O ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, passou a primeira noite preso em cela individual no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, após ser alvo da operação da Polícia Federal.
De acordo com apuração, ele foi encaminhado à ala de segurança conhecida como PDF4, destinada a presos considerados de maior relevância ou que exigem proteção especial. O isolamento tem como objetivo garantir sua integridade física e evitar interferência nas investigações.
Paulo Henrique Costa foi preso na última quinta-feira no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de vantagens indevidas envolvendo negociações entre o BRB e o Banco Master.
Segundo especialistas, a prisão preventiva, além de cautelar, também tem papel estratégico na investigação, pois pode impedir destruição de provas, dificultar articulações entre envolvidos e aumentar a pressão por eventuais acordos de delação.
As investigações apontam que o esquema pode ter envolvido a utilização de imóveis avaliados em cerca de R$ 146 milhões como forma de pagamento de propina, além do uso de estruturas complexas para ocultação patrimonial.
A próxima fase da operação deve avançar na análise de celulares, documentos e movimentações financeiras, além de aprofundar a cooperação com órgãos como Banco Central, Receita Federal e Coaf.
O caso segue em evolução e pode revelar novos envolvidos, ampliando um dos escândalos mais relevantes recentes envolvendo o sistema financeiro público.







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