A Polícia Federal apura a conduta de um perito criminal federal suspeito de vazar informações sigilosas relacionadas à Operação Compliance Zero, investigação que apura fraudes envolvendo o Banco Master.
A operação desta terça-feira foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
Segundo a PF, o investigado teria compartilhado dados sigilosos obtidos durante análises de materiais apreendidos nas primeiras fases da investigação.
Contrato envolvendo esposa de Moraes
As suspeitas envolvem informações sobre um contrato de aproximadamente R$ 129 milhões firmado pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com apuração, Viviane Barci teria recebido cerca de R$ 80 milhões relacionados ao contrato investigado.
Os dados teriam sido enviados a jornalistas entre dezembro e janeiro deste ano.
Mensagens entre Moraes e Vorcaro
A investigação também aponta que o perito João Cláudio Nabas teria compartilhado mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
As autoridades destacaram que o caso não possui relação com o vazamento do áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
Desconforto interno na PF
A operação gerou desconforto dentro da própria Polícia Federal.
Segundo relatos internos, investigadores avaliam que outros vazamentos ligados ao caso Master não estariam sendo alvo do mesmo rigor investigativo.
Também existe ceticismo entre integrantes da corporação sobre a possibilidade de o vazamento ter ocorrido diretamente a partir dos sistemas oficiais da investigação.
STF fala em proteção ao sigilo da fonte
Em nota, o Supremo Tribunal Federal ressaltou que as medidas adotadas não têm como alvo jornalistas ou veículos de imprensa.
Segundo a Corte:
“As medidas não implicam qualquer direcionamento investigativo contra jornalistas ou veículos de imprensa, permanecendo preservadas a liberdade de atuação jornalística e a garantia constitucional do sigilo da fonte.”
O STF afirmou ainda que a investigação busca apurar exclusivamente eventual violação funcional praticada por agente público responsável pelo acesso às informações sigilosas.







Recent Comments