As vagas são disponibilizadas diariamente pela Agência do Trabalho de Pernambuco. Carteira de trabalho e previdência social Reprodução/Agência Brasil A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponibilizadas paras os municípios de Petrolina, Araripina e Salgueiro , no Sertão de Pernambuco, nesta quarta-feira (13). As oportunidades são atualizadas diariamente pelo g1 Petrolina. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Sedepe através da internet. O atendimento na agência de Salgueiro é feito a partir de um agendamento prévio, feito pelo site da Secretaria. Em Petrolina e Araripina basta ir até a Agência de Trabalho. Petrolina Contato: (87) 3866 – 6540 e (87) 9 9180-4065 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871 – 8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 – 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE
Veja as vagas de emprego disponíveis em Petrolina, Araripina e Salgueiro nesta quarta-feira (13)
Plano Cavallo: a ideia de dolarizar a Argentina que não deu certo
A extinção do peso argentino foi uma das principais propostas econômicas do novo presidente argentino, Javier Milei. Especialistas explicam como funcionou a antiga proposta de dolarização nos anos 1990 e quais seriam os desafios de fazer o mesmo hoje. Javier Milei, novo presidente da Argentina, ergue uma nota de dólar com seu próprio rosto durante a campanha eleitoral Natacha Pisarenko/AP Em seu discurso de posse neste domingo (10), uma das principais propostas econômicas de Javier Milei, novo presidente da Argentina, ficou de lado: a dolarização da economia. O país vizinho sofre há décadas com uma inflação descontrolada, altas taxas de juros e consequente empobrecimento da população. Duas das soluções propostas por Milei durante a campanha eram um abandono do peso argentino e o fechamento do Banco Central. Na posse, o presidente citou apenas que a Argentina passará por um período difícil e que “não existe solução sem atacar o déficit fiscal”. A controversa proposta de adotar o dólar sumiu. Se der seguimento à ideia, não será a primeira vez que a Argentina recorre à estratégia. Na década de 1990, durante o governo de Carlos Menem, o então ministro da economia, Domingo Cavallo, desenhou um pacote de medidas para equilibrar a difícil situação da economia, e que dolarizou oficialmente o país. Porém, o Plano Cavallo deu errado. Poucos anos depois, a Argentina precisou voltar a ter uma moeda própria, e que acabou muito desvalorizada. Entenda, a seguir, como funcionou o plano, quais suas semelhanças e diferenças com a ideia de Milei de dolarizar a economia. Javier Milei faz 1º discurso como presidente da Argentina Os princípios do Plano Cavallo Antes da década de 1980, a Argentina chegou a ser uma das maiores potências do mundo, mas viu sua situação deteriorar durante e após a ditadura militar. Foram milhares de mortes, uma guerra perdida para a Inglaterra e uma corrosão das reservas internacionais. A inflação disparou, o desemprego cresceu. Em 1985, o governo da época criou uma nova moeda, o austral, e determinou o congelamento dos salários, dos preços e do câmbio — o que funcionou no curto prazo, mas não com o passar dos anos, já que os próprios empresários voltaram a subir seus preços para gerar mais receita, levando a uma nova escalada da inflação. Em 1990, a dívida externa do país era de cerca de US$ 62 bilhões e a inflação anual ultrapassava os 2.000% — a nível de comparação, Milei herda em 2023 algo em torno de 140%. O Plano Cavallo, implementado em 1991, foi um conjunto de medidas que visava combater a hiperinflação e estabilizar a economia. Ficou determinada a criação de uma nova moeda, o peso conversível, que teria paridade de um para um com o dólar, a partir de 1992. Para comprar um peso, era necessário desembolsar 10 mil austrais, que era o quanto valia a moeda nacional à época. Para que a paridade fosse possível, a Argentina precisou arrecadar uma grande quantidade de dólares. Foi realizada, então, uma série de privatizações para aumentar as reservas internacionais, junto com uma abertura da economia para que produtos de fora entrassem no país. A iniciativa foi amplamente apoiada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que era um dos principais credores da dívida externa da Argentina, e não enfrentou protesto popular no início. As empresas privatizadas pertenciam a setores estratégicos, como energia e telecomunicações, por exemplo. No auge do Plano Cavallo, entre 1992 e 1998, o país contou com a entrada de mais de US$ 60 bilhões só pelas privatizações, que atingiram cerca de 90% das empresas públicas da época, segundo o FMI. Já os produtos importados passaram a inundar o mercado argentino, em especial do setor têxtil, indústria de calçados, eletrônicos e automobilístico. Produzidos com mais eficiência e em larga escala, em países como nos Estados Unidos e China, os importados faziam com que os produtores nacionais não pudessem aumentar seus preços, porque perderiam competitividade e espaço no mercado. “Apesar de inicialmente ter trazido estabilidade, o plano também gerou dependência do dólar e desequilíbrios estruturais, contribuindo para a crise econômica posterior”, comenta Rodrigo Reis, especialista em relações internacionais do Instituto Global Atittude. O professor Paulo Feldmann, da FIA Business School e da FEA-USP, comenta que, apesar do ministro da Economia Domingo Cavallo ter uma má fama atribuída ao fracasso da tentativa de dolarização, “ele não foi um ministro ruim só por isso, mas sim por uma série de razões”, pois o plano que criou desconsiderou a realidade socioeconômica do país, aumentou o desemprego e fez disparar o índice de pobreza. Proposta de Milei previa o fim do peso argentino, mas assunto foi deixado de lado desde a sua posse no domingo Natacha Pisarenko/AP Por que a ideia não funcionou? Ao mesmo tempo em que a Argentina aumentava sua dependência por dólar, o governo decidiu aderir ao Consenso de Washington, um pacote elaborado pelo Tesouro dos Estados Unidos, FMI e o Banco Mundial, com “soluções” para o controle da inflação e outros problemas econômicos de países emergentes. Além da privatização e abertura econômica, as medidas previam redução de impostos para importação e diminuição de investimentos na indústria nacional. A promessa era de que os países passariam a gastar menos com infraestrutura e incentivos, e poderiam destinar recursos para áreas essenciais. O professor Feldmann pontua que as principais medidas foram adotadas, além da Argentina, por Brasil e outros países da América Latina. E que aqueles que tinham uma indústria mais aquecida, passaram por problemas de competitividade com os produtos importados. Na Argentina, a situação foi pior no setor automotivo e têxtil, com as fábricas nacionais perdendo muita força e observando o desemprego aumentar. Simultaneamente, as empresas que foram privatizadas passaram a enxugar boa parte do quadro de funcionários. A taxa de desemprego do país subiu de 7% em 1992 para 18,3% em outubro de 2001, segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Junto com o alto nível de desemprego, a Argentina viu seu indicador de pobreza crescer de 24,1% em 1992 para 34,32%
Lula sanciona lei que taxa offshores e fundos exclusivos
Nova lei faz parte das medidas da equipe econômica para aumentar a arrecadação. Presidente vetou um único parágrafo sobre o sistema de negociações de Fundos de Investimento em Ações. O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO O presidente Lula (PT) sancionou a lei que prevê a taxação das offshores e dos fundos exclusivos. O texto recebeu somente um veto em um parágrafo. A lei foi publicada em edição do Diário Oficial da União desta quarta-feira (13). As offshores são investimentos no exterior. Já os fundos exclusivos são fundos de investimento personalizados para pessoas de alta renda. O texto foi aprovado pelo Senado no fim de novembro, criando taxações que não existiam sobre esses tipos de fundo de investimento. Entenda mais abaixo. A aprovação e sanção da lei era considerada essencial para a equipe econômica do governo, que trabalha para aumentar a arrecadação e zerar o déficit nas contas públicas. A expectativa do governo é arrecadar quase R$ 30 bilhões até 2025 com a nova lei. O único veto no texto foi em relação a um artigo que definia os sistemas de negociação de Fundos de Investimento em Ações, que deveriam operar como sistemas centralizados multilaterais de negociação. O veto foi uma solicitação do Ministério da Fazenda, por excluir os sistemas centralizados bilaterais de negociação. Segundo o governo, o texto criava uma barreira, provocando danos à livre concorrência e desenvolvimento do mercado de capitais. Entenda a nova lei Entenda o que são os fundos exclusivos que o governo quer tributar 🔎Offshores Offshores são rendimentos obtidos fora do Brasil, por meio de aplicações financeiras ou empresas no exterior. Antes, a tributação ocorria somente quando o lucro obtido com investimentos no exterior é transferido para a pessoa física no Brasil. Ou seja, se a pessoa decidir manter os recursos no exterior, a tributação pode ser postergada ou nunca acontecer. Com a nova lei, a tributação será feita uma vez ao ano, em 31 de dezembro, e será de 15%. 🔎Fundos exclusivos Os fundos exclusivos são feitos de forma personalizada para o cotista e, atualmente, têm pagamento de imposto somente no momento do resgate da aplicação. Como no caso das offshores, o resgate pode ser postergado com a intenção de adiar o pagamento do imposto. Segundo a lei, a tributação dos fundos exclusivos será realizada duas vezes ao ano, a cada seis meses — o chamado “come-cotas”, que já é aplicado hoje a outros tipos de fundos. Pelo texto aprovado, a taxa vai variar conforme o tempo de duração dos investimentos: 15% no caso de fundos de longo prazo; e 20% no caso de fundos de curto prazo — com até um ano ou menos. Estimativas do Planalto apontam que 2,5 mil brasileiros têm recursos aplicados nos chamados fundos exclusivos. Há exigência de investimento mínimo de R$ 10 milhões, com custo de manutenção de até R$ 150 mil por ano. 🔎Atualização de rendimentos O relator também reduziu de 10% (proposta do governo) para 8% a taxa para quem optar, de forma voluntária, por atualizar os rendimentos obtidos no exterior até 31 de dezembro deste ano. A medida seria vantajosa já que a taxação proposta para as offshores a partir de 2024 é de 15%. No caso dos fundos exclusivos, será obrigatório o pagamento de imposto sobre o estoque de rendimentos obtidos até 31 de dezembro deste ano. O relatório propôs duas condições de pagamento: alíquota de 15%, com pagamento em até 24 parcelas mensais, sendo a primeira parcela até 31 de maio de 2024; ou alíquota menor, de 8%, sobre os ganhos acumulados até novembro deste ano, e parcelamento em 4 parcelas mensais, começando em dezembro. Já os lucros obtidos em dezembro de 2023 deverão ser pagos à vista em maio do próximo ano. A nova versão agrada o governo, que defende que o imposto de renda sobre o estoque de ganhos obtidos com fundos exclusivos comece a ser pago ainda este ano — já que a antecipação de recursos compensaria o aumento da isenção do imposto de renda, que já está em vigor. Entenda o que são offshores e os fundos exclusivos que o governo vai tributar VÍDEOS: tudo sobre política
Na última reunião de 2023, Copom deve baixar juro para 11,75%, o menor nível em quase dois anos
O corte de 0,5 ponto percentual é a aposta da maior parte dos economistas dos bancos. Se confirmada, essa será a quarta redução seguida na taxa Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne nesta quarta-feira (13) e deve reduzir a taxa básica de juros da economia de 12,25% para 11,75% ao ano. A decisão será anunciada após as 18h. O corte de 0,5 ponto percentual é a aposta da maior parte dos economistas dos bancos. Se confirmada, essa será a quarta redução seguida na taxa Selic – que cairá ao menor patamar desde março de 2022, quando estava em 10,75% ao ano. Considerando o bom comportamento da inflação, a projeção do mercado financeiro é de que a taxa de juros continue recuando ao longo de 2024, e que termine o próximo ano em 9,25% ao ano. Como as decisões são tomadas Para definir a taxa básica de juros e tentar conter a alta dos preços, no sistema de metas de inflação, o BC faz projeções para o futuro. Neste momento, a instituição já está mirando na meta do ano que vem, e também para o primeiro semestre de 2025 (em doze meses). Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. A meta de inflação do próximo ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%. A partir de 2025, o governo mudou o regime de metas de inflação, e a meta passou a ser contínua, de 3%, podendo oscilar entre 1,5% e 4,5% sem que seja descumprida. Na semana passada, os economistas do mercado financeiro estimaram que a inflação de 2024 somará 3,93% e, a de 2025, 3,50%. Analistas opinam De acordo com Pedro Oliveira, do Paraná Banco Investimentos, a inflação no Brasil e no mundo tem se mostrado benigna, ou seja, vários itens dentro do índice têm mostrado desaceleração. “O preço das commodities [produtos básicos, como petróleo e minério de ferro] caiu significativamente desde a última reunião do Copom, principalmente o preço do petróleo, o que deve ajudar a inflação nos próximos meses”, avaliou, por meio de comunicado. Em análise, a XP Investimentos considerou que, desde a última reunião do Copom, no começo de novembro, as notícias foram benignas para a inflação de curto prazo em termos líquidos, com queda das taxas de juros em países desenvolvidos, com recuo da inflação e dos preços do petróleo. A instituição projetou continuidade dos cortes de juros, com a Selic sendo reduzida para 11,75% ao ano neste semana e 10% ao ano no fechamento de 2024. “O principal risco, a nosso ver, continua no lado fiscal. Notícias recentes sugerem novas despesas fora dos limites do arcabouço recentemente aprovado, e menos contingenciamento orçamentário se a meta fiscal estiver sob risco de não ser atingida. Esses sinais reforçam a nossa visão de que a política fiscal tem um viés expansionista, o que tende, em algum momento, a pressionar as expectativas de inflação”, acrescentou a XP, em comunicado. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem insistido na meta de déficit zero nas contas públicas em 2024. Para isso, precisa aprovar uma série de medidas de aumento de arrecadação, no valor de R$ 168 bilhões – valor anunciado em agosto deste ano. O mercado financeiro, porém, estimou em novembro que as contas terão um rombo de R$ 90 bilhões em 2024. Corte de juros De acordo com especialistas, a redução da taxa de juros no Brasil terá algumas consequências para a economia. Veja abaixo algumas delas: Redução das taxas bancárias: a tendência é que os cortes de juros sejam repassados aos clientes. Em outubro, a taxa média de juros cobrada pelos bancos em operações com pessoas físicas e empresas recuou pelo quinto mês seguido e atingiu o menor patamar desde dezembro do ano passado. Os dados são do Banco Central. Crescimento da economia: com juros mais baixos, a expectativa é de que comece a haver um comportamento melhor do consumo da população e, também, melhora dos investimentos produtivos, impactando positivamente o Produto Interno Bruto (PIB), o emprego e a renda. Os dados de atividade têm surpreendido positivamente neste ano. Melhora das contas públicas: as reduções de juros também favorecem as contas públicas, pois diminuem as despesas com juros da dívida pública. Em 2022, a despesa com juros somou R$ 586 bilhões. Na porcentagem do PIB (5,96%), foi o maior patamar desde 2017. Analistas estimaram que a redução dos juros pode gerar economia de R$ 100 bilhões em 2024. Impacto nas aplicações financeiras: investimentos em renda fixa, como no Tesouro Direto e em debêntures, porém, tendem a ter um rendimento menor, com o passar do tempo, do que teriam com juros mais elevados. Com a queda da Selic, a tendência é que os investimentos em renda variável fiquem mais atrativos. Especialistas ouvidos pelo g1 ponderaram, no entanto, que esse movimento tende a ocorrer ao longo do tempo.



