O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou nesta sexta-feira (19) uma operação para investigar descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do governo do DF. Entre os alvos, estão o Banco de Brasília (BRB), a Secretaria de Economia, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev), o PicPay e a Associação dos Servidores Públicos do DF. A Secretaria de Saúde também foi alvo de buscas.
Entre os investigados estão Ney Ferraz, ex-secretário de Economia; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB que está preso; e Eduardo Chedid, diretor do PicPay. O MP cumpre 50 mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo e Curitiba. Não há ordens de prisão.
O esquema
Segundo as investigações, os órgãos e empresas teriam realizado descontos indevidos, disfarçados de “taxas”, na folha de pagamento de servidores, a partir de um decreto de 8 de agosto de 2024. O PicPay, que oferecia adiantamento salarial, teria se beneficiado da situação. Entre agosto de 2024 e agosto de 2025, mais de R$ 80 milhões foram descontados dos contracheques.
Crimes investigados
• Contra a economia popular
• Publicidade enganosa nas relações de consumo
• Inserção e modificação de dados em sistemas da Administração Pública
• Corrupção ativa e passiva
• Organização criminosa
• Lavagem de dinheiro
A Justiça bloqueou quase R$ 90 milhões em contas da PicPay e da Associação dos Servidores do DF.
O que dizem os investigados
- PicPay: “Não houve qualquer irregularidade ou cobrança indevida na oferta do produto e segue colaborando plenamente com as autoridades competentes”.
- BRB: “Não reconhece qualquer irregularidade e rejeita alegação de cobrança indevida”.
- Secretaria de Economia: “A investigação tem como objeto a conduta de agentes públicos e não a atuação institucional da Pasta”.
- Defesas de Ney Ferraz e Paulo Henrique Costa: ainda não tiveram acesso aos autos.













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