Parapan-Pacífico: nadadora Alessandra quebra recorde mundial
O Brasil fechou mais um dia de disputas do Parapan-Pacífico com excelentes resultados.
Neste sábado (29), na cidade de Walnut (Estados Unidos), foram três ouros, duas pratas e dois bronzes, com direito a um recorde mundial da paulista Alessandra Oliveira, nos 100 metros peito, classes S4-9 e S11-14.
Notícias relacionadas:Parapan-Pacífico de natação: Brasil estreia com medalhas e recorde.As provas do Parapan-Pacífico são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC).
Recorde mundial e dobradinha
O recorde mundial da brasileira veio na prova dos 100m peito, classes S4-9 e S11-14. Alessandra cravou 1min40s63.
A marca foi suficiente para Alessandra somar 1.033 pontos na prova, ficando com a prata.
O ouro foi para outra brasileira, a paulista Beatriz Flausino.
Mais dobradinhas
Nos 50m costas, classes S1-S5, o paulista Samuel Oliveira ficou com o ouro, e o mineiro Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, ficou com a medalha de bronze.
Nos 50m peito S3 (limitação físico-motora), a mineira Patrícia Pereira conquistou a medalha de ouro. A fluminense Lídia Cruz ficou com o bronze.
Mais uma prata com Lídia Cruz

Lídia Cruz ainda garantiu a prata nos 50m costas, classes S2-S5, com o tempo de 49s61.
A norte-americana Katie Kubiak, com 40s18 e 1045 pontos ficou com o ouro, estabelecendo o novo recorde das Américas. Leanne Smith, também dos EUA, completou o pódio.
O Brasil participa do evento com uma equipe de 16 nadadores no Parapan-Pacifico até esse domingo (30).
Walnut, EUA – O Brasil encerrou mais um dia de competições no Parapan-Pacífico de Natação com resultados expressivos, destacando-se o novo recorde mundial estabelecido pela paulista Alessandra Oliveira nos 100 metros peito. A performance da delegação brasileira, que conquistou um total de três ouros, duas pratas e dois bronzes neste sábado (29) na cidade de Walnut, Estados Unidos, reafirma o potencial dos atletas paralímpicos do país no cenário internacional. O feito de Alessandra, embora não tenha lhe garantido o ouro na prova em questão devido ao sistema multiclasses da competição, representa um marco histórico para o esporte paralímpico brasileiro.
A nadadora Alessandra Oliveira, natural de São Paulo, inscreveu seu nome na história ao cravar 1min40s63 na prova dos 100m peito, que englobava as classes S4-9 e S11-14. Essa marca foi suficiente para quebrar o recorde mundial, um feito extraordinário que ressalta a dedicação e o talento da atleta. Apesar do recorde, o complexo sistema multiclasses da competição, que utiliza o Índice Técnico da Competição (ITC) para definir os medalhistas, atribuiu-lhe 1.033 pontos, resultando na medalha de prata. O ouro nessa mesma prova ficou com outra representante brasileira, a também paulista Beatriz Flausino, consolidando uma dobradinha nacional no pódio e demonstrando a força do país na modalidade.
O contexto das provas multiclasses é fundamental para compreender os resultados. Nesse formato, atletas de diferentes classificações funcionais competem na mesma série. A classificação para as finais e a distribuição das medalhas são determinadas pelo Índice Técnico da Competição (ITC), um sistema que busca equalizar as chances entre os participantes, convertendo os tempos em pontos de acordo com a severidade da deficiência. Essa metodologia garante que a performance seja avaliada de forma justa, independentemente da classe, permitindo que recordes mundiais sejam alcançados mesmo por atletas que não conquistam o ouro da prova, como foi o caso de Alessandra Oliveira.
Além do recorde mundial e da dobradinha nos 100m peito, o Brasil celebrou outras conquistas significativas. Nos 50m costas, classes S1-S5, o paulista Samuel Oliveira brilhou ao levar a medalha de ouro, enquanto o mineiro Gabriel Araújo, conhecido como Gabrielzinho, garantiu o bronze, formando mais uma dobradinha brasileira no pódio. A natação feminina também se destacou, com a mineira Patrícia Pereira conquistando o ouro nos 50m peito S3, prova destinada a atletas com limitação físico-motora. A fluminense Lídia Cruz completou o pódio com um bronze nessa mesma prova, demonstrando a profundidade do talento brasileiro.
Lídia Cruz, em particular, teve um desempenho notável ao garantir uma segunda medalha para o Brasil. Ela conquistou a prata nos 50m costas, nas classes S2-S5, com o tempo de 49s61. Nesta prova, o ouro foi para a norte-americana Katie Kubiak, que estabeleceu um novo recorde das Américas com 40s18 e 1045 pontos. Leanne Smith, também dos Estados Unidos, completou o pódio. O resultado de Lídia Cruz, assim como os demais, evidencia a competitividade do cenário paralímpico e a capacidade dos atletas brasileiros de se destacarem em meio a talentos internacionais.
O excelente desempenho da delegação brasileira, com um total de sete medalhas neste sábado, projeta um futuro promissor para o esporte paralímpico nacional. O Brasil participa do Parapan-Pacífico de Natação com uma equipe de 16 nadadores, e as competições se estendem até este domingo (30). Os resultados obtidos até o momento, especialmente o recorde mundial de Alessandra Oliveira, elevam o moral da equipe e servem de inspiração para a próxima geração de atletas. A notícia relacionada, sobre a estreia do Brasil com medalhas e recorde, já indicava o potencial da equipe, que agora se confirma com uma performance ainda mais robusta.
Para o leitor, esses resultados não apenas celebram as conquistas individuais dos atletas, mas também reforçam a importância do investimento e do apoio ao esporte paralímpico no Brasil. O impacto é significativo, pois demonstra a resiliência e a superação dos atletas, que, apesar dos desafios, alcançam o mais alto nível de performance global. A visibilidade dessas vitórias, como o recorde mundial, contribui para a valorização dos paratletas e para a construção de uma sociedade mais inclusiva e ciente do poder transformador do esporte.
A análise final dos fatos revela que o Brasil encerrou o penúltimo dia de disputas do Parapan-Pacífico com um saldo extremamente positivo. A quebra do recorde mundial de Alessandra Oliveira, juntamente com a expressiva quantidade de medalhas – três de ouro, duas de prata e dois de bronze – sublinha a excelência dos nadadores paralímpicos brasileiros. As dobradinhas no pódio em várias provas são um testemunho da profundidade e qualidade dos atletas do país. Esses resultados reforçam a posição do Brasil como uma potência no esporte paralímpico e servem de inspiração para toda a nação, mostrando que a dedicação e o talento podem superar quaisquer barreiras.
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