A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu Kethlen Eduarda Hermisofe de Souza, conhecida nas redes sociais como “Ruiva do Job”, durante uma megaoperação contra o tráfico de drogas e organização criminosa em Samambaia Norte. Segundo as investigações, ela usava as redes para ostentar armas, dinheiro e uma rotina ligada ao crime organizado.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, Kethlen integrava uma célula criminosa inspirada em facções do Rio de Janeiro, principalmente o Terceiro Comando Puro (TCP). Além de atuar com programas sexuais e produção de conteúdo adulto, ela também é apontada como participante ativa do tráfico de drogas e da associação criminosa.
A investigação ganhou força após a mulher publicar fotos e vídeos exibindo armamentos de grosso calibre, grandes quantias em dinheiro e símbolos associados ao crime organizado. As imagens acabaram servindo como prova para monitoramento da polícia.
A Operação Eiron mobilizou cerca de 200 policiais civis e resultou na prisão de 14 pessoas. Segundo os investigadores, o grupo criminoso tentava expandir influência na região por meio de uma estratégia semelhante à usada por facções cariocas: promover festas comunitárias, distribuir brinquedos, cestas básicas e realizar ações sociais para conquistar apoio dos moradores e dificultar denúncias.
Outro detalhe que chamou atenção da polícia foi a presença da Estrela de Davi pichada em muros e residências da região. O símbolo é ligado ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como “Peixão”, apontado como líder do TCP no Rio de Janeiro.
As investigações também revelaram um esquema de “delivery do tráfico”, onde drogas como crack, cocaína, skunk, dry e ice eram vendidas por aplicativos de mensagens e entregues escondidas em embalagens de fast-food.
Segundo a PCDF, o grupo também utilizava o chamado “tribunal do crime” para punir integrantes e moradores que descumprissem regras impostas pela facção. Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada, com penas que podem ultrapassar 35 anos de prisão.







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