Brasília, terça-feira, 20 de outubro de 2026
Leandro Grass chama Celina Leão para debate: "População tem direito"

Leandro Grass chama Celina Leão para debate: "População tem direito"

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Paulo Fayad
Redator
20 de outubro de 2026
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Durante sabatina na TV Record, candidato petista ao Governo do Distrito Federal (GDF) cobrou a participação da adversária antes das votações

Durante sabatina transmitida pela TV Record na tarde desta terça-feira (20/10), o candidato do PT ao Governo do Distrito Federal (GDF), Leandro Grass, cobrou publicamente a participação de sua adversária nas Eleições 2026, a governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição Celina Leão (PP), em debates no segundo turno. O postulante petista reforçou o convite à progressista e argumentou que a população tem o direito de acompanhar o confronto direto antes da realização das votações.

A manifestação de Leandro Grass ocorreu após Celina Leão se recusar a participar de debates com ele nesta etapa das Eleições 2026. Diante da equipe da TV Record, o candidato petista insistiu que os cidadãos merecem essa oportunidade e reforçou que os eleitores têm direito a assistir ao embate entre os dois nomes que disputam o comando do GDF, afirmando que a adversária precisa comparecer para prestar contas à sociedade.

Ao defender a realização do encontro, Grass afirmou que a recusa da atual governadora marcaria uma situação inédita na história política local. De acordo com o candidato petista, esta seria a primeira vez em que um candidato ao Governo do Distrito Federal se nega a participar de um debate no segundo turno das eleições, quebrando uma sequência de confrontos que sempre ocorreu nessa fase final.

Para embasar a cobrança, Leandro Grass citou nominalmente governantes do passado que aceitaram confrontar seus oponentes no encerramento da disputa eleitoral. O petista destacou que Roriz, Cristovão, Agnelo e Arruda participaram dos debates de segundo turno e frisou que até Ibaneis, que era governador de Celina, esteve presente. Diante disso, Grass cobrou a concorrente afirmando que Celina não quer debater com ele e fez um chamado direto para que ela vá ao debate, reiterando que a população merece e tem direito a isso.

Metrópoles DF
Foto: Metrópoles DF

Por sua vez, a governadora Celina Leão havia explicado mais cedo as razões de sua decisão de não comparecer aos encontros com Leandro Grass. A candidata à reeleição justificou sua ausência afirmando que foi interrompida na última ocasião em que estiveram juntos e declarou que, caso ocorresse um novo embate com o adversário, teria que fazer um registro de ocorrência contra ele.

Ao ser questionada sobre o assunto, a candidata do PP relembrou o último encontro que teve com o petista, ocorrido no debate promovido pelo Metrópoles. Na avaliação de Celina Leão, Grass a interrompeu três vezes ao longo daquele evento, demonstrando que ele não quer debater propostas, mas sim gritar e falar mal dela diante do público.

Ainda rememorando o debate organizado pelo Metrópoles, Celina afirmou que as interrupções aconteceram inclusive durante o tempo em que ela utilizava um direito de resposta. A governadora apontou que o concorrente gritava lá do púlpito as palavras mentirosa, mentirosa, e questionou a razão pela qual deveria se prestar ao papel de ficar ao lado de alguém que não deseja debater sobre a cidade.

A ausência do debate entre os concorrentes gera um impacto direto para o eleitor do Distrito Federal antes do momento das votações. Sem o confronto frente a frente, os cidadãos deixam de ver os dois projetos sendo confrontados no mesmo espaço físico, tendo acesso apenas às manifestações isoladas de cada lado e às justificativas sobre os motivos que impediram a realização do encontro democrático.

Em termos de análise política sobre o cenário eleitoral, a divergência reflete um impasse entre a estratégia de pressão de Leandro Grass e os limites apontados por Celina Leão. Enquanto o petista utiliza o retrospecto histórico do DF e o direito da população para constranger a governadora, a representante do PP sustenta sua recusa na alegação de desrespeito ocorrido no debate do Metrópoles, delineando uma reta final sem confronto direto no segundo turno.