A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) celebra o encerramento da 6ª edição do Projeto Produtor de Água Mirim 2025, reafirmando seu compromisso com a educação ambiental e a formação de uma nova geração consciente da importância de preservar os recursos hídricos no DF. Coordenado pela Adasa em parceria com dois importantes programas de conservação hídrica – o Projeto Produtor de Água no Pipiripau e o Projeto Produtor de Água no Descoberto – e com o apoio do Sicoob Credbrasilia – que completa 30 anos de atuação e fortalece seu compromisso socioambiental –, a iniciativa envolveu estudantes de escolas públicas e privadas em atividades práticas de plantio e vivência ambiental. Mesmo diante do cancelamento de uma etapa devido às fortes chuvas, o projeto realizou sete ações de campo entre novembro e dezembro, mobilizando cerca de 250 crianças. Ao todo, foram plantadas aproximadamente 1.000 mudas nativas do Cerrado, doadas pelo Projeto Pé de Planta, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas e a proteção de nascentes e solo. O evento de encerramento aconteceu na Chácara Prosperidade, em Brazlândia-DF, com a participação de alunos do Colégio Anchieta, marcando a conclusão de mais um ciclo repleto de aprendizado, integração comunitária e valorização do meio ambiente. As ações de sensibilização e educação contaram com a equipe do programa Adasa na Escola e com técnicos de educação ambiental da Caesb, que conduziram atividades formativas e interativas. Essa união de esforços aproximou os estudantes da realidade da conservação ambiental, reforçando que a proteção da água é uma responsabilidade compartilhada por todos. A 6ª edição do Produtor de Água Mirim se consolida como uma iniciativa fundamental para engajar as novas gerações, inspirando crianças, escolas, produtores rurais e a comunidade a cuidar do Cerrado e das bacias hidrográficas que abastecem o Distrito Federal. Preservar a água é um esforço coletivo e contínuo — e cada muda plantada é um passo a mais nessa caminhada. Fotos do Evento:
Adasa finaliza ações do Água Mirim 2025
Gilmar: só a PGR pode pedir impeachment de ministros do STF
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) tem legitimidade para apresentar pedidos de impeachment contra ministros da Corte. A determinação — de caráter provisório — será submetida ao plenário virtual a partir de 12 de dezembro para avaliação dos demais integrantes do tribunal. Pela decisão, a abertura e a aprovação de um processo de impeachment passam a exigir maioria qualificada de dois terços do Senado, e não apenas maioria simples, como indica a legislação atual. Gilmar também definiu que o mérito de decisões judiciais não pode servir de base para denúncias e que magistrados não devem ser afastados enquanto o processo estiver em análise. A lei de 1950, que disciplina os crimes de responsabilidade, permite que qualquer cidadão apresente denúncias contra ministros do STF ao Senado. Para o ministro, porém, diversos trechos dessa legislação não foram recepcionados pela Constituição de 1988 — entre eles a legitimidade irrestrita para apresentar denúncias e o quórum para abertura do processo. A decisão atende parcialmente a pedidos feitos pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Gilmar reforçou que o impeachment é um instrumento “extraordinário”, que não pode ser utilizado como mecanismo de intimidação ou interferência na independência entre os Poderes. Segundo ele, o rito constitucional exige “base sólida, devido processo legal, contraditório e ampla defesa”, o que impede que divergências sobre o conteúdo de decisões judiciais sejam tratadas como crime de responsabilidade.
Michelle se impõe no PL e reduz espaço político dos filhos de Bolsonaro
A recente vitória interna de Michelle Bolsonaro (PL) dentro do Partido Liberal redesenhou o equilíbrio de forças no bolsonarismo e pegou de surpresa lideranças do Centrão. Dirigentes de siglas como PP, União Brasil e Republicanos apostavam que o desgaste público com os enteados — após a polêmica em torno da aliança com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará — enfraqueceria a ex-primeira-dama. O efeito foi o oposto. Ao criticar abertamente o acordo costurado pelo PL no Ceará, contrariando uma orientação atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle virou alvo de uma reação articulada dos filhos do ex-presidente. Caciques do Centrão avaliaram o gesto como sinal de “imaturidade política” e imaginaram que, dali em diante, ela perderia protagonismo nas decisões eleitorais do partido. Na prática, porém, o episódio terminou com um recuo dos herdeiros políticos de Bolsonaro. Flávio Bolsonaro fez um pedido público de desculpas à madrasta, a costura com Ciro Gomes passou a ser revista, e a direção do PL divulgou uma manifestação conferindo a Michelle um status equivalente ao da Executiva Nacional da legenda, reforçando seu peso interno. Dirigentes de partidos aliados, que viam com bons olhos um eventual enfraquecimento de Michelle — especialmente por ela ser cotada como potencial vice em uma chapa presidencial de 2026 — agora enxergam um cenário mais complexo. Nomes do Centrão que sonham com o posto, como Ciro Nogueira (PP-PI), passam a disputar espaço com uma figura que saiu politicamente fortalecida do confronto familiar. Outra mudança relevante é a orientação dada por Jair Bolsonaro de que seus filhos deverão alinhar posições com a ex-primeira-dama antes de torná-las públicas, o que na prática limita o espaço de manobra de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro nas articulações nacionais. Reconciliação marcada por choro e oração A recomposição da relação entre Michelle e Flávio Bolsonaro também teve um forte componente emocional. Após o conflito público, os dois se encontraram para uma conversa franca. De acordo com relatos, Flávio pediu desculpas à madrasta, ouviu dela que não queria mais ser desautorizada em público e, em seguida, eles se abraçaram e fizeram uma oração juntos. Testemunhas afirmam que o senador chegou a chorar durante o momento de reconciliação. O encontro foi precedido por um sinal claro de apoio de Jair Bolsonaro à esposa. Em visita do filho à Superintendência da Polícia Federal, onde o ex-presidente está preso, ele teria deixado explícito que não aceitaria qualquer movimento de complô contra Michelle dentro do campo bolsonarista. O episódio consolida a ex-primeira-dama como peça central nas decisões do PL e na reorganização da direita para 2026, ao mesmo tempo em que impõe novos limites para a atuação dos filhos de Bolsonaro nos bastidores do poder.
Incêndio destrói galpões da Ceasa no Rio e mobiliza 7 quartéis
Um incêndio de grandes proporções atingiu na madrugada desta quarta-feira (3) um dos pavilhões da Ceasa, em Irajá, na Zona Norte do Rio. As chamas começaram por volta de 1h40 e se alastraram rapidamente, atingindo ao menos 28 lojas. Quatro bombeiros precisaram ser atendidos em hospitais por exaustão. De acordo com relatos de comerciantes e funcionários, o fogo teria começado em uma loja de alimentos e avançado para estabelecimentos vizinhos que armazenavam materiais altamente inflamáveis, como plásticos, papel e bebidas. O incêndio destruiu parte do pavilhão 43, área que concentra boxes de hortifrutigranjeiros e outras mercadorias muito procuradas neste período de festas. Imagens registradas no local mostram chamas intensas consumindo galpões em poucos minutos. Para conter o avanço do fogo, equipes de sete quartéis do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas, além de agentes da CET-Rio, Comlurb e da Guarda Municipal. Apesar da fumaça densa, que exige atenção redobrada dos motoristas, a CET-Rio informou que não há impactos significativos no trânsito. Outros pavilhões da Ceasa funcionavam normalmente nas primeiras horas da manhã. O incêndio ocorre poucos dias antes do início do horário especial anunciado pelo centro de abastecimento para o período de Natal e Ano Novo — quando a demanda por hortifrutigranjeiros é maior. Comerciantes afirmam que os prejuízos serão elevados, especialmente porque muitos reforçaram os estoques para atender ao movimento de fim de ano. “É desesperador. Não sabemos como vamos repor tudo isso”, relatou um dos lojistas. Outro comerciante, emocionado, disse que apesar do cenário de destruição, o setor deve se reorganizar: “Foi tudo perdido, mas vamos reconstruir.” As causas do incêndio ainda serão investigadas.
De tensão a aproximação: Lula e Trump aceleram reviravolta diplomática
A relação entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou por uma guinada significativa em 2025. Depois de meses marcados por críticas públicas, tarifas econômicas e dificuldades de diálogo, os dois líderes voltaram a conversar por telefone nesta terça-feira (2) e descreveram o contato como positivo, reforçando a aproximação iniciada no fim de setembro. Ao longo do ano, divergências comerciais e políticas deterioraram o vínculo entre os países. Trump impôs tarifas a produtos brasileiros e aplicou sanções contra autoridades, o que levou Lula a acusar Washington de adotar medidas unilaterais e ameaças à soberania do Brasil. Trump, por sua vez, criticava o governo brasileiro por suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A virada começou na Assembleia Geral da ONU, quando Trump disse ter “excelente química” com Lula. Meses depois, vieram a primeira ligação oficial, um encontro presencial na Malásia e a decisão dos EUA de suspender tarifas adicionais sobre produtos brasileiros — passos que contribuíram para um ambiente de negociação mais favorável. Nesta semana, Trump afirmou que gosta de Lula e espera “novas conversas em breve”, apontando para uma relação que, até poucos meses atrás, estava congelada. Lula também classificou a ligação como “produtiva”, destacando a disposição dos EUA em colaborar em temas econômicos e no enfrentamento ao crime organizado. A mudança no tom diplomático indica um esforço calculado de ambos os lados para estabilizar o diálogo e reativar agendas estratégicas. A expectativa dos governos é que novas reuniões ocorram em pouco tempo e resultem em acordos que aliviem pressões comerciais e políticas acumuladas ao longo do ano. Linha do tempo resumida da reaproximação Abril — Início da crise Lula reage duramente às tarifas impostas por Trump, afirmando que o Brasil não abrirá mão da soberania. A Casa Branca rebate, dizendo que Trump é “líder do mundo livre”. Julho — Escalada das críticas Após tarifaço dos EUA, Lula acusa Trump de querer ser “imperador do mundo”. O governo brasileiro relata dificuldades em estabelecer diálogo com Washington. Agosto — Sinal de abertura Trump afirma que Lula pode ligar “quando quiser”. Lula diz que só conversará quando sentir que há disposição real dos EUA. Setembro — Ponto de virada No discurso da ONU, Lula faz críticas indiretas à política externa americana; Trump responde destacando “boa química” com o brasileiro após um breve encontro. Outubro — Primeira conversa direta Os dois presidentes conversam por 30 minutos e concordam em avançar na revisão das tarifas. Mais tarde, reúnem-se na Malásia por 45 minutos. Novembro — Medida concreta EUA suspendem tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. Dezembro — Reforço da aproximação Lula liga para Trump; ambos relatam conversa “muito boa” e afirmam que pretendem se encontrar novamente.



