Muito antes de se tornar um dos maiores nomes do basquete mundial, Oscar Schmidt deu seus primeiros arremessos nas quadras de Brasília. A morte do “Mão Santa”, aos 68 anos, reacendeu a memória de que o ídolo também construiu parte de sua história no Distrito Federal.
Nascido em Natal (RN), Oscar se mudou para o DF ainda jovem, em 1971, e foi na capital que descobriu sua vocação para o basquete. Incentivado pelo treinador Zezão, do Colégio Salesiano, ele trocou o futebol pela bola laranja — decisão que mudaria sua vida e o esporte brasileiro.
Foi no tradicional Clube da Vizinhança da Asa Sul que o jovem talento começou a se destacar, chegando rapidamente à equipe adulta. Mesmo após se mudar para São Paulo, aos 16 anos, para atuar nas categorias de base do Palmeiras, Oscar manteve vínculos com Brasília, onde sua família morava, na 313 Sul.
A trajetória que começou nas quadras do DF ganhou o mundo. Oscar disputou cinco Jogos Olímpicos, tornou-se o maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos, e entrou para os principais halls da fama do esporte mundial.
O reconhecimento por sua ligação com a capital veio em 1998, quando recebeu o título de Cidadão Honorário de Brasília, ocasião em que afirmou com orgulho ter iniciado sua carreira na cidade.
Autoridades e personalidades do DF também prestaram homenagens, destacando não apenas o atleta extraordinário, mas o exemplo de dedicação, disciplina e superação fora das quadras.
Oscar Schmidt deixa um legado eterno — que começou em Brasília e se tornou referência global no esporte.







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