O ex-diretor da Penitenciária do Distrito Federal IV, no Complexo da Papuda, Mayk Steve Richter Nobre, virou réu por assédio sexual e moral contra uma policial penal subordinada. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e aceita pela Justiça, e o caso tramita em sigilo para preservar a identidade da vítima.
Segundo a acusação, Mayk teria usado sua posição de chefia para constranger a servidora com investidas de cunho sexual, pedidos de fotos íntimas e mensagens inadequadas. Após sucessivas recusas, ele teria passado a intimidá-la e humilhá-la no ambiente de trabalho.
De acordo com o Ministério Público, os episódios ocorreram entre junho e dezembro de 2025, quando o então diretor comandava uma das unidades de segurança máxima do sistema penitenciário do Distrito Federal.
A denúncia relata que as investidas começaram com contatos físicos sem consentimento, como massagens nos ombros da vítima, e avançaram para mensagens com teor sexual explícito. Em uma delas, após a policial publicar uma foto com uma taça de vinho, ele teria pedido que ela tomasse banho e enviasse uma foto “para ajudar numa coisinha”.
Também consta no processo que o ex-diretor enviou imagem íntima própria e solicitou reciprocidade da servidora. Nas conversas apresentadas, a vítima responde com frases como “Para com isso”, “Pelo amor de Deus” e questiona por que ele agia daquela forma.
Após a rejeição, segundo o MP, passaram a ocorrer humilhações públicas, gritos, cobranças excessivas e ameaças administrativas, além de dificuldades para escalas de plantão e até tentativa de impedir o uso da folga de aniversário da servidora.
O órgão também aponta que boatos no ambiente de trabalho prejudicaram a reputação da policial, com comentários de que ela seria “amante” do diretor.
O Ministério Público enquadrou o caso como assédio sexual e constrangimento ilegal com intimidação sistemática, além de pedir indenização mínima de R$ 50 mil por danos morais.
A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal informou que o servidor foi afastado preventivamente após o registro da ocorrência e que um procedimento administrativo segue em andamento sob sigilo. Ele foi exonerado do cargo em janeiro deste ano.
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal informou que acompanha o caso e presta apoio à vítima.







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