Cinco réus foram condenados a penas que, somadas, ultrapassam 1.200 anos de prisão pelo assassinato de dez pessoas da mesma família no Distrito Federal, em um dos crimes mais brutais já registrados na região. A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri de Planaltina no último sábado (18).
O caso, que ficou conhecido como a maior chacina da história do DF, ocorreu entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, os condenados responderam por uma série de crimes, incluindo homicídio qualificado, sequestro, ocultação de cadáver, roubo e associação criminosa.
De acordo com as investigações, o grupo agiu motivado pela intenção de tomar posse de uma chácara localizada na região do Paranoá, avaliada em cerca de R$ 2 milhões. A estratégia consistia na eliminação de toda a família para assumir o imóvel e revendê-lo.
Entre as vítimas estavam o casal Elizamar Silva e Thiago Gabriel Belchior, além dos filhos e outros familiares, incluindo pais, irmãos e parentes próximos. Ao todo, dez pessoas foram mortas.
As penas individuais refletem a gravidade dos crimes. Gideon Batista de Menezes foi condenado a 397 anos de prisão, seguido por Carlomam dos Santos Nogueira, com 351 anos, e Horácio Carlos Ferreira Barbosa, com mais de 300 anos. Outros envolvidos também receberam penas superiores a 200 anos. Apenas um dos réus teve condenação menor, de dois anos, em regime semiaberto.
O julgamento durou seis dias e contou com o depoimento de 18 testemunhas. Ao final, o juiz Taciano Vogado Rodrigues Junior afirmou que a Justiça respondeu dentro dos limites legais, reconhecendo, no entanto, a dimensão irreparável da dor das famílias.
Os condenados seguem presos e ainda podem recorrer da decisão.







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