
Igape: disputa pela CLDF tem 24% de indecisos e candidatos com menos de 5%
Jaqueline Silva (MDB) lidera com 4,1% de intenções de voto, seguida por Chico Vigilante (PT) e Joaquim Roriz Neto (PL), com 4% cada
A corrida por uma das 24 cobiçadas cadeiras da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) revela um cenário de intensa fragmentação e alta indefinição, conforme aponta a mais recente pesquisa do Instituto Gazeta de Pesquisas (Igape). Divulgado neste domingo (30/8), o levantamento indica que nenhum dos pré-candidatos testados consegue ultrapassar a marca de 5% das intenções de voto, enquanto quase um quarto do eleitorado brasiliense – cerca de 24,2% – permanece indeciso ou preferiu não opinar. Essa conjuntura sugere que a disputa promete ser acirrada, com um amplo espaço para movimentações e mudanças no quadro eleitoral à medida que a campanha avança.
Jaqueline Silva, do MDB, emerge numericamente na liderança, registrando 4,1% das intenções de voto, um percentual modesto que sublinha a pulverização do eleitorado. Logo em seguida, em um empate técnico na ponta da tabela, aparecem Chico Vigilante (PT) e Joaquim Roriz Neto (PL), ambos com 4%. Essa proximidade entre os primeiros colocados demonstra a falta de um nome consolidado e a fluidez do cenário, onde pequenas variações podem alterar significativamente a percepção de liderança. O cenário se mostra bastante aberto, com poucas certezas para os pleiteantes.
A pesquisa detalha a situação dos candidatos subsequentes, reforçando a imagem de uma disputa extremamente apertada. Martins Machado, do Republicanos, surge com 3,5% das preferências, enquanto outro representante do Republicanos, Fernando Fernandes, registra 3,2%. A presença de dois nomes do mesmo partido nesta faixa de votação indica uma possível diluição de votos dentro da mesma legenda, um fator a ser considerado nas estratégias futuras.
A lista de pré-candidatos com votação expressiva continua com Pastor Daniel de Castro (PP) e Pepa (PP), cada um alcançando 3% das intenções de voto, novamente com dois nomes da mesma sigla na disputa, evidenciando a pluralidade de opções dentro dos partidos. Em seguida, Robério Negreiros (Podemos) soma 2,7%, seguido por Max Maciel (PSol) e Wellington Luiz (MDB), ambos com 2,3%. Rodrigo Delmasso, do Republicanos, completa o grupo com 2,2%. A proximidade entre todos esses nomes, com apenas 1,1 ponto percentual separando a primeira colocada do sétimo, aponta para uma dinâmica eleitoral onde a margem de erro pode ter um peso considerável na interpretação dos resultados.

Um dos dados mais impactantes da pesquisa é o alto índice de indecisos. Quase um quarto dos entrevistados (24,2%) não soube ou não quis opinar sobre em quem votaria. Esse percentual é quase seis vezes maior do que o registrado pela primeira colocada, Jaqueline Silva (4,1%). Tal volume de eleitores ainda sem uma escolha definida representa um terreno fértil para os candidatos que conseguirem se comunicar de forma mais eficaz e apresentar propostas que ressoem com as demandas da população, especialmente nas semanas que antecedem o pleito. A captação desses votos flutuantes será crucial para qualquer um que almeje uma cadeira na CLDF.
O contexto dessa pesquisa, realizada pelo Instituto Gazeta de Pesquisas entre os dias 25 e 29 de agosto, abrangeu 2 mil entrevistas com eleitores do Distrito Federal de 16 anos ou mais, proporcionando uma amostra representativa da população eleitoral. A metodologia empregada confere robustez aos dados, que, apesar de mostrarem um cenário inicial, servem como um importante termômetro para as campanhas.
É fundamental considerar a margem de erro da pesquisa Igape, que é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Isso significa que as posições dos candidatos na tabela podem sofrer alterações dentro desse intervalo, reforçando a ideia de que muitos estão tecnicamente empatados e que a corrida está longe de ser definida. A pesquisa, contratada pela TV Atual, afiliada da Record News, foi devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-02089/2026, garantindo sua validade e transparência.
A alta fragmentação e o elevado número de indecisos trazem implicações diretas para a estratégia dos partidos e dos candidatos. Com percentuais tão baixos na liderança, a capacidade de aglutinar apoio e converter eleitores em um curto período será um diferencial. A batalha por cada voto se intensificará, e as pequenas nuances nas propostas e na comunicação poderão ser decisivas. O desafio para os pré-candidatos será não apenas conquistar novos eleitores, mas também consolidar a base de apoio, evitando dispersões.
Em suma, a pesquisa Igape desenha um cenário eleitoral dinâmico e imprevisível para a Câmara Legislativa do Distrito Federal. A falta de um nome forte, somada a um quarto do eleitorado ainda sem preferência, indica que as semanas finais da campanha serão marcadas por intensos esforços para angariar votos e definir posições. Para o eleitor, o momento é de atenção redobrada às propostas e debates, pois a composição da CLDF dependerá, em grande parte, da decisão dos indecisos.
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