O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema tem alterado o foco de sua pré-campanha e passou a concentrar ataques no Supremo Tribunal Federal, reduzindo o volume de críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT.
Levantamento do Estado de Minas mostra que, entre 1º e 24 de abril, Zema fez 90 publicações em seu Instagram — rede onde soma quase 3 milhões de seguidores — e 49 delas continham críticas ao STF. Os conteúdos incluem discursos, entrevistas e até imagens produzidas com inteligência artificial.
A nova estratégia integra a campanha chamada “Os Intocáveis”, expressão utilizada por Zema para se referir aos ministros da Suprema Corte e a outras autoridades públicas.
A mudança ganhou ainda mais força após o ministro Gilmar Mendes solicitar ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Zema no inquérito das fake news, após a divulgação de um vídeo com sátiras a integrantes do Supremo.
Desde então, o ex-governador elevou o tom e passou a defender que seria um dos únicos presidenciáveis a enfrentar publicamente a Corte.
“Você não vai ver nenhum outro político criticando tanto esses absurdos que estão acontecendo no Supremo como eu tenho feito”, afirmou Zema em vídeo publicado nas redes sociais.
Além do discurso contra o Judiciário, ele também mantém bandeiras ligadas à segurança pública, redução do tamanho do Estado, flexibilização trabalhista e combate a privilégios institucionais.
No documento extraoficial de seu plano de governo, chamado “O Brasil sem intocáveis”, o STF aparece como eixo central. Entre as propostas estão o aumento da idade mínima para ministros, limitação de decisões monocráticas e maior poder de fiscalização do Senado sobre a Corte.
A movimentação é interpretada como tentativa de conquistar o eleitorado mais conservador e crítico ao Judiciário, fortalecendo seu espaço na disputa presidencial de 2026.







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