Brasília, terça-feira, 20 de outubro de 2026
Pepa sobre aprovar na CLDF a compra do Master pelo BRB: "Faria diferente"

Pepa sobre aprovar na CLDF a compra do Master pelo BRB: "Faria diferente"

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Paulo Fayad
Redator
20 de outubro de 2026
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Em entrevista ao Metrópoles, distrital reeleito Pepa falou sobre projetos e eventual continuidade na liderança do governo, caso Celina vença

O deputado distrital reeleito com quase 30 mil votos Pepa (PP) afirmou que teria agido de forma diferente na votação na Câmara Legislativa do DF (CLDF) relacionada ao Banco de Brasília (BRB) se tivesse conhecimento, à época, da real situação do Banco Master.

Em entrevista ao Metrópoles, o parlamentar disse que os deputados receberam informações que apontavam a operação como a “melhor alternativa para o crescimento da instituição financeira” e sustentou que não havia estudos que revelassem o cenário que viria a público posteriormente.

“Faria diferente tendo os fatos e sabendo qual era a situação do Banco Master. Porque ninguém tinha estudo. O que veio depois, veio pela imprensa”, declarou Pepa, ao comentar a aprovação da operação pela CLDF, em 19 de agosto de 2025.

O distrital afirmou que a decisão foi influenciada pelas explicações apresentadas pelo então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que teria defendido a operação como uma oportunidade de expansão do banco. Segundo Pepa, ele também buscou informações com profissionais do setor financeiro antes de votar.

“Eu perguntei a cinco gerentes do BRB, e todos diziam que essa seria a melhor opção para o banco se tornar nacional. Foi esse o discurso que foi apresentado”, afirmou.

Pepa reconheceu a responsabilidade dos parlamentares na votação, mas argumentou que a decisão foi tomada com base nas informações disponíveis naquele momento. Para ele, a responsabilidade pelos problemas deve recair sobre quem efetivamente contribuiu para o resultado da operação.

O deputado também questionou a narrativa apresentada durante a discussão da operação e cobrou explicações dos responsáveis. “Fica bem claro que, muitas vezes, a pessoa que mostrou uma realidade que não era aquela, onde ela está hoje? De fato, vendeu uma narrativa errada”, declarou ele ao se referir a Paulo Henrique Costa, que se encontra preso na Papudinha.

Pepa falou sobre a polêmica votação do BRB na Casa e também de projetos para a cidade

Metrópoles DF
Foto: Metrópoles DF

Sobre se manter na liderança de um eventual governo Celina Leão, disse que "está nas mãos de Deus e da governadora"

Ao avaliar o trabalho parlamentar, Pepa atribuiu parte do resultado eleitoral à presença nas comunidades e à atuação junto às bases. Segundo ele, Planaltina e Arapoanga registraram crescimento expressivo de sua votação.

“A rede social, não aliada ao trabalho, ao fazer, ao estar no dia a dia das pessoas, se torna vazia. E nosso mandato foi voltado para as bases. Planaltina e Arapoanga dobraram meus votos”, afirmou.

O deputado apontou a mobilidade urbana como o principal gargalo da região e defendeu avanços no projeto do BRT Norte para melhorar o deslocamento de moradores.

“O principal gargalo daquela região é a mobilidade. Precisamos urgentemente [avançar nessa área]. Temos conversas avançadas de que o BRT Norte conclui esse eixo de mobilidade, buscando solucionar alguns gargalos e facilitar o trânsito para quem vem e quem vai”, disse.

Pepa também afirmou que Planaltina apresentava, em 2022, um déficit significativo na melhoria dos equipamentos públicos e destacou a necessidade de ampliar os investimentos na região.

Questionado sobre a possibilidade de continuar na liderança de um eventual governo Celina Leão em 2027, Pepa disse que o assunto não é prioridade neste momento. Segundo ele, sua escolha para a função ocorreu há cerca de cinco meses, por decisão da governadora e com o consenso da base governista.

“Minha relação é franca e direta. Minha escolha para a liderança partiu dela e pelo consenso da base, porque sempre fui conciliador. Não houve conversa, não puxei assunto sobre isso para 2027”, afirmou.

O deputado disse que pretende concentrar esforços em ajudar Celina no segundo turno eleitoral e, posteriormente, na execução de obras e ações do governo. Ele também afirmou que não buscava ocupar a liderança, mas que aceitaria uma eventual decisão da governadora.

“Liderança, como nunca pretendi, se vier, será pela vontade de Deus e da governadora”, concluiu.