Brasília, domingo, 30 de agosto de 2026
Incêndio em ocas indígenas destrói área equivalente a 40 campos de futebol

Incêndio em ocas indígenas destrói área equivalente a 40 campos de futebol

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Paulo Fayad
Redator
29 de agosto de 2026
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Chamas consumiram 29 hectares de vegetação, no Noroeste (DF), e danificou três estruturas do Santuário Sagrado dos Pajés, neste sábado

Incêndio em ocas indígenas destrói área equivalente a 40 campos de futebol

Editoria: Esportes Fonte: Metrópoles DF

Um incêndio de grandes proporções atingiu o Santuário Sagrado dos Pajés, localizado no Noroeste (DF), neste sábado, consumindo uma vasta área de vegetação e danificando estruturas da comunidade indígena. As chamas, combatidas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), devastaram 29 hectares, uma extensão territorial que equivale a aproximadamente 40 campos de futebol, marcando um incidente de séria repercussão para o patrimônio cultural e ambiental da região.

O fogo, que se alastrou rapidamente, chegou a atingir três ocas da comunidade indígena, provocando danos significativos às estruturas que compõem o Santuário Sagrado dos Pajés. Apesar da gravidade e da impressionante dimensão da área consumida, o incidente não registrou vítimas ou pessoas feridas, conforme informações do CBMDF, trazendo um alívio em meio à preocupação com a integridade física dos moradores e frequentadores do local.

A ocorrência foi registrada no trecho final da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) Norte, nas proximidades da Quadra 311 do Noroeste, e em uma área adjacente a pontos de referência importantes da capital federal, como o Parque Ecológico Burle Marx e a Água Mineral. A localização estratégica e a proximidade com áreas urbanas e de preservação intensificaram a mobilização para o controle das chamas e a proteção de bens e vidas.

Metrópoles DF
Foto: Metrópoles DF

Imagens aéreas capturadas pelo drone Zangão 58, pertencente ao Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, ofereceram uma perspectiva impactante da extensão da devastação. As fotografias aéreas revelaram a dimensão do trecho queimado e a perigosa proximidade da vegetação atingida com a reserva indígena, sublinhando a urgência e a complexidade da operação de combate que se seguiu ao início do incêndio.

Para conter o avanço do fogo e proteger o Santuário Sagrado dos Pajés, uma força-tarefa significativa foi mobilizada. O combate às chamas contou com a atuação de cinco viaturas e um efetivo de 30 militares do CBMDF, que trabalharam incansavelmente para extinguir o incêndio. Além do apoio fundamental do Corpo de Bombeiros, a operação recebeu colaboração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), reforçando a articulação entre diferentes órgãos na gestão de emergências ambientais.

A operação de combate ao incêndio, que demandou intensa coordenação e esforço, durou aproximadamente uma hora e meia. Durante esse período, os militares empregaram equipamentos especializados para o enfrentamento de incêndios florestais, tais como sopradores e abafadores, ferramentas cruciais para o manejo e controle de focos em vegetação densa. A rápida ação e o uso de recursos adequados foram determinantes para evitar que a situação se tornasse ainda mais catastrófica.

Após a fase inicial de controle e extinção das chamas, as equipes do CBMDF permaneceram no local para executar o rescaldo. Esta etapa é fundamental para assegurar que não haja novos focos de incêndio ou uma reignição do fogo, um risco comum em áreas que sofreram com queimadas de grande porte. O monitoramento contínuo da região é uma medida preventiva essencial para garantir a segurança e a recuperação do ambiente afetado.

A destruição de 29 hectares de vegetação, uma área do tamanho de 40 campos de futebol, e os danos em ocas indígenas no Santuário Sagrado dos Pajés, no Noroeste (DF), representam uma perda ambiental e cultural significativa. O incidente sublinha a vulnerabilidade desses ecossistemas e patrimônios diante de eventos como incêndios, e a importância da prontidão e eficácia dos órgãos de segurança e meio ambiente na proteção dessas áreas vitais para a identidade e biodiversidade do Distrito Federal.

O impacto visual das imagens aéreas, a mobilização de dezenas de profissionais e a destruição de parte do Santuário Sagrado dos Pajés ressaltam a seriedade do ocorrido e a necessidade de atenção contínua à preservação das áreas verdes e das comunidades tradicionais no entorno da capital federal. A memória da proporção do fogo, que consumiu vasta área e atingiu estruturas indígenas, permanece como um alerta sobre os desafios ambientais e a importância da prevenção.