A carne de Paca servida pela primeira-dama Rosângela da Silva ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no almoço de Páscoa virou assunto nas redes sociais por unir raridade gastronômica, alto valor de mercado e regras rígidas de comercialização.
Segundo a publicação, Janja deixou a carne marinando por dois dias com alho e ervas, e Lula elogiou o resultado, classificando o prato como “divino”.
O alto custo da iguaria está ligado principalmente à baixa taxa reprodutiva do animal, um roedor silvestre nativo das Américas. A espécie costuma ter apenas um ou dois filhotes por gestação, reproduzindo-se no máximo duas vezes ao ano, o que limita a oferta no mercado.
Esse ciclo lento impede a criação em escala semelhante à de bovinos, aves e suínos, transformando a paca em um produto de nicho, bastante valorizado em circuitos gastronômicos seletivos.
Outro fator que eleva o preço é a forte restrição legal. No Brasil, o consumo só é permitido quando a carne vem de criadouros comerciais autorizados pelo IBAMA, como a própria Janja ressaltou ao informar que recebeu a peça de um produtor regularizado.
A legislação ambiental brasileira proíbe a caça e o comércio de animais silvestres retirados da natureza sem autorização oficial, prevendo multa e detenção para casos ilegais.
A combinação entre escassez biológica, controle ambiental rigoroso e procura por experiências gastronômicas exclusivas faz da carne de paca uma das mais caras e raras do país.







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