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Produção Industrial Cresce 3,4% em 2024, Superando Níveis Pré-Pandemia.
A produção industrial brasileira manteve uma trajetória de crescimento em 2024, registrando alta de 3,4% no acumulado do ano e 5,8% em outubro em comparação ao mesmo mês de 2023. Os dados, divulgados nesta sexta-feira ( 13) pelo IBGE através da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, mostra que a indústria está 2,6% acima do nível pré-pandemia . Desempenho por Região Entre as 18 regiões evidenciadas , 16 tiveram alta em outubro de 2024 em relação ao mesmo período de 2023. Rio Grande do Norte liderou o crescimento, com um avanço expressivo de 25% , seguido por Pará (12,5%) , Santa Catarina ( 12,2%) , Mato Grosso (12%) e Paraná (11,3%) . São Paulo, maior parque industrial do país, destacou-se com um aumento de 2% entre setembro e outubro , acumulando ganho de 3,1% nos últimos dois meses . Bernardo Almeida, analista do PIM Regional, ressaltou que os setores de veículos automotores, produtos químicos e máquinas contribuíram para o crescimento paulista, posicionando a região 3,8% acima do nível pré-pandemia . Fatores de Crescimento e Desafios Apesar do cenário positivo, a indústria registrou uma queda de 0,2% entre setembro e outubro , com recuos significativos no Rio Grande do Sul (-1,4%) e no Rio de Janeiro (-1,3%) . A indústria fluminense segue impactada por dificuldades no setor extrativo, especialmente na produção de óleos brutos de petróleo. Segundo Bernardo Almeida, o desempenho da indústria reflete tanto os efeitos do mercado de trabalho aquecido e o aumento do consumo das famílias, quanto os impactos negativos das altas taxas de juros e da inflação, que limitam o crédito e os efeitos do poder de compra. Perspectivas Os resultados indicam que a produção industrial brasileira mantém uma recuperação sólida, com maior dinamismo regional e crescimento em setores estratégicos. No entanto, desafios como o custo elevado do crédito e a necessidade de maior investimento na cadeia produtiva ainda exigem atenção para sustentar o ritmo de expansão. Os dados do PIM Regional, publicados desde a década de 1970, seguem como uma importante tabela mensal do desempenho econômico e industrial brasileiro, abrangendo 17 estados e a Região Nordeste. Fonte:agência gov Foto:Jornal Extra Classe
Plano de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos Avança com Participação Popular.
A proposta do Plano Nacional de Proteção aos Defensores e Defensores de Direitos Humanos foi entregue nesta quinta-feira (12/12) ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), marcando um avanço esperado há duas décadas pela sociedade civil . O documento foi elaborado pelo Grupo de Trabalho Técnico (GTT) Sales Pimenta, em parceria com o Governo Federal, e contorno com ampla participação popular, incluindo audiências públicas realizadas em Brasília, Belém e São Paulo, além de consultas por meio da plataforma Participa + Brasil. Objetivos e Estrutura do Plano Organizado em três eixos principais — Proteção Estatal, Proteção Popular e Acesso aos Direitos e Combate à Impunidade — o plano define estratégias e ações programáticas para proteger defensores dos direitos humanos, comunicadores e ambientalistas. O objetivo é também criar o Sistema Nacional do Programa de Proteção e contribuir para um anteprojeto de lei que oficialize uma Política Nacional de Proteção. Segundo Igo Martini, coordenador-geral do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH), o fortalecimento desta política é essencial para garantir a segurança de quem atua na defesa dos direitos fundamentais e da democracia. Participação Social e Governamental O GTT Sales Pimenta reúne representantes do Governo Federal e de organizações da sociedade civil. Pelo governo, participam ministérios como Justiça e Segurança Pública, Meio Ambiente e Mudança do Clima, Povos Indígenas, Mulheres e Igualdade Racial. Entre as entidades da sociedade civil, destacam-se a Justiça Global, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT). Contexto e Importância O colegiado foi criado em resposta às instruções do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos devido ao assassinato de Gabriel Sales Pimenta, defensor dos direitos humanos, além de uma decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região exigindo a elaboração do plano. A secretária-executiva do MDHC, Janine Mello, destacou que o compromisso do Estado é indispensável para garantir a segurança dos defensores, visto que qualquer falha pode colocar vidas em risco. Com o apoio de múltiplos setores, o plano busca promover a equidade, combater as desigualdades e proteger aqueles que atuam na defesa da democracia e dos direitos humanos no Brasil. Fonte:agência gov Foto:MPF
Lula Tem Dreno Intracraniano Removido e Previsão de Alta para Próxima Semana.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após realizar novos exames e passar por procedimentos médicos. Na noite desta quinta-feira (12/12), o dreno intracraniano colocado durante a cirurgia de emergência da última terça-feira (12/10) foi retirado sem complicações, segundo boletim médico divulgado pela equipe do hospital. Lula permanece lúcido, orientado e se recupera bem, conforme informações médicas. Ele está se alimentando normalmente, conversando com familiares e mantendo contato com sua equipe. Histórico Médico Na manhã do mesmo dia, o presidente foi submetido a um procedimento endovascular para embolização de artéria meníngea média. Essa intervenção teve como objetivo reduzir o risco de novos sangramentos na região cerebral, relacionado ao hematoma provocado por uma queda sofrida em outubro, quando bateu a cabeça no banheiro da residência oficial. A cirurgia de emergência na terça-feira foi necessária para drenar o hematoma relatado após monitoramento e exames frequentes. Apesar do quadro delicado, o presidente não havia precisado de instruções anteriores desde o incidente. Previsão de Alta De acordo com o médico Roberto Kalil Filho, a recuperação de Lula segue dentro do esperado. A previsão de alta está mantida para o início da próxima semana, e a partir desta sexta-feira (13/12), o presidente deixará de ser monitorado continuamente. O foco agora é na recuperação total, com acompanhamento médico regular para garantir a saúde e o bem-estar do chefe do Executivo. Fonte:agência gov Foto:Gazeta do Povo
Dólar Volta a Superar R$ 6 Após Alta da Selic; Ibovespa Cai 2,74%.
O dólar encerrou esta quinta-feira (12) em alta de 0,90%, cotado a R$ 6,0128 na venda, superando novamente a marca de R$ 6. A valorização da moeda norte-americana refletiu a ocorrência do mercado à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de aumentar a taxa Selic em 1 ponto percentual, alcançando 12,25%. A medida sinaliza um ciclo mais intenso de abertura de capital, com mais duas altas previsões para 2024. Na contramão, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrou uma queda de 2,74%, fechando a 126.042,21 pontos. Esse foi o maior percentual recuperável diário desde janeiro de 2023. Destaques do Mercado Entre as 86 ações que compõem o Ibovespa, apenas Hapvida (HAPV3) apresentou alta, com valorização de 1,12%. No lado negativo, o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) liderou as perdas, com queda de 11,02%, seguido por PETZ (PETZ3), que recuperou 10,55%, e Minerva (BEEF3), com desvalorização de 9,62 %. Decisão do Copom A decisão unânime do Copom de aumentar os juros veio em resposta às restrições às expectativas inflacionárias e à depreciação do câmbio, intensificadas após o anúncio de um pacote fiscal e a reforma do Imposto de Renda em novembro. Apesar de esperado, a alta de 1 ponto superou a maioria das apostas, que indicavam um aumento de 0,75 ponto. Essa foi a maior elevação desde fevereiro de 2022, quando os juros subiram 1,5 ponto. Cenário Internacional No exterior, o Banco Central Europeu protege suas taxas de juros com o objetivo de estimular o crescimento na zona do euro e evitar que a inflação fique abaixo da meta. Nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor para a demanda final subiu 0,4% em novembro, acima das expectativas do mercado. No acumulado de 12 meses, os preços avançaram 3,0%, marcando aceleração em relação aos 2,6% de outubro. A combinação de alta dos juros no Brasil e as incertezas globais reforçam a volatilidade dos mercados e pressionam o câmbio e a renda variável no país. Fonte:CNN Brasil Foto:E-Investidor – Estadão



