembram que “vários dos setores econômicos mais afetados – incluindo transporte, energia elétrica e indústria – também são as principais fontes de emissões de gases de efeito estufa nos Estados Unidos”. A maior diminuição nas emissões de gases foi no setor de viagens – os meios de transporte emitiram 14,7% menos gases em 2020 em comparação a 2019. Na época de alta das medidas restritivas contra a pandemia, em abril e maio, a demanda por combustível de aviação caiu 68% em relação aos níveis de 2019. A gasolina – principalmente de veículos de passageiros – teve queda de 40% na demanda, e o diesel – usado no transporte marítimo e rodoviário –, de 18%. A demanda por combustível voltou para cerca de 35% abaixo dos níveis de 2019 em dezembro, ainda com dados preliminares. O diesel voltou aos níveis próximos de 2019 em dezembro. Já as emissões do setor de energia caíram 10,3%, impulsionadas por uma redução de cerca de 19% nas emissões por carvão. As emissões industriais caíram 7%, e as emissões de edifícios caíram 6,2%. Veja os VÍDEOS mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias:
Peixe-boi tem a palavra 'Trump' escrita em seu corpo na Flórida
Espécie é protegida por leis estaduais e federais nos EUA, e investigação foi aberta pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem do país. VÍDEO: Peixe-boi tem a palavra ‘Trump’ escrita em seu corpo na Flórida O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos tenta descobrir quem escreveu a palavra “Trump” no corpo de um peixe-boi encontrado nas cabeceiras do rio Homosassa, ao norte de Tampa, na Flórida. A descoberta foi no domingo (10) e o peixe-boi não parecia ferido, segundo a agência federal americana, porque aparentemente as cinco letras que formam o sobrenome do presidente Donald Trump estavam gravadas em algas grudadas em seu corpo. A informação foi divulgada pelo jornal local “Citrus County Chronicle” e depois reproduzida pela rede de televisão NBC. A espécie se move lentamente, o que a torna vulnerável a redes de pesca, motores de barcos e interação humana. Peixe-boi tem a palavra ‘Trump’ escrita em seu corpo na Flórida Reprodução/Citrus County Chronicle Espécie ameaçada O peixe-boi estava na lista de espécies ameaçadas de extinção até 2017, quando passou a ser classificado como espécie ameaçada. Eles são protegidos pela Lei do Santuário de Peixes-boi da Flórida e pelo governo federal tanto pela Lei de Proteção aos Mamíferos Marinhos quanto pela Lei de Espécies Ameaçadas. Assediar um peixe-boi pode resultar em multa de US$ 50 mil (cerca de R$ 275 mil) e/ou até um ano de prisão em presídio federal nos EUA. VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias
Família Maoli percorre estradas de Maceió a Maragogi na série Com Emoção!
A turma foi convidada pela Localiza para uma viagem bem diferente: o pai, Ade, teve seus batimentos cardíacos monitorados. Viajar de carro com crianças é complicado? Pois a @familiamaoli provou que não. Papai e mamãe, Milena e Adelardo, querem mostrar o mundo para Olívia e Otto e, para eles, percorrer estradas fará parte das memórias que os pequenos vão construir. A convite de Localiza, eles partiram de Maceió, em Alagoas, com o objetivo de chegar a Maragogi, que reúne algumas das praias mais paradisíacas do país. No entanto, o foco da família não estava nas brincadeiras das crianças ou nos cliques que poderiam fazer no caminho. É que Adelardo, que estava ao volante, teve os batimentos cardíacos monitorados. Então, a intenção era descobrir quais foram os momentos em que seu coração bateu mais forte no caminho. Isso foi possível por meio de uma tecnologia inédita, chamada eletrocaminhograma. O influenciador teve o número de BPM registrado durante toda a viagem e, com uma câmera 360º instalada no teto do carro, os momentos mais emocionantes foram registrados. E você, também acha que o caminho é tão importante quanto o destino em uma viagem? Veja o vídeo! Família Maoli percorre estradas de Maceió a Maragogi na série Com Emoção!
Bolsas de NY recuam com temor sobre onda regulatória no setor de tecnologia
Os investidores receiam que no governo de Joe Biden sejam criadas regulamentações sobre as “big techs”; índices também foram pressionados por um movimento de realização de lucros. Os índices acionários de Nova York fecharam em queda nesta segunda-feira (11) Reuters Os índices acionários de Nova York fecharam em queda nesta segunda-feira (11), pressionados por um movimento de realização de lucros — após um rali que levou a dois recordes triplos na primeira semana do ano — e por temores de uma onda regulatória sobre as companhias de tecnologia. O Dow Jones fechou em queda de 0,29%, a 31.008,69 pontos. O S&P 500 recuou 0,66%, a 3.799,61 pontos. O Nasdaq cedeu 1,25%, a 13.036,43 pontos. Algumas empresas bloquearam contas de mídia social do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a invasão do Capitólio por seus apoiadores. O motim, planejado e discutido nas redes sociais, deve estimular esforços do Congresso para regulamentar as gigantes de tecnologia. O Twitter baniu a conta do presidente, o Facebook suspendeu a sua conta indefinidamente, enquanto a Apple, Amazon.com e o Google limitaram os acessos ao aplicativo de mídia social Parler. As ações das companhias de mídia social foram especialmente castigadas, hoje, pelos temores de mais regulações, com a ação do Twitter, em especial, caindo 6,41% hoje e apagando os ganhos anotados desde o começo de dezembro, enquanto a ação do Facebook perdeu 4,01%. Outras gigantes de tecnologia também sofreram fortes perdas, como Alphabet (-2,31%), Apple (-2,32%) e Amazon (-2,15%). “As plataformas de mídia social assumiram algumas posições fortes após os distúrbios no Capitólio e isso está aumentando as expectativas de que, quando a poeira baixar, os esforços do Congresso para regulamentar as gigantes de tecnologia se tornarão uma prioridade na agenda”, diz o analista-sênior de mercados da Oanda, Edward Moya. O cenário de “onda azul” — com o Partido Democrata controlando simultaneamente a Casa Branca e as duas Casas do Congresso americano — agrava estes temores. Os democratas se declararam muito mais favoráveis a aumentar a regulação sobre as gigantes de tecnologia do que os republicanos e, com o Senado, agora, sob controle do partido, a probabilidade de uma escalada regulatória aumenta. Apesar das fortes perdas sofridas entre as ações das gigantes do setor, porém, os três índices de Nova York seguem com ganhos de mais de 1% no acumulado do ano, depois do impressionante rali da semana passada. As ações do setor financeiro, por sua vez, continuam a subir, impulsionadas pela forte recuperação dos juros dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), que são, por sua vez, impulsionados pela perspectiva de mais estímulos fiscais neste mesmo cenário de “onda azul”. As ações do setor subiram 0,43% nesta segunda, acumulando ganhos de mais de 5% no ano. Vídeos: Últimas notícias de Economia



