Brasília, quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Mansão de R$ 6 milhões é alvo de briga judicial com campeão da Libertadores

Mansão de R$ 6 milhões é alvo de briga judicial com campeão da Libertadores

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Paulo Fayad
Redator
16 de setembro de 2026
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Ex-lateral do Atlético-MG enfrenta ação de despejo por suposto atraso em aluguel de R$ 18,5 mil; defesa alega divergência no valor cobrado

**Mansão de R$ 6 milhões é pivô de disputa judicial envolvendo campeão da Libertadores**

Uma mansão de luxo avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões, localizada em um condomínio fechado na prestigiada região da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), tornou-se o epicentro de uma complexa batalha judicial. O ex-lateral-direito Carlos César, figura conhecida por sua passagem vitoriosa pelo Atlético-MG, incluindo o título da Copa Libertadores de 2013, está enfrentando uma ação de despejo. A medida é fundamentada no suposto atraso do aluguel do imóvel onde o ex-atleta reside, cujo valor mensal é de R$ 18,5 mil, colocando em evidência as nuances das relações contratuais mesmo para personalidades públicas.

O processo legal, que foi distribuído em julho deste ano, está atualmente tramitando na 21ª Vara Cível da comarca da capital mineira. A empresa administradora da propriedade exige o pagamento de uma quantia que soma R$ 56.367,47. Este valor detalhado engloba não apenas as parcelas de aluguel que estariam em atraso, mas também multas contratuais, despesas relativas a contas de água e luz, taxas condominiais e honorários advocatícios, apresentando um quadro financeiro multifacetado.

A complexidade da disputa é reforçada pela fixação da causa em R$ 278.367,47, levando em consideração a soma dos encargos pendentes e o tempo restante do contrato de locação. A residência em questão, que serve de palco para este impasse, é um imóvel de alto padrão, equipado com quatro quartos, piscina, sauna, espaço gourmet, uma sala dedicada a home theater e seis vagas de garagem, características que sublinham o padrão de vida que a ação judicial busca reverter.

Metrópoles DF
Foto: Metrópoles DF

Diante das acusações da administradora, a defesa do ex-atleta, representada pelo advogado Lucas Bregunci, prontamente contestou os termos apresentados na petição inicial. Bregunci afirmou que não houve qualquer recusa dolosa no repasse dos valores devidos. Pelo contrário, a defesa sustenta que a situação decorre de uma divergência pontual, especificamente em relação aos cálculos e às quantias que foram apresentadas pela administradora da propriedade, sugerindo que a raiz do problema reside em uma questão contábil e interpretativa do contrato.

Carlos César consolidou sua trajetória no futebol vestindo a camisa do Atlético-MG por um período de oito anos, acumulando um total de 101 partidas oficiais. Sua carreira foi marcada por momentos de glória, não apenas com a conquista do título continental em 2013, mas também com quatro edições do Campeonato Mineiro (2012, 2013, 2015 e 2017), cravando seu nome na história do clube. Durante seu vínculo com o Galo, o lateral teve passagens por empréstimo por outros clubes de destaque no cenário nacional, como Athletico-PR, Coritiba e Vasco, até sua desvinculação definitiva em 2019.

Longe dos gramados, o ex-jogador tem se reinventado e construído uma nova fase profissional. Atualmente, Carlos César atua como mentor e palestrante, utilizando sua experiência e visibilidade para inspirar e orientar. Sua influência digital é notável, com uma base de mais de 155 mil seguidores em suas redes sociais, o que demonstra o alcance de sua voz e a relevância de sua imagem pública, mesmo após o encerramento de sua carreira futebolística.

Este tipo de litígio, envolvendo figuras públicas e bens de alto valor, frequentemente atrai a atenção não apenas pela notoriedade dos envolvidos, mas também por expor as fragilidades contratuais e a complexidade do direito imobiliário. Para o leitor, o caso de Carlos César serve como um lembrete de que as relações de locação, independentemente do status das partes, podem se transformar em extensas disputas judiciais, ressaltando a importância da clareza nos contratos e da comunicação transparente entre locador e locatário.

A situação do ex-jogador ilustra como até mesmo indivíduos com histórico de sucesso e reconhecimento podem se ver envolvidos em embates jurídicos que afetam diretamente seu patrimônio e residência. A defesa contesta as bases da cobrança, mas o processo já está em curso, com a expectativa de que o judiciário mineiro se aprofunde nas alegações de ambas as partes para determinar a validade dos débitos e, consequentemente, a procedência do pedido de despejo.

Até o momento, a ação judicial segue em andamento, sem que tenha sido proferida uma decisão definitiva sobre o mérito da questão. A resolução deste impasse judicial, que coloca em xeque a moradia de um ícone do futebol mineiro, ainda depende de futuras etapas processuais e da análise das provas e argumentos que serão apresentados por ambas as partes nos próximos capítulos desta disputa na Pampulha.