Brasília, terça-feira, 1 de setembro de 2026
Harvard e FGV discutem empreendedorismo e inovação em evento no DF

Harvard e FGV discutem empreendedorismo e inovação em evento no DF

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Paulo Fayad
Redator
31 de agosto de 2026
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O encontro, ocorrido em Brasília, discutiu temas como empreendedorismo, transição energética e políticas públicas

A Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com a Universidade de Harvard, realizou, nesta segunda-feira (31/8), o Congresso Inaugural da Harvard Thrive Network no Brasil. O encontro, ocorrido em Brasília, discutiu temas como empreendedorismo, transição energética e políticas públicas.

Entre os debates promovidos durante o evento, está o painel Empreendedorismo como Motor de Crescimento Inclusivo, que contou com as participações do ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira; do cofundador do iFood, Guilherme Bonifácio; do sócio-fundador da Kanoa Capital, José Dias; e da CEO do Grupo Metrópoles, Lilian Tahan. A mesa foi mediada pelo professor Edson Kondo, diretor da Escola de Políticas Públicas e Governo da FGV.

O painel discutiu caminhos para ampliar o crescimento econômico e fortalecer o ambiente de inovação no Brasil a partir do empreendedorismo. Ex-aluno e embaixador do Centro Internacional de Desenvolvimento de Harvard na America Latina e Caribe, Eduardo Vasconcelos diz que o objetivo do congresso é conectar o principal centro de Harvard aos profissionais e às lideranças que trabalham na ponta e fazem a diferença no Brasil.

“A ideia é que o congresso seja anual, usando Harvard como oportunidade de conectar as lideranças brasileiras no país. Pretendemos apoiar e aumentar as colaborações entre professores de Harvard, o centro de pesquisa no Brasil e profissionais que trabalham no desenvolvimento do país”, pontuou.

Ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira

Lilian Tahan participou de evento da FGV em parceria com Havard nesta segunda-feira (31/8)

Evento reuniu autoridades, políticos e ex-alunos no auditório da FGV

Ministro Paulo Henrique Pereira falou sobre a terceira geração do empreendendorismo

Lilian Tahan falou sobre o desafio de criar o grupo Metrópoles há 11 anos

Metrópoles DF
Foto: Metrópoles DF

Entre os debates promovidos durante o evento esteve o painel “Empreendedorismo como Motor de Crescimento Inclusivo”

Durante a participação no evento, o ministro Paulo Henrique Pereira, responsável pela pasta do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, destacou que as políticas públicas voltadas ao empreendedorismo no Brasil entram agora no que classificou como uma “terceira geração”.

Segundo o ministro, a primeira geração foi marcada pela redução da burocracia e pela melhoria do ambiente tributário. Entre os avanços, ele citou a criação do Simples Nacional e a redução do tempo necessário para abrir uma empresa no país.

“Uma empresa demorava para ser aberta até 152 dias no começo dos anos 2000. Hoje varia do estado a estado em algo entre 24 e 27 horas. […] Antes você tinha que fazer a licença na cidade, no estado, no INSS, na União, isso tudo foi resolvido, integraram-se os sistemas nesse esforço do Simples”, explicou o ministro.

A segunda geração, segundo Pereira, é voltada ao fomento e ao acesso ao crédito. O ministro destacou que as altas taxas de juros ainda são um dos principais obstáculos enfrentados pelos empreendedores brasileiros.

Para tentar reduzir esse impacto, o ministro afirmou que o governo passou a criar mecanismos de crédito com garantias públicas, principalmente para micro e pequenas empresas. Segundo ele, a medida permite reduzir os juros cobrados dos empreendedores.

“Isso faz com que o juros baixem. Você tira o empreendedor do juros que pode chegar até 400% ao ano para 20%”, afirmou.

Já a terceira geração, classificada por Pereira como a fase do “Estado parceiro”, busca utilizar o poder das compras públicas para fomentar pequenos negócios.

O cofundador do iFood Guilherme Bonifácio abordou as transformações provocadas pelas plataformas digitais no setor de entregas e a discussão sobre as relações de trabalho entre aplicativos e entregadores.

Segundo o empresário, o objetivo inicial era criar um negócio de grande escala que atendesse a três grupos: consumidores que queriam pedir comida, restaurantes que buscavam ampliar as vendas e motoboys que procuravam oportunidades de trabalho.

Ele lembrou que, na década de 1990 e no início dos anos 2000, o mercado de delivery era mais restrito e concentrado principalmente em restaurantes, pizzarias e hamburguerias que mantinham serviços próprios de entrega. Questões trabalhistas no setor também foram abordadas durante o debate.