Com a compra, a Ânima Educação disse que expandirá sua presença para mercados que correspondem atualmente a 75% do total de matrículas no ensino superior brasileiro. A Ânima Educação divulgou nesta segunda-feira (2) que assinou um contrato com o Grupo Laureate para compra de todos os ativos brasileiros do grupo norte-americano. Na semana passada, a empresa já havia informado que sua oferta vinculante havia sido escolhida como superior de forma definitiva. Em fato relevante nesta segunda-feira, a Ânima apontou que o negócio envolve um total de R$ 4,4 bilhões, no fechamento, sendo R$ 3,777 bilhões pagos em dinheiro a Laureate e R$ 623 milhões em dívidas a serem assumidas pela Ânima. A proposta inclui ainda R$ 203 milhões por 135 vagas de medicina pendentes de aprovação, e o pagamento pela Ânima de R$ 180 milhões à Ser Educacional por multa contratual devida pela Laureate. A Laureate, que controla as universidades Anhembi Morumbi e FMU, em São Paulo, e o IBMR, no Rio de Janeiro, havia recebido em setembro oferta de R$ 4 bilhões da Ser Educacional pelos ativos. A Ânima reiterou nesta segunda-feira que também faz parte da proposta a venda concomitante de 100% das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) ao fundo Farallon por 500 milhões de reais. Com a compra, a Ânima Educação disse que expandirá sua presença para mercados que correspondem atualmente a 75% do total de matrículas no ensino superior brasileiro. Vídeos: Últimas notícias de economia
Ânima Educação assina contrato para comprar ativos da Laureate no Brasil
Recuperação da indústria impulsiona ações europeias após queda na semana passada
Melhora da atividade industrial compensou preocupações com o ressurgimento de casos de coronavírus. As ações europeias começaram novembro em alta, com uma recuperação na atividade industrial em todo o mundo compensando preocupações com o ressurgimento dos casos de Covid-19 que está levando as principais economias do continente de volta ao lockdown. O índice FTSEurofirst 300 subiu 1,59%, a 1.346,48 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 1,61%, a 347,86 pontos. COVID-19 se espalha novamente pela Europa O índice alemão DAX, com forte peso de empresas exportadoras, saltou 2,0%, conforme uma pesquisa mostrou que as indústrias da maior economia da Europa registraram um crescimento recorde de novos pedidos em outubro, com números melhorando também em outras economias da zona do euro. Conjuntos de dados semelhantes vindos da China e dos Estados Unidos apontaram para uma forte recuperação na atividade manufatureira, impulsionando setores cíclicos como petróleo e gás, bancos e seguradoras, e empresas químicas na Europa. Na semana passada, os principais índices regionais da Europa caíram para mínimas de vários meses depois que a Alemanha e a França impuseram lockdowns nacionais e vários outros países endureceram as restrições para limitar a propagação do coronavírus. Em LONDRES, o índice Financial Times subiu 1,39%, a 5.654 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX avançou 2,01%, a 11.788 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 teve elevação de 2,11%, a 4.691 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve alta de 2,55%, a 18.400 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 2,07%, a 6.585 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 1,88%, a 4.019 pontos. Vídeos: Últimas notícias de economia
FMI diz que apoio fiscal maior é desejável para Brasil em 2021
Fundo lembra é que necessária uma nova priorização de despesas como medida a ser tomada em países com espaço fiscal restrito. O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez um alerta nesta segunda-feira (2) que a crise do coronavírus não terminou e afirmou que a concessão de apoio maior que o projetado no ano que vem é desejável para o Brasil, mas citou uma nova priorização de despesas como medida a ser tomada nos países com espaço fiscal restrito. “Um apoio maior que atualmente projetado é desejável no próximo ano em algumas economias (por exemplo no Brasil, México, Reino Unido, Estados Unidos) em vista das grandes quedas no nível de emprego nessas economias e grandes contrações fiscais projetadas”, afirmou o FMI, em documento divulgado nesta segunda-feira sobre crescimento no pós-Covid para o G20. FMI prevê ‘amplo impacto’ da pandemia no emprego na América Latina “Em economias onde o espaço fiscal é uma restrição, uma nova priorização dos gastos pode ser justificada. Para todas as economias, será importante monitorar cuidadosamente os desenvolvimentos econômicos e de saúde pública para garantir que o apoio não seja retirado rápido demais, mas mantido durante a crise”, completou a entidade. A recomendação do FMI vem em meio à indefinição no Brasil sobre como o governo reestruturá um programa de transferência de renda após o fim do auxílio emergencial, em dezembro. Dívida pública brasileira ultrapassa 90% do PIB O Auxílio Emergencial foi a iniciativa de maior vulto do governo na crise. Com valor de R$ 600 de abril a agosto e de R$ 300 pelo restante do ano, terá um custo total de 321,8 bilhões de reais em 2020, beneficiando mais de 60 milhões de pessoas por mês. Membros do governo têm ressaltado que um novo benefício de transferência de renda –com valor mais alto que os 190 reais concedidos, em média, pelo Bolsa Família– é necessário para promover uma espécie de aterrissagem ao auxílio emergencial, já que milhões de brasileiros seguirão desempregados no ano que vem. Findo o período de calamidade pública neste ano, contudo, a regra do teto de gastos voltará a valer em 2021. E, pela regra, o Bolsa Família só poderá ser turbinado significativamente se outras despesas forem canceladas. Biden ou Trump? Veja possíveis cenários para a economia brasileira A equipe econômica tem dito que a regra do teto será respeitada enquanto no Congresso parlamentares têm flertado com um drible na regra do teto ou com a extensão do período de calamidade, que hoje permite que despesas extraordinárias associadas ao enfrentamento da crise de Covid-19, como o auxílio emergencial, não precisem respeitar o teto. Nenhuma solução para o impasse foi formalmente apresentada pelo governo até aqui. Nesta segunda-feira, o FMI afirmou que programas de transferência de renda “melhor direcionados” ou uma cobertura mais ampla de gastos com proteção social seriam importantes para assegurar um suporte adequado aos mais vulneráveis em alguns países, incluindo o Brasil. “Em geral, se as consequências da crise perdurarem, o acesso a bens e serviços essenciais (por exemplo distribuição de alimentos, saúde e habitação) precisará ser expandido, principalmente em meio ao aumento das taxas de pobreza. Ajuda alimentar aos mais vulneráveis também pode complementar as transferências de dinheiro e proteger os beneficiários contra preços mais altos dos alimentos”, disse. O FMI avaliou que a maioria das economias emergentes do G20 continua lutando em meio à pandemia do coronavírus, citando o Brasil entre os países que estão lidando com surtos persistentes de infecções. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia
PMI: Indústria na zona do euro avança em outubro puxada por Alemanha
Índice de Gerentes de Compras de manufaturas composto final da IHS Markit subiu para 54,8 em outubro. O crescimento da indústria na zona do euro explodiu em outubro, mas a recuperação da atividade severamente deprimida no auge da pandemia de coronavírus foi novamente impulsionada pela Alemanha, conforme pesquisas com gerentes de compras. Em um ponto também preocupante para os parlamentares e que destaca uma divergência adicional na recuperação, uma leitura rápida da pesquisa geral mostrou que a atividade no dominante setor de serviços do bloco sofreu contração no mês passado, conforme uma segunda onda do vírus se espalhava pela Europa. Economias europeias crescem no 3º trimestre e recuperam parte das perdas da pandemia Com o ressurgimento do vírus, Alemanha e França – as duas maiores economias do bloco – impuseram novamente duras medidas de lockdown, provavelmente impondo um golpe ainda mais forte neste mês à atividade, com restaurantes, academias e lojas fechados. Ainda assim, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) de manufaturas composto final da IHS Markit subiu para 54,8 em outubro, de 53,7 em setembro, sua leitura mais alta desde julho de 2018 e à frente da estimativa de 54,4. Qualquer patamar acima de 50 indica crescimento. Europa dobra casos de Covid em 5 semanas, e países entram em lockdown “A Alemanha teve um desempenho espetacular nos últimos meses, mas à medida que os lockdowns começam a afetar não apenas a Alemanha, mas seu principal mercado de exportação, isso diminuirá a recuperação”, disse Peter Dixon, do Commerzbank. “O quarto trimestre para a zona do euro como um todo vai parecer bastante sombrio. Ainda estamos trabalhando em nossos números, mas não será bom”, acrescentou. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia
Educação Financeira #113: com poupança perdendo para a inflação, onde colocar o dinheiro?
Conheça algumas opções de investimento com retornos melhores e saiba em quais situações vale a pena ficar na caderneta de poupança. A poupança segue como o a principal forma de guardar dinheiro para o brasileiro, mas passou a perder para a inflação. Em setembro, o rendimento nominal do investimento foi de 2,67% no acumulado de 12 meses – mas, se descontada a variação de preços medida pelo IPCA, acumulou perda de 0,46%. É quando isso acontece que a gente costuma dizer que a pessoas perdeu dinheiro. A perda de rentabilidade está diretamente relacionada ao novo patamar de juros do país. Com a taxa básica de juros, a Selic, na sua mínima histórica, de 2% ao ano, tanto a poupança como outros investimentos de renda fixa tiveram os rendimentos achatados. Pelas regras atuais, a poupança tem um rendimento correspondente a 70% da taxa Selic. Ou seja, passou a render 1,4% ao ano ou 0,12% ao mês. Já a inflação acelerou nos últimos meses e deve fechar o ano em torno de 3%, de acordo com as projeções do mercado. Neste episódio do podcast Educação Financeira, o sócio da gestora de investimentos Galápagos WM, Luis Barone, e o CEO e fundador do buscador de investimentos YUBB, Bernardo Pascowitch, explicam o novo cenário de juros e de retornos baixos ou até mesmo negativos para investimentos em renda fixa e dão dicas de opções de investimentos melhores e tão seguras quanto a caderneta de poupança. Vale lembrar, porém, que depósitos feitos na poupança até maio de 2012 continuam rendendo 6,17% ao ano, mais que o triplo da Selic. É a chamada “velha poupança”, que permanece como uma ótima opção de investimento. Comunicação/Globo O que são podcasts? Podcasts são episódios de programas de áudio distribuídos pela internet e que podem ser apreciados em diversas plataformas — inclusive no G1, no GE.com e no Gshow, de modo gratuito. Os conteúdos podem ser ouvidos sob demanda, ou seja, quando e como você quiser! Geralmente, os podcasts costumam abordar um tema específico e de aprofundamento na tentativa de construir um público fiel. Assista às últimas notícias de economia:
Faturamento do setor de Turismo cresce 28% em setembro, aponta pesquisa
Foram arrecadados mais de R$ 12,8 bilhões. Esta é a quinta alta consecutiva desde abril, mês que registrou o pior resultado do ano
Empresas aderem ao Selo Turismo Responsável para segurança dos visitantes de Fernando de Noronha
Ministro Marcelo Álvaro Antônio visita estabelecimento que adota os protocolos sugeridos pelo MTur e pela Anvisa
Em reunião com trade de Fernando de Noronha, ministro destaca retomada
Álvaro Antônio também visitou o Forte de Nossa Senhora dos Remédios
Faturamento do turismo tem 5º mês de recuperação, mas segue abaixo do nível pré-pandemia
Resultado de setembro ainda representa uma queda de 34,7% em relação ao mesmo mês de 2019, O faturamento do setor de turismo no Brasil voltou a crescer em setembro, para R$ 12,8 bilhões, registrando o quinto mês seguido de recuperação, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Foi o melhor mês desde o início da pandemia – mas segue abaixo do patamar registrado antes dos tombos registrados entre março e abril, quando o faturamento atingiu o pior mês da história, de R$ 4,078 bilhões. Em fevereiro, havia ficado em R$ 17,806 bilhões. Faturamento do turismo – setembro de 2020 Economia G1 O dado de setembro também representa uma queda de 34,7% em relação ao mesmo mês de 2019, quando o faturamento foi de R$ 19,916 bilhões. “A partir de maio, o faturamento do setor passou por um processo de recuperação mês a mês, devido a inúmeros fatores, como o maior número de pessoas nas ruas, o aumento da confiança dos consumidores, além das estratégias digitais adotadas pelas empresas”, afirmou em nota o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Setor de turismo é afetado pela alta do dólar O economista da CNC, Antonio Everton, ressalta, no entanto, que a intensa queda em março e abril fizeram com que as taxas de evolução do faturamento do Turismo indicassem uma forte recuperação desde maio. “Como o nível de comparação acabou ficando muito baixo, estas elasticidades mensais na casa de dois dígitos podem confundir a interpretação dos fatos econômicos”, explica. Assista as últimas notícias de economia
SENADO MARCA PARA HOJE VOTAÇÃO DA AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL
SENADO MARCA PARA HOJE VOTAÇÃO DA AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL Propostas que dão autonomia ao Banco Central (BC) para executar a política monetária estão em discussão no Congresso Nacional desde a década de 1990, mas nunca se chegou a um consenso para aprová-las. Quebrando esta tradição, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu pautar para votação hoje o Projeto de Lei (PLP) 19/2020. Se houver aprovação desse projeto, o BC poderá determinar a quantidade de moeda em circulação, a oferta de crédito e as taxas de juros na economia brasileira para controlar a inflação. A autonomia do Banco Central foi uma das propostas de campanha do candidato Jair Bolsonaro. VETO – Líderes do Senado e da Câmara dos Deputados se reúnem hoje para discutir os vetos do Presidente Bolsonaro a serem analisados ao longo desta semana pelo Congresso. O destaque é o veto relativo à desoneração da folha de pagamento de empresas, que pode ser apreciado amanhã pelo Congresso Nacional. A medida pode abranger 6 milhões de empregos e tem custo estimado de R$ 10 bilhões aos cofres públicos. Em julho, o presidente Jair Bolsonaro vetou o dispositivo, que permitia a prorrogação da redução de tributos sobre a folha de pagamentos em 17 setores econômicos até o fim de 2021. Protesto sobre a desoneração será realizado hoje na Avenida Paulista, em São Paulo, e na Esplanada dos Ministérios, organizado por entidades sindicais, em defesa dos empregos. CÂMARA – Na Câmara dos Deputados, o Presidente Rodrigo Maia assumiu postura de confronto em entrevistas, diante da dificuldade para fazer votações, mas não consegue afirmar se haverá quórum para aprovação de projetos hoje. Ele se antecipa ao afirmar que não colocará em votação o auxílio emergencial de R$ 300, que vem sendo pago por Medida Provisória. Se fosse votada esta MP, o valor tenderia a ser aumentado para R$ 600. BRASIL – Foram 179 mortes pela covid-19 no Brasil, ontem, elevando o total a 160.253. Média Móvel nacional em queda. MUNDO – Permanece a tensão na Europa, onde a covid-19 entra mesmo no segundo pico. Ontem, foi a vez da Inglaterra aprovar lockdown a partir de quinta-feira. Para completar as incertezas na Europa, ocorreu atentado islâmico na Áustria, sem confirmação do número de mortes até agora. LUZ – Número de famílias de baixa renda com descontos na conta de luz aumentou em mais de dois milhões neste ano, no Brasil. Em setembro, a base de beneficiários chegou a 11,3 milhões, segundo números da Aneel. EUA – Joe Biden e Donald Trump disputam hoje a fase final da eleição presidencial nos Estados Unidos, que pode ter votação recorde, com mais de 150 milhões de votos. As previsões são confusas e teme-se que o resultado final passe por decisão do Supremo Tribunal. PIX – Até 15 de novembro, apenas grupos de clientes selecionados pelos bancos terão acesso à totalidade das funcionalidades do PIX. A partir do dia 16, o sistema ficará finalmente disponível a todos os clientes bancários cadastrados. DESEMPREGO – Taxa de desemprego no Brasil chegou a 14,4% no trimestre terminado em agosto. No trimestre encerrado em maio, havia registrado 12,9%, segundo o IBGE. No entanto, vale ressaltar, a partir de setembro a economia deu mostras de recuperação e ainda ocorrerão as chamadas contratações de fim de ano. Portanto, agosto pode ter sido o pico do desemprego. Número de desempregados alcançou 13,8 milhões, aumento de 8,5% em relação ao trimestre anterior. São cerca de 1,1 milhão de pessoas a mais à procura de emprego, no momento em que as atividades econômicas estão sendo reabertas. DÍVIDA – A dívida bruta brasileira do governo geral (DBGG), principal indicador usado nas comparações internacionais, encerrará 2020 em 96% do Produto Interno Bruto, segundo o Ministério da Economia. Representa crescimento de 20,2 pontos percentuais em relação a 2019, quando a DBGG encerrou o ano em 75,8% do PIB. Projeções para a dívida pública levaram em conta as estimativas das instituições financeiras divulgadas no boletim Focus, do Banco Central, em 19 de outubro. Prevê-se encolhimento de 5% do PIB neste ano, inflação de 2,6% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e déficit primário de 12,7% do PIB em 2020. AMAZÔNIA – Vice Presidente Hamilton Mourão inicia amanhã viagem de três dias, acompanhado de 10 embaixadores de países estratégicos na polêmica que envolve a Amazônia. ECONOMIA – Na sexta-feira (30), o mercado fechou no Brasil com queda na Bolsa e subida do dólar. A Bolsa de Valores chegou a 93.952 pontos e o dólar a R$ 5,73. Por RENATO RIELLA



