BioParque do Rio, Méliuz e Pravaler são as empresas com processos seletivos abertos. As empresas BioParque do Rio, Méliuz e Pravaler estão com vagas de emprego abertas. Veja abaixo detalhes dos processos seletivos: Veja mais vagas de emprego pelo país BioParque do Rio O BioParque do Rio se prepara para a abertura em 2021. Para isso, está disponibilizando vagas de emprego para diversas áreas de atuação. Ao todo, são 70 vagas para cargos efetivos e estágios. As oportunidades podem ser visualizadas e as inscrições feitas através do link disponível no Instagram @grupocataratascarreiras. Para concorrer às vagas para área de atendimento ao público, é necessário ter o concluído o Ensino Médio. São oportunidades para atuar na recepção dos futuros visitantes do BioParque do Rio — seja na bilheteria, na lanchonete ou na loja. Da mesma forma, a conclusão do Ensino Médio é requisito para quem optar por concorrer às vagas disponibilizadas para Jovens Aprendizes. O BioParque do Rio também oferece oportunidades de estágio para estudantes dos cursos Administrativos, de Biologia, de Educação e Zootecnia. As inscrições podem ser feitas até o dia 7 de janeiro. O processo seletivo será virtual e acontece nos meses de janeiro e fevereiro. O parque também criou um banco de currículos exclusivo para os moradores dos arredores de São Cristóvão, bairro onde fica o atrativo turístico. A escolaridade mínima é o Ensino Médio completo. Méliuz O Méliuz está com dezenas de vagas de emprego e estágio abertas. As oportunidades são para diversas áreas, como Departamento Pessoal, Recursos Humanos, Growth, Estratégia e, principalmente, Tecnologia. Somente para o time de desenvolvedores, são mais de 40 vagas, a maioria com regime de trabalho remoto. A empresa oferece contratação em regime CLT, salário e benefícios compatíveis com o mercado, como plano de saúde, plano odontológico, vale refeição ou alimentação. Atualmente, o Méliuz adotou o sistema de trabalho híbrido ou 100% remoto, o que possibilita que profissionais de qualquer parte do Brasil se candidatem para praticamente todas as vagas. Todas as informações das vagas e candidaturas estão disponíveis no site do Méliuz. Pravaler O Pravaler está com 24 oportunidades de emprego. As vagas disponíveis são para integrar os times de Tecnologia, Marketing, Agilidade, Business Intelligence (BI), Risco, Produtos e Gente e Gestão (RH). Os prazos para a candidatura variam de acordo com cada vaga. Os interessados podem acessar todas as oportunidades e se cadastrarem no link: https://jobs.kenoby.com/pravaler. As vagas são para Pessoa Desenvolvedora Jr, Tech Lead, Coordenador de Customer Experience, Analista de SEO, Analista de Engenharia de Dados, Analista de Analytics JR., Analista de Cobrança JR, UX Designer, Product Owner, Pessoa desenvolvedora Senior, Agile Coach, Analista de Risco de Portfólio Sênior, Analista de Gente & Gestão, Gerente de engenharia de software, Devops sr, Agile Expert, Gerente de Riscos – Corporativo / Operacional e Pessoa Desenvolvedora de Mobile. A empresa oferece benefícios como participação nos lucros, home office, day off de aniversário, horário flexível, vale refeição, vale transporte, Gympass, seguro de vida, plano de saúde e odontológico, licença maternidade de seis meses e a licença paternidade estendida, ambas para casais homoafetivos, e auxílio trabalho-remoto, um cartão de crédito virtual para realizar compras ou pagar contas. Assista a mais notícias de Economia:
3 empresas abrem vagas de emprego; veja lista
Entenda como a cadeia da castanha estimula a economia e ajuda na conservação da Amazônia
Além de fomentar a economia regional, produto ajuda no desenvolvimento sustentável do ecossistema. Castanha ocupa segundo lugar do ranking dos produtos não madeireiros mais extraídos da região Norte, aponta IBGE. Safra da castanha da Amazônia é fonte de renda para famílias extrativistas É por volta das 6h30 que o extrativista Natanael Gonçalves Vicente, de 46 anos, segue de motocicleta até a mata para coletar castanha todos os dias. O percurso de pelo menos dez quilômetros aos castanhais é feito dentro da reserva do rio Cajari, no Amapá, onde vivem mais de 300 famílias. Retorna apenas entre 16h e 17h junto de dois dos seus quatro filhos que dão suporte ao trabalho, de 18 e 22 anos. Natanael cumpre a rotina de coleta desde a adolescência e a castanha é a principal fonte de renda da família do extrativista. “Comecei com meu pai muito cedo ainda a trabalhar. É uma tradição que veio do meu avô, que passou para o meu pai e agora veio para mim”, disse. “Quando chega a época da castanha, é a época em que os extrativistas conseguem um recurso financeiro com mais rapidez. A agricultura familiar que a gente trabalha é para subsistência”, complementou o extrativista. Castanha-da-amazônia Reprodução/Rede Amazônica A importância da castanha para a Amazônia vai além. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o fruto ocupa o segundo lugar do ranking dos produtos não madeireiros mais extraídos na Região Norte, perdendo apenas para o açaí. Em 2019, mais de 32 mil toneladas de castanha foram comercializadas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Dessa quantidade, 7 mil (21,8%) foram destinados ao mercado externo. Assim como na família de Natanael, a coleta da castanha-da-amazônia é tradição no povo Paiter Suruí. Os indígenas, porém, estão entre os muitos do bioma brasileiro que são ameaçados por invasões de madeireiros e, consequentemente, com o avanço do desmatamento. A terra indígena onde vivem os Paiter, a Sete de Setembro, fica ao norte de Cacoal (RO) e tem quase 1,4 mil indígenas, de acordo com o Instituto Socioambiental (ISA). Trabalhar com castanha é tradição do povo indígena Paiter Suruí. Ubiratan Suruí/Arquivo pessoal “100% do povo Paiter trabalha com o extrativismo de castanha. O que mais precisamos é de um mercado certo para colocarmos o nosso produto. É importante porque gera uma renda para a própria família e é usada para o próprio consumo. As famílias saem de suas aldeias e vão para a floresta. Coletam, trazem, lavam, secam, colocam na sacola e levam para venda. Realmente existe uma cadeia”, ressaltou Rubens Suruí, coordenador da Associação Metareilá do Povo Indígena Suruí. Para Rubens, a atividade econômica gerada pela castanha-da-amazônia ajuda a frear tais invasões e, assim, protege e conserva a floresta. Com a presença dos indígenas nos castanhais na época de coleta, por exemplo, os invasores acabam se escondendo, o que inibe as atividades ilícitas na reserva. “Ela (castanha) ajuda para que não aconteça esse desmatamento e essa ilegalidade dentro do território. Trabalhar com a castanha é como se fosse cuidar da floresta”, declarou. A agricultura itinerante, prática indígena que existe há milhares de anos na Amazônia, também auxilia na renovação do ambiente florestal por meio dos castanhais. O trabalho consiste em derrubar trechos das florestas e depois fazer a limpeza dos resíduos do corte. A ideia é preparar a área para cultivo e tornar o terreno até mais fértil. “(Os indígenas) cortam uma vegetação de uma área, queimam, plantam ali por um ou dois ciclos, depois abandonam aquela área e vão fazer a roça em uma outro terreno. E aquela área volta a virar capoeira e floresta, que é o que chamamos de sucessão vegetal. E por 7, 8 anos já está praticamente uma floresta de novo”, complementou Marcelino Guedes, especialista em Castanha do Brasil pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) do Amapá. Castanheira. Marcelino Guedes/Arquivo pessoal Um segundo contribuinte da fauna e flora local é a cutia, mamífero roedor de pequeno porte que consegue retirar as sementes do ouriço – que pode ter entre 12 e 16 frutos, a depender do tamanho. Depois que se alimenta até se saciar, o animal enterra algumas sementes para comer, mas acaba esquecendo onde guardou algumas delas. Segundo Marcelino, com esse processo, o mamífero mantém viva a cadeia do fruto. “(A cutia) acaba levando vários ouriços e plantando muito mais sementes nesse tipo de ambiente, que são as roças e as capoeiras abandonadas. Ela faz a verdadeira plantadura das castanheiras. Consequentemente se tem um processo de renovação dos castanhais que está sendo favorecido pela prática agrícola”, disse. Espécime de cutia (‘Dasyprocta-sp’) que vive na floresta amazônica. Divulgação/André Botelho Potencial de mercado Para o analista de mercado da Conab Humberto Pennacchio, a castanha da Amazônia tem grande potencial para aumentar as vendas nacionais e até internacionais. Porém, o baixo preço de comercialização continua sendo um empecilho entre o extrativista e o mercado. A safra 2021 recomeça neste mês de janeiro e se estende por um período de pelo menos dois meses, podendo chegar até três dependendo da região. A castanheira começa a dispersar os ouriços em meados de dezembro, época de chuva. Nos meses seguintes, os frutos caem. Assim que todos os ouriços estão no chão começa a coleta, que pode se estender até abril. A renda varia de R$6 mil a R$8 mil, com uma produção média de 60 barrigas de castanha por família. “No extrativismo nós temos a questão do preço. Quando o preço se torna atrativo, evidentemente que vou produzir mais, vou me esforçar mais para ter uma maior oferta desse produto. No caso da castanha não é diferente”, reforçou Pennacchio. “Essa época que nós temos agora é de precificação em toda a região. É quando os compradores tentam estabelecer ou estabelecem um acordo junto ao extrativista para poder precificar esse produto e buscá-lo. O extrativista, logicamente, só vai buscar o produto se for rentável a ele. Tem que ter um preço remunerador”, explicou o analista. E como forma de ajudar os extrativistas e indígenas a aumentar
Antártica: os países que disputam a soberania do continente gelado
O chamado ‘continente branco’ é o único que não pertence a nenhum país e é regido por um tratado internacional. No entanto, 7 nações reivindicam parte de seu território. A Antártica não tem dono, mas 29 países com presença ativa no continente decidem seu presente e futuro Getty Images via BBC A Antártica é o continente mais frio, seco e ventoso da Terra, e isso explica por que é o único sem uma população nativa. No entanto, o quarto maior continente do mundo — depois da Ásia, América e África — é um dos lugares mais cobiçados do planeta. Sete países reivindicam partes de seu extenso território de 14 milhões de quilômetros quadrados. Alguns são nações próximas, como Argentina, Austrália, Chile e Nova Zelândia. Mas também três países europeus — França, Noruega e Reino Unido — reivindicam soberania sobre setores da Antártica. Por que o Brasil e o mundo querem um pedaço da Antártica? ‘Isolamento dentro do isolamento’: como vivem os brasileiros na Antártica A primeira a instalar uma base permanente na região e declarar sua soberania ali foi a Argentina, em 1904. A Base das Orcadas é a mais antiga estação científica antártica ainda em funcionamento. O país sul-americano considerou a região como uma extensão de sua província mais ao sul, Tierra del Fuego, bem como das Malvinas (ou Falklands), Geórgia do Sul e Ilhas Sandwich do Sul. No entanto, o Reino Unido, que controla essas ilhas, fez sua própria reivindicação antártica em 1908, sobre uma região que engloba completamente o setor demandado pela Argentina. O Chile acrescentou sua própria reivindicação anos depois, em 1940, também com base no fato de ser uma extensão natural de seu território. A Antártica chilena — como ali é conhecida — faz parte da Região de Magalhães, a mais meridional das 16 regiões em que o país se divide, e se sobrepõe em partes às terras antárticas pleiteadas pela Argentina e pelo Reino Unido. As outras reivindicações de soberania são baseadas nas conquistas feitas por famosos exploradores da Antártica no início do século 20. A da Noruega é baseada nas explorações de Roald Amundsen, o primeiro a atingir o Polo Sul geográfico, em 1911. E as reivindicações da Nova Zelândia e da Austrália baseiam-se nos feitos antárticos de James Clark Ross, que ergueu a bandeira do Império Britânico em territórios que foram colocados sob a administração desses dois países pela Coroa Britânica, em 1923 e 1926, respectivamente. Enquanto isso, a França também reivindica uma pequena porção do solo antártico que foi descoberto em 1840 pelo comandante Jules Dumont D’Urville, que a batizou de Adelia Land, em homenagem à sua esposa. Países que reivindicam soberania na Antártica Arte/BBC Sem donos Além dessas reivindicações soberanas, 35 outros países, incluindo Alemanha, Brasil, China, Estados Unidos, Índia e Rússia, têm bases permanentes no continente branco. Porém, o lugar que muitos chamam de Polo Sul (por conter o Polo Sul geográfico) não pertence a ninguém. Desde 1961 ele é administrado por um acordo internacional, o Tratado da Antártica, que foi assinado em 1º de dezembro de 1959 originalmente pelos sete países com reivindicações soberanas mais cinco outros: Bélgica, EUA (onde o acordo foi assinado), Japão, África do Sul e Rússia. O tratado, firmado no contexto da Guerra Fria, procurou evitar uma escalada militar, afirmando que “é do interesse de toda a humanidade que a Antártica continue sempre a ser usada exclusivamente para fins pacíficos e que não se torne palco ou objeto de discórdia internacional”. VÍDEO: estação brasileira na Antártica O pacto congelou as reivindicações territoriais existentes e estabeleceu que a Antártica se tornasse uma reserva científica internacional. Também proibiu os testes nucleares e “todas as medidas de natureza militar, exceto para colaborar com a pesquisa científica”. Desde então, outras 42 nações aderiram ao tratado, embora apenas 29 — aquelas que conduzem “atividades de pesquisa substanciais” — tenham poder de voto e possam tomar decisões sobre o presente e o futuro da Antártica. Até agora, todos os membros do pacto concordaram em continuar proibindo qualquer outra atividade na Antártica que não seja científica. Riqueza Mas por que tanto interesse em um continente coberto quase inteiramente de gelo? Uma das principais razões tem a ver com o que potencialmente se encontra sob esse gelo: recursos naturais abundantes. A Antártica é o único continente que não pertence a nenhum país, embora vários reivindiquem uma parte sua Google Earth “Há uma razão pela qual os geólogos costumam ocupar o lugar de maior destaque (nas bases científicas da Antártica)”, observa o documentarista e jornalista Matthew Teller, que escreveu extensivamente para a BBC sobre o continente branco. Apesar de a extração de petróleo e a mineração serem proibidas pelo Tratado da Antártica, ela pode ser explorada para fins científicos. Assim, os especialistas conseguiram estimar que sob o solo antártico existem cerca de 200 bilhões de barris de petróleo, diz Teller. “Muito mais do que Kuwait ou Abu Dhabi”, destaca. Porém, hoje não é viável explorar esses recursos, pois — além de expressamente proibido — o custo de extração seria muito alto. Isso porque, ao contrário do Ártico, que é composto principalmente de oceano congelado, a Antártica é um continente rochoso coberto de gelo. E essa camada de gelo pode atingir quatro quilômetros de profundidade. Enquanto isso, a construção de plataformas de petróleo offshore perto da costa antártica, onde se acredita que existam vastos depósitos de petróleo e gás, também seria muito cara, porque a água ali congela no inverno. Porém, avisa Teller, “é impossível prever em que estado estará a economia mundial em 2048, quando chegará a hora de renovar o protocolo que proíbe a prospecção antártica”. “Nesse cenário, um mundo faminto por energia poderia ser desesperador”, diz ele. Além de petróleo e gás, acredita-se que a região da Antártica seja rica em carvão, chumbo, ferro, cromo, cobre, ouro, níquel, platina, urânio e prata. Plataforma continental O mar na Antártica também possui grandes populações de krill e peixes, cuja pesca é regulamentada pela Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos da
Pandemia transforma férias de polonesa em temporada de 10 meses na Colômbia: 'Encontramos um lar'
Joanna Zdanowska era uma das turistas que estava no país quando a quarentena começou. Ao contrário da maioria dos estrangeiros, entretanto, decidiu ficar. Joanna Zdanowska tem 47 anos e decidiu tirar um ano sabático viajando pela América Latina Lucie Vildnerova Joanna Zdanowska, uma polonesa de 47 anos, era uma das turistas que estava na Colômbia quando a quarentena começou devido à pandemia de Covid-19. Ao contrário de centenas de estrangeiros que voltaram à terra natal, entretanto, decidiu ficar na pequena Palomino, na costa caribenha. À BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, ela contou um pouco de sua experiência — que pode ser lida a seguir. Em agosto de 2020, quando a Colômbia anunciou o fim da quarentena mais restritiva, já queríamos ficar onde estávamos. Não queríamos que nada mudasse. Meus amigos e eu, todos turistas, viemos para a América Latina antes do início da pandemia. Encontramos um lar em Palomino, na costa atlântica colombiana. Palomino é uma pequena cidade muito perto de uma bela praia cheia de palmeiras que se estende por vários quilômetros. Em março, assim que tudo começou, não quis voltar para a Polônia, como fizeram alguns colegas, porque tinha esperança de que logo poderia continuar viajando. Mas então duas semanas se passaram e a quarentena foi estendida. E mais duas semanas. E mais. E assim por diante, até ficarmos oito meses em uma cidade perto da praia sem poder nem entrar no mar. Ficamos em um albergue e todos os restaurantes e bares estavam fechados. Não havia nada para fazer. Com o tempo, os turistas foram embora e apenas alguns de nós permaneceram. E, conforme os dias foram passando, fomos formando uma família de cerca de quinze pessoas com um relacionamento muito íntimo com os donos dos hostels onde estávamos. Saí de férias da Polônia e acabei ficando toda a pandemia na Colômbia porque encontrei uma família aqui. Viajando pela América Latina Em 2019, decidi tirar um ano de folga porque fiquei entediada com a Polônia, onde também tenho um apartamento que gera renda e me permite viajar. Estive no México, Guatemala e Cuba. Depois, planejei viajar dois meses pela Colômbia, país muito recomendado para o turismo. Fiquei 10 meses e sigo contando. Quando você viaja, encontra muitas pessoas, mas geralmente convive com elas por no máximo uma semana. Quando você mora com alguém por seis meses, entretanto, isso cria um relacionamento único. Nenhum de nós estava trabalhando, então passávamos o dia juntos. Nos sentíamos permanentemente em férias. Todos se apoiavam mutuamente. Alguns cozinhavam para nós, outros cuidavam dos albergues, aprendiam a surfar — teve uma garota que começou a dar aulas de espanhol online. Na casa onde me hospedei, por exemplo, havia uma família de venezuelanos com dois filhos. As crianças descobriram que tínhamos mais tempo para eles do que seus próprios pais e passavam o dia conosco. Comprei livros e li histórias para eles. Mostrei vídeos no YouTube. Agora as crianças dizem que somos suas mães — isso parte o coração. O que aprendi O melhor de ficar aqui tanto tempo é que pude conhecer bem o povo da cidade, uma experiência que nada tem a ver com a que se vê no turismo de massa. Uma das experiências mais extraordinárias que tive foi quando fui a uma cidade de Arhuacos, um grupo de indígenas que vive na Serra Nevada de Santa Marta e teve muito pouco contato com as culturas ocidentais. Tínhamos que sair às 4 horas da manhã, porque eram 8 horas de caminhada, mas, depois de 9 horas, ainda não havíamos chegado. Pensamos que este lugar não existia. Quando finalmente chegamos, os índios nos deram sua maior casa. Ficamos três dias. Essa experiência mudou meu pensamento, descobrimos algo que pode ser óbvio, mas nunca havíamos experimentado: não precisamos de nada para sermos felizes. Eles cobravam US$ 50 (cerca de R$ 260) para cada um de nós cinco. Quando vimos as condições em que vivem os índios, decidimos não negociar nada, porque eles dormem no chão, não têm luz, não têm gás, tudo é muito básico. Comem apenas coisas que produzem: mandioca, banana, arroz. São coisas muito básicas, que me ensinaram muito e me deram vontade de continuar viajando, e talvez aproveitar minha experiência de 14 anos na televisão polonesa em um desses países. Acho que é um bom momento para vender produções que já estão prontas e não precisam mais do que legendas ou dublagens. Não preciso ter contato físico com minha família. Tudo que preciso é ver os filhos do meu irmão. Mas conversamos muito. A situação na Polônia hoje é muito complicada. Em relação ao coronavírus, o quadro é bem parecido com o da Colômbia. Além disso, o atual governo do meu país é muito conservador: eles não aceitam a comunidade LGTBQI, o aborto é uma questão de guerra, milhões de pessoas estão nas ruas protestando. Também há o rigoroso inverno. E não é que eu tenha me acostumado com o clima daqui — me incomoda quando faz 38 graus. Mas é relaxante ficar sozinha, com chinelos e um vestido curto em vez de cinco quilos de roupa para o frio. E gosto disso em Palomino. Veja vídeos do Descubra o Brasil

