O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou os reajustes salariais para servidores da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União, mas vetou dispositivos que permitiriam o pagamento de penduricalhos acima do teto do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46 mil. As sanções e vetos foram publicados no Diário Oficial da União nesta terça-feira (18). Entre os pontos sancionados estão a substituição das gratificações de desempenho pela GDAE (Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico), de natureza remuneratória e submetida ao teto constitucional, além do reconhecimento das carreiras como típicas de Estado. No caso do TCU, Lula também autorizou a ampliação de cargos, o aumento dos níveis de funções de confiança e a exigência de nível superior para todos os postos. [the_ad id=”27979″] Por outro lado, o presidente vetou os chamados penduricalhos, como reajustes graduais até 2029, pagamentos retroativos e a criação de uma licença compensatória que poderia ser convertida em dinheiro. Segundo o Palácio do Planalto, esses dispositivos violam a Lei de Responsabilidade Fiscal e o artigo 169 da Constituição, por criarem despesas obrigatórias sem previsão orçamentária suficiente. A licença compensatória — apelidada de sistema 3×1 — permitiria a concessão de um dia de folga a cada três trabalhados em atividades extraordinárias, com possibilidade de indenização em dinheiro caso o benefício não fosse usufruído. Caso fosse mantida, a medida poderia elevar os vencimentos de servidores para até R$ 77 mil, ultrapassando o teto salarial vinculado aos ministros do Supremo Tribunal Federal. O tema já havia sido alvo de reação do Judiciário. Dois dias após a aprovação dos reajustes pelo Congresso Nacional, o ministro Flávio Dino concedeu decisão liminar proibindo o pagamento de penduricalhos acima do teto. A medida, válida por 60 dias, será analisada pelo plenário do STF no próximo dia 25 e reacendeu o debate sobre verbas indenizatórias, impacto fiscal e limites constitucionais na remuneração do serviço público.
Lula sanciona reajuste a servidores, mas veta penduricalhos acima do teto constitucional
Lancha pega fogo no Lago Paranoá e deixa homem ferido na Asa Norte
Um incêndio em uma lancha mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal na manhã desta terça-feira (18), no Lago Paranoá, em Brasília. A ocorrência foi registrada às 9h52 e exigiu o envio de três viaturas para conter as chamas e garantir a segurança no local. O incidente aconteceu no Setor de Clubes Norte, em uma marina próxima ao Cresspom, na Asa Norte. Ao chegarem ao ponto indicado, os militares encontraram a embarcação completamente tomada pelo fogo, com risco de propagação das chamas. As equipes atuaram de forma rápida, utilizando linhas de mangueira, e conseguiram controlar o incêndio. Durante a ocorrência, um homem ficou ferido e precisou de atendimento médico. A vítima apresentava queimaduras de 2º grau no braço direito e no rosto, mas estava consciente e orientada no momento do resgate. Após os primeiros socorros, ele foi encaminhado ao Hospital Regional da Asa Norte. [the_ad id=”27979″] Após o combate ao fogo, a área ficou sob responsabilidade do proprietário da lancha. Não houve registro de outras vítimas, e a embarcação sofreu danos significativos em razão da intensidade das chamas, segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros. Até o momento, as causas do incêndio são desconhecidas. A perícia do CBMDF foi acionada e deverá apurar o que provocou o fogo na embarcação. O caso será analisado tecnicamente, e um laudo deve ser emitido nos próximos dias.
Carnaval de Brasília 2026 reúne mais de 1,5 milhão de revistas e reforça modelo de segurança integrada
O Carnaval de Brasília 2026 foi marcado por um amplo esquema de segurança preventiva, integração entre órgãos públicos e uso intensivo de tecnologia, resultando em um período festivo sem registros de ocorrências graves. O balanço oficial foi apresentado nesta quarta-feira (18) e destacou a atuação conjunta da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, Polícia Militar do Distrito Federal, Polícia Civil do Distrito Federal, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal e Detran-DF. Entre sábado (14) e terça-feira (17), mais de 1,5 milhão de pessoas foram revistadas nos acessos a blocos e estações de transporte. As ações resultaram na apreensão de 459 armas brancas, 595 objetos com potencial ofensivo e uma arma de fogo. O uso de drones, câmeras com reconhecimento facial e monitoramento em tempo real permitiu o cumprimento de mandados de prisão e ampliou o controle contra furtos e roubos, incluindo a revista ao final dos blocos. A PMDF mobilizou cerca de 2 mil policiais por dia, realizou 3.600 abordagens de veículos e identificou 492 motoristas sob efeito de álcool. Também foram apreendidas 106 porções de drogas e localizados dois foragidos da Justiça. A corporação destacou ainda ações sociais, como a confecção de 1.868 carteirinhas de identificação infantil e o funcionamento da Sala Lilás Itinerante, com atendimento a mulheres vítimas de violência. [the_ad id=”27979″] A PCDF registrou 291 ocorrências, número inferior ao Carnaval de 2025, com destaque para a redução geral de crimes. Aproximadamente 70% dos registros envolveram furto de celulares, totalizando 220 aparelhos subtraídos e 24 recuperados. Foram instaurados 14 inquéritos, 17 termos circunstanciados e oito procedimentos de apuração de ato infracional, reforçando o caráter investigativo da operação. No trânsito, o Detran-DF realizou 2.655 abordagens e 2.341 testes de etilômetro, resultando em 133 autuações por alcoolemia. Campanhas educativas alcançaram mais de 80 mil pessoas, e, segundo os órgãos envolvidos, não houve mortes no período carnavalesco. As autoridades atribuíram o resultado positivo ao planejamento integrado, ao uso de tecnologia e à participação consciente da população, consolidando Brasília como referência nacional em segurança em grandes eventos.
Execução em Nova Iguaçu deixa quatro mortos ligados à morte de menina de 8 anos
Quatro corpos foram encontrados na madrugada desta quarta-feira no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A descoberta ocorreu poucas horas após uma intensa movimentação policial na região, levantando suspeitas de uma execução relacionada ao crime que chocou o município nos últimos dias. De acordo com o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, três das vítimas eram suspeitas de envolvimento na morte de Valentina da Costa Eracto dos Santos, de apenas 8 anos. A criança foi atingida durante uma tentativa de assalto ocorrida no último dia 11, também em Nova Iguaçu. Segundo as investigações preliminares, os homens teriam sido executados por integrantes do Comando Vermelho, em uma ação caracterizada como “narcoterrorismo”. A principal linha de apuração aponta que a facção teria ordenado a morte como represália pela repercussão negativa do crime envolvendo a criança. [the_ad id=”27980″] Os corpos apresentavam sinais claros de execução, o que reforça a hipótese de um acerto de contas promovido pelo crime organizado. A Polícia Civil isolou a área, realizou perícia no local e recolheu imagens de câmeras de segurança que podem ajudar a identificar os responsáveis pela ação. O caso aprofunda o clima de insegurança na Baixada Fluminense e reacende o debate sobre o avanço das facções criminosas e o uso da violência extrema como forma de controle territorial. As investigações seguem em andamento, e novas diligências devem ocorrer nos próximos dias para esclarecer a dinâmica completa do crime.



