A operação integra a Operação Narke 5, coordenada pela Diretoria de Operações Integradas do Ministério da Justiça, que reúne forças de segurança pública em ações conjuntas de combate ao crime organizado A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (4/11), a segunda fase da Operação El Padrinho, com o cumprimento de dois mandados de prisão temporária, três mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 13 pessoas investigadas por lavagem de dinheiro. Durante a ação, conduzida pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), três pessoas foram indiciadas por comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito, e foram identificadas 13 empresas de fachada utilizadas para movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas. De acordo com as investigações, iniciadas em 2023, a primeira fase da operação desarticulou uma organização criminosa responsável pela distribuição de entorpecentes e lavagem de dinheiro no Distrito Federal. Nesta nova etapa, o foco é responsabilizar os integrantes e colaboradores que atuavam na ocultação de valores por meio de empresas fictícias. As apurações também identificaram um grupo autônomo envolvido no comércio ilegal de armas de uso restrito. Segundo a PCDF, o esquema criminoso utilizava transações simuladas e depósitos fracionados para mascarar a origem ilícita dos valores. As movimentações bancárias dos investigados demonstram forte incompatibilidade entre os rendimentos declarados e o volume de recursos movimentados. Ao todo, foram bloqueados mais de R$ 1 milhão nas contas dos suspeitos, além da identificação de 13 empresas fantasmas ligadas ao esquema.
PCDF bloqueia mais de R$ 1 milhão em contas ligadas à lavagem de dinheiro
Estudantes podem renegociar dívidas de contratos do Fies
Contratos firmados a partir de 2018 poderão ter seus débitos renegociados de forma totalmente digital até dezembro de 2026. Medida deve beneficiar cerca de 160 mil pessoas com saldo devedor Mais de 160 mil estudantes já podem renegociar suas dívidas junto ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para contratos firmados a partir de 2018. O prazo para realizar o acordo vai até 31 de dezembro de 2026, e todo o processo será realizado de forma digital pelo aplicativo Fies Caixa ou pelo site da Caixa. O objetivo do Ministério da Educação (MEC) é facilitar a regularização das dívidas e oferecer melhores condições de pagamento para os estudantes. A medida deve beneficiar cerca de 160 mil pessoas com parcelas em atraso, que somam aproximadamente R$ 1,8 bilhão em saldo devedor. Renegociação – Podem solicitar a renegociação os estudantes que têm contratos do Fies assinados a partir de 2018; estão na fase de amortização (já concluíram o curso e iniciaram o pagamento do financiamento); e estão com pagamentos em atraso há mais de 90 dias, a partir de 31 de julho de 2025. O novo modelo permite o parcelamento do saldo devedor em até 180 vezes (15 anos), com perdão de 100% dos juros e multas, o que reduz significativamente o valor total da dívida. A parcela mínima será de R$ 200, exceto nos casos em que o valor total seja inferior. A renegociação será formalizada por meio de um termo aditivo ao contrato original. O processo não inclui valores de coparticipação com as instituições de ensino superior (IES), seguros prestamistas nem tarifas bancárias. Dívidas dessa natureza devem ser negociadas diretamente com as IES, conforme a Resolução nº 64/2025, que regula a iniciativa. Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa do MEC, instituído pela Lei nº 10.260/2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação, em instituições de educação superior privadas aderentes ao programa e com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Desde 2018, o Fies possibilita juros zero a quem mais precisa e uma escala de financiamento que varia conforme a renda familiar do candidato. Pode se inscrever o candidato que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 e tenha obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos, bem como nota superior a zero na redação. Também é necessário possuir renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até três salários mínimos. Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
IBGE lança novo estudo sobre nomes no Brasil.
O levantamento Nomes no Brasil foi divulgado nesta terça-feira (4) pelo IBGE e desta vez inclui sobrenomes. Além dos mais frequentes, é possível saber as tendências dos nomes que entram e saem de moda ao longo do tempo O site Nomes no Brasil disponibiliza os nomes e sobrenomes organizados por gênero, período de nascimento da pessoa e letra inicial O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publica, nesta terça-feira (4/11), a segunda edição do levantamento de nomes mais frequentes no Brasil, atualizados pelo Censo Demográfico 2022. A novidade deste Nomes no Brasil é a inclusão dos sobrenomes. Entre os mais de 140 mil nomes próprios contabilizados; Maria e José mantiveram a hegemonia no topo do ranking, já apontada pelo Nomes no Brasil do Censo Demográfico 2010. O Censo 2022 também contou mais de 200 mil sobrenomes: Silva lidera os registros e está presente na identificação de 16,76% da população. Acesse o Nomes no Brasil O site disponibiliza os nomes e sobrenomes organizados por gênero, período de nascimento da pessoa e letra inicial. Rankings de nomes e sobrenomes também podem ser gerados de acordo com o local selecionado pelo usuário: Brasil, unidades da federação ou municípios. “A versão anterior do Nomes no Brasil, lançada em 2016 com dados do Censo 2010, foi um sucesso absoluto e inesperado de público. Agora que temos a real dimensão do grande interesse da sociedade por dados sobre nomes, quisemos não só atualizar o site com dados do censo mais recente, como acrescentar mais dimensões para se explorar”, ressalta Rodrigo Almeida Rego, gerente de Inovação e Desenvolvimento no IBGE e responsável pelo projeto. Ao clicar em cada nome registrado, é possível saber o número total de pessoas registradas e a concentração de registros por localidade, além de uma linha do tempo mostrando a frequência de registros por década. O IBGE também oferece o cálculo da idade mediana para cada um dos nomes próprios (indicador que divide o grupo entre os 50% mais jovens e os 50% mais velhos). Na consulta aos nomes mais frequentes no ranking, é possível, por exemplo, perceber algumas curiosidades: em Morrinhos (CE) e Bela Cruz (CE), a cada 100 pessoas, 22 se chamam Maria (22,30% e 22,21% do total da população das respectivas cidades). Na cidade de Santana do Acaraú (CE), a cada 10 pessoas, 1 se chama Ana (equivalendo a 10,41% do total da população). Já em Buriti dos Montes (PI), essa proporção ocorre com o nome Antonio (equivalendo a 10,06% do total da população). Entre os sobrenomes, é possível ver que 43,38% da população de Sergipe possui “Santos” no registro. Já em Alagoas e Pernambuco, o sobrenome “Silva”, que lidera o ranking, está presente em mais de um terço dos registros das populações de ambos os estados (35,75% e 34,23%, respectivamente). Confira os nomes mais frequentes de mulheres 1º maria 12.224.470 pessoas 2º ana 3.929.951 3º francisca 661.582 4º julia 646.239 5º antonia 552.951 6º juliana 536.687 7º adriana 533.801 8º fernanda 520.705 9º marcia 520.013 10º patricia 499.140 Confira os nomes mais frequentes de homens 1º jose 5.141.822 pessoas 2º joao 3.410.873 3º antonio 2.231.019 4º francisco 1.659.196 5º pedro 1.613.671 6º carlos 1.468.116 7º lucas 1.332.182 8º luiz 1.328.252 9º paulo 1.326.222 10º gabriel 1.201.030 Confira os sobrenomes mais frequentes 1º silva 34.030.104 pessoas 2º santos 21.367.475 3º oliveira 11.708.947 4º souza 9.197.158 5º pereira 6.888.212 6º ferreira 6.226.228 7º lima 6.094.630 8º alves 5.756.825 9º rodrigues 5.428.540 10º costa 4.861.083 Veja o Ranking Completo Osvaldo e Terezinha dão lugar a Gael e Helena Pelo levantamento por década de nascimento, é possível perceber as tendências de nomes que entram e saem de moda ao longo do tempo, bem como aqueles que aparecem de maneira mais constante. Cruzando os gráficos de incidência, é possível ver o declínio do uso de alguns nomes ao longo das décadas, que se refletem também nas idades medianas, a exemplo de Osvaldo e Terezinha (62 e 66 anos), assim como a ascensão dos nomes “mais recentes” – que possuem idades medianas bem mais baixa, como Gael e Helena (1 e 8 anos, respectivamente). O novo site também conta com uma aba dedicada a fatos e curiosidades sobre o estudo dos nomes próprios, a Onomástica, em que o usuário pode explorar diversos aspectos que ressaltam a dinâmica cultural refletida em nomes e sobrenomes, assim como compreender melhor o que o sistema de nomeação e os nomes utilizados podem revelar sobre uma sociedade, especialmente quando analisados ou comparados ao longo do tempo e espaços territoriais. Nomes no Mundo Outra novidade do site é o mapa-múndi “Nomes no Mundo”, em que é possível navegar pelo mapa e descobrir os nomes e sobrenomes mais comuns nos respectivos países. A ferramenta também faz a comparação com a quantidade de brasileiros registrados com os nomes exibidos no mapa, com base no banco de dados atualizado pelo Censo 2022. É possível, por exemplo, selecionar a China para ver que o sobrenome mais comum do país, Wang, é utilizado por 1.513 pessoas no Brasil. Ou ainda, visitar a Bolívia e descobrir que os nomes próprios mais comuns do país são Juan e Juana: ao lado dos dados, o site informa também a quantidade de registros desses nomes no Brasil; 67.908 e 3.113 registros, respectivamente. Sigilo Estatístico É importante ressaltar que, dependendo da singularidade do nome ou sobrenome buscado, o dado poderá ser ocultado para garantir o sigilo estatístico: em caso de termos com menos de 20 incidências no país, por exemplo. É possível, também, que apenas parte das informações referentes seja disponibilizada, mas o mapa ou gráfico estejam incompletos. Isso também é uma garantia do sigilo dos dados, evitando qualquer tipo de identificação: na distribuição geográfica, só poderão ser divulgados quando o termo apresentar incidência maior do que 15 por UF e 10 por município. Essa proteção também acontece quando os resultados forem filtrados por década. Mais sobre a pesquisa O projeto Nomes no Brasil tem por base as listas de moradores dos domicílios em 1º de agosto de 2022, data de
recorde, concessões e entregas para a COP 30
Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, será entrevistado do “Bom Dia, Ministro” a partir das 8h. Balanço das ações inclui recorde no transporte de passageiros, modernização de portos e infraestrutura de Belém para a COP 30 O ministro Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) será o convidado do programa Bom dia, Ministro desta terça-feira (4/11). A entrevista com rádios e portais de notícias de várias regiões do país começa às 8h. Costa Filho destacará as principais ações da pasta, como as concessões portuárias, o recorde da movimentação de passageiros na aviação e as entregas para a COP 30. RECORDE DE PASSAGEIROS — Durante o programa, o ministro vai comentar o desempenho histórico da aviação civil brasileira, que alcançou mais um recorde de movimentação no terceiro trimestre de 2025. Entre julho e setembro, 33,6 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos e internacionais, 2,6 milhões a mais que no mesmo período do ano passado, o que representa uma alta de 8,5%. O desempenho confirma a trajetória de expansão do setor, que já acumula 54 meses consecutivos de crescimento e mantém o ritmo acima dos níveis pré-pandemia (30,3 milhões em 2019). INFRAESTRUTURA — Outro assunto em destaque do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) é a infraestrutura portuária brasileira, que receberá mais de R$ 1,3 bilhão em investimentos privados para modernização e ampliação da capacidade em terminais estratégicos. Em leilões recentes, a pasta concluiu concessões que vão impulsionar o escoamento da safra em Paranaguá (PR), o setor de óleo e gás no Rio de Janeiro (RJ) e o turismo de cruzeiros em Maceió (AL). O maior aporte será destinado ao Porto de Paranaguá, o segundo maior do país. O Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) investirá R$ 1,22 bilhão para aprofundar o canal de acesso (dragagem), aumentando de 13,5 para 15,5 metros. A obra é fundamental para permitir o acesso de navios de grande porte e ampliar a capacidade operacional e a eficiência no escoamento da produção agrícola de outros estados, além de impulsionar o comércio internacional. No Rio de Janeiro, a Petrobras arrematou o Terminal RDJ07 e investirá R$ 99,4 milhões para fortalecer o apoio logístico às atividades de exploração e produção offshore. Já em Maceió (AL), o Consórcio Britto-Macelog II venceu o leilão do Terminal de Passageiros (TMP) e aplicará R$ 3,75 milhões para consolidar o local como um polo de cruzeiros marítimos no Nordeste, melhorando a experiência dos visitantes e aquecendo a economia local. Acesse aqui a página oficial da COP 30 • E aqui a lista de notícias da COP 30 na Agência Gov COP 30 — Na última sexta-feira, 31 de outubro, ao lado do presidente Lula, o ministro participou da entrega das obras de requalificação do Terminal Portuário de Outeiro e do Aeroporto Internacional de Belém, no Pará, ambas prontas para receber os participantes da COP 30. O Porto de Outeiro recebeu R$ 260 milhões, gerou 450 empregos locais e está pronto para receber dois navios-hotéis flutuantes, que adicionarão 6 mil leitos à rede hoteleira da cidade durante a conferência. Já o Aeroporto de Belém quase dobrou sua capacidade, ampliado de 7,7 milhões para 13 milhões de passageiros anuais. A obra recebeu R$ 450 milhões em investimentos da concessionária Norte da Amazônia Airports (NOA). LIDERANÇA NA DESCARBONIZAÇÃO — Outro tema a ser abordado pelo ministro Silvio Costa Filho é o compromisso do setor aeroportuário brasileiro com a sustentabilidade, que investiu um total de R$ 350,5 milhões em iniciativas ambientais, sociais e de governança (ESG) nos anos de 2023 e 2024. O investimento foi detalhado no “Diagnóstico de Sustentabilidade”, uma pesquisa inédita realizada pelo MPor em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP). AO VIVO — O Bom Dia, Ministro pode ser acompanhado ao vivo pela TV (aberta ou via satélite) e pela internet, no YouTube, Facebook, TikTok e Instagram do @CanalGov. Para as rádios, o sinal de transmissão é oferecido pela Rádio Gov, no mesmo canal de “A Voz do Brasil”. PARTICIPE — Emissoras e jornalistas interessados em participar do Bom Dia, Ministro podem encaminhar mensagens para o telefone (61) 99222-1282 (WhatsApp) e informar o nome da emissora, do veículo, do município e estado de origem, para serem incluídos na lista de veículos interessados em participar do programa.
Duas “superluas” encerram 2025: fenômeno ocorre em novembro e dezembro
Uma Lua cheia especialmente maior e mais brilhante poderá ser observada no céu nas noites de 5 de novembro e 4 de dezembro Lua cheia é um fenômeno em que o satélite natural da Terra mostra sua face totalmente iluminada Quem observar o céu nas noites de 5 de novembro e 4 de dezembro poderá notar uma Lua cheia especialmente maior e mais brilhante. Nessas datas, o satélite estará próximo do perigeu (o ponto de maior aproximação da Lua com a Terra) e poderá ser classificado como “ superlua ”, conforme alguns critérios. Lua cheia é um fenômeno em que o satélite natural da Terra mostra sua face totalmente iluminada. De acordo com a astrônoma do Observatório Nacional (ON/MCTI), Dra. Josina Nascimento , gestora da Divisão de Comunicação e Popularização da Ciência (DICOP/ON), o termo “superlua” não possui fundamentação científica. A expressão foi criada em 1979 pelo astrólogo Richard Nolle, na revista Dell Horoscope (hoje extinta). Nolle definiu que o adjetivo “super” se aplicaria a uma lua cheia que ocorresse no perigeu ou a até 90% de proximidade desse ponto . No entanto, essa escolha de 90% é arbitrária e não tem base científica reconhecida. Por se tratar de um termo sem base científica , existe divergência entre instituições astronômicas sobre o que configura uma superlua. A União Astronômica Internacional, órgão responsável pela nomenclatura astronômica, não estabelece um critério oficial para determinar a proximidade do perigeu necessária para que uma Lua cheia seja considerada “super”. Por isso, a classificação pode variar conforme a fonte consultada. O que é uma superlua? Alguns especialistas utilizam o termo “superlua” para se referir às luas cheias ou novas que ocorrem quando o satélite está a 360 mil quilômetros ou menos da Terra . Outros consideram que a expressão se aplica quando a fase cheia ou nova acontece em um curto intervalo de tempo em relação ao perigeu , ponto da órbita em que a Lua se aproxima mais do planeta. Apesar dessas divergências, o conceito de “superlua” acabou se tornando popular e foi incorporado pela comunidade científica como uma forma de aproximar a astronomia do público. Ainda segundo Josina, a “superlua” é reconhecida apenas quando ocorre durante a fase cheia , mas sempre que a Lua percorre sua órbita em torno da Terra, completando seu ciclo de fases, em algum momento ela estará no perigeu . Só que isto ocorre em outras fases da Lua. Assim, em tese, toda lunação pode ter sua “superlua” . A variação na aparência da Lua se deve à sua órbita elíptica , e não circular. Ao longo desse percurso, o satélite ora se aproxima, ora se afasta da Terra , fazendo com que a distância entre os dois corpos varie de forma contínua e cíclica. O ponto de maior proximidade é chamado de perigeu , enquanto o ponto mais distante recebe o nome de apogeu . Lua maior e mais brilhante De acordo com o astrônomo e professor da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), Dr. Gabriel Hickel, parceiro do ON no Programa Céu em Sua Casa , a superlua cheia apresenta aparência ligeiramente maior e mais brilhante do que uma lua cheia comum . No entanto, como não é possível comparar os tamanhos das luas lado a lado no céu, essa diferença pode não ser perceptível a olho nu. “Quando vemos fotos tiradas da Lua cheia no apogeu e perigeu (Figuras 4 e 5), nota-se a diferença, mas não temos como fazer essa comparação vendo-as isoladas no céu, com diferença de quase seis meses”, destaca Hickel. Figura 4 – Diferença do tamanho aparente da Lua cheia no apogeu e no perigeu, em 2024 e obtidas com as mesmas condições e instrumentos. Crédito: Prof. Gabriel Hickel – UNIFEI Figura 5 – Quando colocadas metade-a-metade, a diferença de tamanho aparente entre como vemos a Lua cheia no apogeu e no perigeu, são nítidas. Crédito: Prof. Gabriel Hickel – UNIFEI Como observar as Superluas? Segundo a astrônoma Dra. Josina Nascimento, todas as luas cheias nascem no horizonte leste ao pôr do Sol, no oeste, e permanecem visíveis durante toda a noite , desaparecendo no horizonte oeste ao amanhecer, no leste. Esse movimento permite que o público acompanhe a Lua cheia do início ao fim da noite. Quando a Lua cheia ocorre próxima do perigeu (como nas chamadas superluas) o satélite fica mais brilhante e ligeiramente maior do que em outras luas cheias, tornando a observação ainda mais marcante. Para aproveitar ao máximo o fenômeno, recomenda-se buscar locais com boa visibilidade do horizonte, longe de poluição luminosa , e observar a Lua nas primeiras horas após o nascer, quando sua aparência próxima ao horizonte pode gerar efeitos visuais de maior impacto. Uma boa observação dependerá das condições climáticas. “ A Lua é linda em qualquer fase. Observar o seu caminho no céu a cada dia é maravilhoso. Na noite da Lua Cheia, seja ela qual for, temos a Lua no Céu do anoitecer ao amanhecer do dia seguinte e podemos observá-la por mais tempo. Para isso não dependemos de telescópios: basta olhar para ela e se encantar.”, completa Josina. Superluas em 2025 Dependendo do critério para determinar o que é uma “superlua”, neste fim de ano, pode-se dizer que teremos duas superluas. Se o critério adotado for de uma Lua cheia em 90% de proximidade com o perigeu , teremos duas “superluas” até o fim de 2025: em 5 de novembro e em 4 de dezembro . Da mesma forma, essas ainda serão consideradas superluas se o critério adotado for de uma Lua cheia ocorrendo à distância menor ou igual a 360 mil km da Terra . Afinal, em 5 de novembro a lua estará a uma distância de 356.980 km e em 04 de dezembro a uma distância de 357.219 km. No entanto, se o critério for quando a diferença entre a Lua cheia e o perigeu é menor ou igual a 12 horas , somente a “superlua” de 05 de novembro será “autêntica” (diferença de 09 horas e 10



