A Polícia Federal rejeitou nesta quarta-feira (20) a proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, investigado no âmbito da Operação Compliance Zero.
Segundo informações apuradas pelo Correio Braziliense, esta é a segunda vez que a corporação se recusa a firmar um acordo de colaboração com o empresário.
De acordo com investigadores ligados ao caso, a proposta apresentada foi considerada “vazia”, sem informações inéditas relevantes e sem provas suficientes que ajudassem a aprofundar as investigações sobre o suposto esquema de corrupção e fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
A decisão foi comunicada ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, e também à Procuradoria-Geral da República.
PF acredita que banqueiro tenta proteger aliados
Segundo fontes da investigação, a Polícia Federal avalia que Daniel Vorcaro estaria tentando proteger pessoas próximas e omitindo informações importantes sobre o funcionamento do esquema investigado.
A expectativa é de que a defesa do banqueiro apresente uma nova proposta de colaboração tentando retomar as negociações com a PF e a PGR. Apesar disso, investigadores avaliam que a tendência atual também é de rejeição por parte da Procuradoria-Geral da República.
Mudança de cela foi interpretada como sinal negativo
Daniel Vorcaro estava detido na Penitenciária Federal de Brasília, na Papuda, e havia sido transferido para uma sala de estado-maior na Superintendência da Polícia Federal, na capital federal.
Porém, segundo a reportagem, o empresário foi levado na terça-feira (19) para uma cela comum da carceragem da PF, movimento interpretado nos bastidores como um sinal de que as negociações da delação não estavam avançando.
A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, fraudes financeiras e organização criminosa envolvendo operações do Banco Master e possíveis conexões políticas e empresariais.
Fonte: Correio Braziliense







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