O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a Polícia Civil do Distrito Federal a colher o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito sobre a pistola apreendida durante blitz no início da semana.
Depoimento presencial
O depoimento será realizado presencialmente no condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, na tarde da próxima terça-feira (23). A Polícia Civil havia solicitado a oitiva por videoconferência, mas Moraes determinou presença física devido a restrições legais sobre o uso de comunicações eletrônicas.
Apreensão da pistola
A arma – uma pistola Glock 9mm registrada no nome de Bolsonaro – estava no veículo do militar Estácio Leite da Silva Filho, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e cedido à Casa Civil para a segurança do ex-presidente.
O militar relatou que a pistola seria levada para reparo e devolvida em seguida a Bolsonaro. Apesar da documentação regular, a arma foi recolhida porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) não estava no veículo no momento da blitz.
Contexto da prisão domiciliar
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses e está em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março de 2026, autorizada por Moraes por um prazo inicial de 90 dias, devido a broncopneumonia.













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