Empréstimos poderão ser pedidos a partir de quarta (22) por empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Juros variam de 1,19% a 1,59% ao mês. A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira (20) o lançamento de uma linha de crédito voltada para o microempreendedor individual e para as micro e pequenas empresas. A expectativa da instituição é de emprestar R$ 7,5 bilhões. As condições para para os empréstimos, que serão feitos em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), são: Microempreendedores individuais valor máximo de crédito de até R$ 12,5 mil por CNPJ; nove meses de carência; 24 meses para pagamento após esse prazo de carência; taxa de juros de 1,59% ao mês. Microempresas valor máximo de R$ 75 mil de crédito por CNPJ; 12 meses de carência; 30 meses para pagamento após esse prazo de carência; Taxa de juros de 1,39% ao mês. Pequenas empresas valor máximo de R$ 125 mil de crédito por CNPJ; 12 meses de carência; 36 meses para pagamento após esse prazo de carência; taxa de juros de 1,19% ao mês. A Caixa Econômica Federal informou que empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano podem buscar esse crédito, que estará disponível nas agências a partir de quarta-feira (22). O cadastro já pode ser realizado no site da instituição financeira. Os micro e pequenos empresários, assim como os empreendedores individuais, que estiverem negativados, não terão acesso a essa linha de crédito, informou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. “Mas a Caixa tem outras linhas de renegociação para empresas e empresários negativados”, afirmou ele. Microempreendedores individuais também têm direito ao auxílio emergencial de R$ 600 aprovado pelo Congresso Nacional (leia mais abaixo). Dificuldade de acesso às linhas de crédito A área econômica do governo já tinha admitido, anteriormente, que essa parcela dos empreendedores estava com dificuldades para ter acesso a linhas de crédito – em um cenário no qual os bancos têm subido os juros e limitado desembolsos por conta do temor da inadimplência. De acordo com a Caixa, essa linha de crédito conta com garantias complementares que serão concedidas pelo Sebrae por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe). Segundo Carlos Melles, presidente do Sebrae, um dos maiores obstáculos dos pequenos negócios no acesso ao crédito é a exigência de garantias pelas instituições financeiras. Com a garantia do Fampe, disse ele, os pequenos negócios conseguirão obter crédito para capital de giro. Embora a Caixa tenha indicado um valor de R$ 7,5 bilhões, Melles, do Sebrae, informou que as garantias do Fampe, no valor de R$ 1 bilhão, permitirão alavancar até R$ 12 bilhões em empréstimos. Pedro Guimarães, da Caixa, admitiu que o valor dessa linha de crédito pode chegar aos R$ 12 bilhões, mas acrescentou que, atualmente, a expectativa é de até R$ 7,5 bilhões. Lacunas no crédito emergencial Essa era considerada uma lacuna, pois empresários com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano já tinham sido beneficiados com uma linha de crédito, com juros de 3,75% ao ano. As operações já podem ser contratadas no sistema financeiro. Anunciada no fim de março, com um volume total de até R$ 40 bilhões, sendo a maior parte do risco assumida pelo governo federal, esse crédito tem por objetivo ajudá-las a pagar os salários de seus funcionários pelo período de dois meses. Governo cria programa para financiar folha de pagamento de pequenas e médias empresas Outra lacuna, segundo o governo, é o crédito para as grandes empresas afetadas pela crise, como as companhias aéreas por exemplo. Auxílio de R$ 600 para microempreendedores Além dessa nova linha de crédito, anunciada nesta segunda-feira pela Caixa Econômica Federal e pelo Sebrae, os microempreendedores individuais também têm direito ao auxílio emergencial de R$ 600 aprovado pelo Congresso Nacional. Para terem acesso ao benefício, esses empreendedores devem baixar o aplicativo por meio do qual informais, autônomos e desempregados também podem solicitar o auxílio emergencial. Veja passo a passo para pedir o auxílio Veja como serão feitos os pagamentos Saiba quem tem direito e como funciona o benefício – veja perguntas e respostas O aplicativo deve ser usado pelos trabalhadores que forem Microempreendedores Individuais (MEIs), trabalhadores informais sem registro e contribuintes individuais do INSS. Aqueles que já recebem o Bolsa Família, ou que estão inscritos no Cadastro Único, não precisam se inscrever pelo aplicativo. O pagamento será feito automaticamente. Clique aqui para ver como saber se você está no Cadastro Único
Caixa anuncia crédito de R$ 7,5 bi para microempreendedores individuais e pequenas empresas
Japão aumentará estímulo para US$ 1,1 trilhão conforme vírus ameaça recessão mais profunda
País deve pagar ajuda equivalente a cerca de R$ 4,9 mil para cada cidadão. O Japão ampliou seu novo pacote de estímulo econômico nesta segunda-feira (20) para um recorde de US$ 1,1 trilhão (aproximadamente R$ 5,6 trilhões) a fim de expandir os pagamentos em dinheiro a seus cidadãos, enquanto as consequências da pandemia do novo coronavírus ameaçam empurrar a terceira maior economia do mundo para a recessão. Primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, tem enfrentado queda na popularidade em meio ao avanço do coronavírus, apontam pesquisas Getty Images/BBC O primeiro-ministro, Shinzo Abe, decidiu formalmente o novo estímulo menos de duas semanas depois que seu gabinete aprovou um plano anterior de gastar 108,2 trilhões de ienes (US$ 1 trilhão), que tinha pagamentos detalhados de 300.000 ienes para famílias com quedas acentuadas de renda. Entenda os impactos da pandemia de coronavírus nas economias global e brasileira Abe cedeu à pressão de dentro de seu próprio bloco governista para aumentar a ajuda com um pagamento de 100.000 ienes (cerca de R$ 4,9 mil) para cada cidadão, em vez de 300.000 ienes (cerca de R$ 14,6 mil) para um número limitado de famílias, dizem os analistas, lançando dúvidas sobre sua liderança em meio à queda do apoio. A nova quantia triplica o custo do que o governo originalmente planejava para 12 trilhões de ienes. “Entendo que o esquema de pagamento de 100.000 ienes foi decidido com o objetivo de incentivar todos os cidadãos a ajudarem a superar essa crise como um só”, disse o ministro das Finanças, Taro Aso. “O ministério das Finanças fará todo o possível para que isso seja decretado rapidamente, para que os pagamentos e outros apoios sejam entregues às pessoas o mais cedo possível.” A expansão do esquema deve sustentar o consumo privado que representa mais da metade da economia, disseram alguns analistas, embora muitos outros acreditem que a maioria dos pagamentos acabará em poupanças. “Os beneficiários dos pagamentos incluem os ricos e as pessoas cuja renda não está sofrendo, de modo que a poupança também aumentará”, disse Ryutaro Kono, economista-chefe do BNP Paribas Securities. “Mesmo considerando que mais pessoas sofrerão problemas econômicos neste momento do que durante a crise financeira de 2009, a proporção dos pagamentos que serão gastos é estimada em cerca de 40%. Como tal, isso elevaria o PIB apenas em 0,3 ponto percentual.”
Preço do petróleo americano despenca mais de 70% e atinge menor nível da história
Bloqueios e restrições de viagens em todo planeta têm um forte impacto na demanda pela commodity. Poço de petróleo perto de Denver, Colorado, EUA. Reuters A cotação do petróleo americano operava em forte queda nesta segunda-feira (20), caindo mais de 70%, para o menor nível da história, à medida que investidores se preocupam com a falta de locais de armazenamento e indicadores econômicos mostrando um cenário sombrio para a atividade global. Por volta das 14h25 (horário de Brasília), o barril americano West Texas Intermediate (WTI) perdia 70,50% e era negociado a US$ 5,29 a unidade. Em 2011, o barril valia US$ 114. Ao mesmo tempo, o barril de Brent do Mar do Norte, referência para o mercado europeu, recuava 5,38%, a US$ 26,57 o barril. Nas últimas semanas, o mercado de petróleo tem sido pressionado com o avanço do coronavírus. Bloqueios e restrições de viagens em todo planeta têm um forte impacto na demanda. A crise aumentou depois que a Arábia Saudita, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), iniciou uma guerra de preços com a Rússia, que não integra o cartel. Os dois países encerraram a disputa no início do mês, quando aceitaram, ao lado de outros parceiros, reduzir a produção em quase 10 milhões de barris diários para estimular os mercados afetados pelo vírus. Ainda assim, os preços continuam em queda. Analistas consideram que os cortes não são suficientes para compensar a forte redução da demanda. “Os preços do petróleo continuarão sob pressão”, destaca o banco ANZ em um comunicado. “Embora a Opep tenha aceitado uma redução sem precedentes na produção, o mercado está inundado de petróleo”, acrescenta a nota. “Ainda existe o temor de que as instalações de armazenamento nos Estados Unidos estejam ficando sem capacidade”, analisa o banco. Michael McCarthy, especialista da CMC Markets, afirma que a queda do WTI “evidencia um excesso” das reservas de petróleo no terminal de Cushing (Oklahoma, sul dos Estados Unidos). O índice de referência americano agora está “desvinculado” do Brent, referência do petróleo europeu, e “a diferença entre os dois atingiu o nível mais elevado em uma década”, ressaltou. Demanda por petróleo em abril deve recuar 29 milhões de barris por dia, afirma agência O contrato de barril de WTI para entrega em maio termina em breve, o que significa que aqueles que o assinaram têm de encontrar compradores físicos. As reservas já aumentaram muito nos Estados Unidos nas últimas semanas, porém, o que significa que terão de baixar seus preços. A Administração de Informações sobre Energia dos EUA informou que as reservas de petróleo subiram 19,25 milhões de barris na semana passada. Sukrit Vijayakar, analista da Trifecta Consultants, destaca que as refinarias americanas não conseguem transformar o petróleo cru de maneira suficientemente rápida, o que explica por que há menos compradores e, ainda assim, as reservas continuam aumentando. “Acredito que, em breve, voltaremos aos menores níveis desde 1998, por volta dos 11 dólares”, afirmou Jeffrey Halley, analista de mercados da OANDA entrevistado pela AFP.
Bovespa opera em queda acompanhando exterior
Na sexta-feira, o Ibovespa subiu 1,51%, a 78.990 pontos. Na máxima, chegou a 79.846 pontos. O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em queda nesta segunda-feira (20), acompanhando o viés internacional negativo, refletindo expectativas dos impactos econômicos da pandemia do coronavírus. Às 14h20, o Ibovespa tinha queda de 0,19%, a 78.840 pontos. Veja mais cotações. Na sexta, a bolsa subiu 1,51%, a 78.990 pontos. Na semana, o Ibovespa teve um ganho de 1,68%, ampliando a performance positiva em abril para 8,18%. No ano, ainda contabiliza um declínio de 31,7%. Petróleo A cotação do petróleo americano registrava queda de quase 40% nesta segunda-feira (20), abaixo de US$ 12 o barril – um novo mínimo em mais de duas décadas, consequência da redução expressiva da demanda mundial provocada pela pandemia de coronavírus. Nas últimas semanas, o mercado de petróleo registrou o menor nível de preços em quase 20 anos. Bloqueios e restrições de viagens em todo planeta têm um forte impacto na demanda. A crise aumentou depois que a Arábia Saudita, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), iniciou uma guerra de preços com a Rússia, que não integra o cartel. “O pano de fundo continua a ser a queda significativa de demanda devido à quarentena resultante da pandemia do Covid-19, que supera em muito os esforços de controle de produção da Opep anunciados até o momento”, explicou em nota a XP Investimentos sobre o baque nos contratos. Cenário interno e externo No dia que deve ser de volume mais moderado de negócios no mercado doméstico, já que o feriado nacional de Tiradentes paralisa as transações na terça-feira, participantes do mercado buscavam referência entre os sinais mistos dos mercados globais. O que predominava na B3 era a sinalização bastante negativa das bolsas norte-americanas, uma vez que outra derrocada dos preços do petróleo empurrava ladeira abaixo os papéis de empresas de petróleo e gás. Na Europa, segue o sentimento de cautela à medida que as empresas se preparam para relatar seus piores ganhos trimestrais desde a crise financeira de 2008 devido à pandemia de coronavírus, apesar do abrandamento das mortes nos pontos quentes de Itália e Espanha. A queda nos preços do petróleo também se reflete nos mercados europeus. Na China, as bolsas fecharam em alta depois que uma importante taxa de empréstimo foi reduzida pela segunda vez este ano para sustentar a economia afetada pelo coronavírus. Variação do Ibovespa em 2020 Economia G1 Initial plugin text
Auxílio emergencial: Caixa diz que já pagou R$ 16,3 bilhões para 24,2 milhões de brasileiros
Até agora, 40 milhões de pessoas já concluíram o cadastro no site e no aplicativo, por meio do qual informais, autônomos, desempregados e MEIs podem solicitar o benefício. A Caixa Econômica Federal informou que, desde o dia 9 de abril, quando teve início o pagamento do Auxílio Emergencial de R$ 600, até as 8h desta segunda-feira (20), já creditou mais de R$ 16,3 bilhões para 24,2 milhões de brasileiros. Até agora, 40,9 milhões de pessoas já concluíram o cadastro no site e no aplicativo, por meio do qual informais, autônomos, desempregados e MEIs podem solicitar o benefício. 45,2 milhões de pessoas foram aprovadas para receber o auxílio emergencial O site auxilio.caixa.gov.br superou a marca de 275 milhões de visitas e a central exclusiva 111 registra mais de 46,6 milhões de ligações. O aplicativo Auxílio Emergencial Caixa já soma 50,3 milhões de downloads e o aplicativo Caixa Tem, para movimentação da poupança digital, supera 21 milhões de downloads. Saiba como regularizar o CPF Passo a passo para pedir o auxílio emergencial Calendário e formas de pagamento Quem tem direito e como funciona? Tire suas dúvidas O governo paga nesta segunda-feira o auxílio emergencial a mais 6,15 milhões de beneficiários do Bolsa Família e inscritos via app e site. São três calendários de pagamento diferentes: um para os beneficiários que recebem o Bolsa Família; um segundo para os inscritos no Cadastro Único que não recebem o Bolsa Família e mulheres chefes de família; e um terceiro para quem se inscreveu para receber o auxílio emergencial através do aplicativo ou do site do programa. Quem tem direito Durante três meses, será concedido auxílio emergencial de R$ 600 ao trabalhador que cumpra todos estes requisitos: ser maior de 18 anos de idade com CPF regularizado; não ter emprego formal; não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial, beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, à exceção do Bolsa Família; ter renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135); que, no ano de 2018, não tiver recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. O auxílio será cortado caso seja constatado o descumprimento desses requisitos. O trabalhador deve exercer atividade na condição de: microempreendedor individual (MEI); contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social que trabalhe por conta própria; trabalhador informal empregado, autônomo ou desempregado intermitente inativo estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), até 20 de março de 2020 ou que se encaixe nos critérios de renda familiar mensal mencionados acima, desde que faça uma autodeclaração pelo site do governo. A mulher que for mãe e chefe de família e estiver dentro dos demais critérios poderá receber R$ 1,2 mil (duas cotas) por mês. Na renda familiar, serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família. Quem recebe outro benefício que não seja o Bolsa Família (como seguro desemprego e aposentadoria) não terá direito ao auxílio emergencial. Como pedir o auxílio Os trabalhadores podem pedir das seguintes formas: Clique aqui para fazer a inscrição pelo site: https://auxilio.caixa.gov.br/#/inicio Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.caixa.auxilio Clique aqui para baixar o aplicativo para iOS (celulares Apple): https://apps.apple.com/br/app/caixa-auxílio-emergencial/id1506494331 VEJA PASSO A PASSO PARA SOLICITAR O AUXÍLIO EMERGENCIAL O aplicativo e o site devem ser usados pelos trabalhadores que forem Microempreendedores Individuais (MEIs), trabalhadores informais sem registro e contribuintes individuais do INSS. Aqueles que já recebem o Bolsa Família ou que estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) não precisam se inscrever pelo aplicativo ou site. O pagamento será feito automaticamente. (Clique aqui para ver como saber se você está no Cadastro Único). A Caixa também disponibilizou o telefone 111 para tirar dúvidas dos trabalhadores sobre o auxílio emergencial. Não será possível se inscrever pelo telefone, apenas tirar dúvidas. Initial plugin text

