Brasília, terça-feira, 8 de setembro de 2026
Eleições 2026: veja propostas dos candidatos ao GDF para proteger mulheres

Eleições 2026: veja propostas dos candidatos ao GDF para proteger mulheres

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Paulo Fayad
Redator
8 de setembro de 2026
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Candidatos ao GDF propõem novas delegacias, monitoramento de agressores, ampliação de abrigos e autonomia financeira para mulheres

A menos de um mês do primeiro turno das Eleições de 2026, os 11 candidatos que disputam o Governo do Distrito Federal (GDF) apresentam, em seus planos de governo, propostas para diferentes áreas. Entre elas, está o combate à violência contra a mulher, pauta que tem acendido o alerta da população nos últimos anos.

Dados da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) mostram que 11 mulheres foram vítimas de feminicídio no primeiro semestre de 2026, entre janeiro e junho.

Apesar do histórico de violência identificado em parte dos casos, apenas duas vítimas possuíam medidas protetivas de urgência em vigor no momento dos crimes. É diante desse cenário que os candidatos ao Palácio do Buriti apresentam diferentes propostas para o enfrentamento à violência contra a mulher no DF.

Disputam o GDF Celina Leão (PP), Ricardo Cappelli (PSB), Leandro Grass (PT), José Roberto Arruda (PSD), Paula Belmonte (PSDB), Professor Robson (PSTU), Rico Pinheiro (PRTB), Kiko Caputo (Novo), Professora Samara Mineiro (UP), Expedito Mendonça (PCO) e Elisson Ferreira (Agir).

O Metrópoles separou as principais propostas apresentadas pelos candidatos para o enfrentamento à violência contra a mulher no DF. Confira:

A governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) propõe ampliar a marca e a rede integrada do programa Viva Flor, além de fortalecer o PROVID e o PRÓ-VÍTIMA, estendendo o acolhimento especializado aos filhos e dependentes das vítimas de violência.

Celina Leão (PP) propõe medidas para proteção de vítimas de violência

Celina também defende ampliar as ações de prevenção à violência e ao feminicídio, com orientação nas comunidades e atividades educativas adequadas às diferentes faixas etárias, além do acompanhamento dos casos de maior risco.

Outra proposta é criar um programa específico de proteção e suporte econômico para chefes de famílias monoparentais, com prioridade de acesso a vagas em creches de horário integral, habitação popular e microcrédito.

Metrópoles DF
Foto: Metrópoles DF

A candidata também quer fortalecer a rede de atenção integral à saúde da mulher e adaptar os serviços de suporte, acolhimento e proteção para atender mulheres com deficiência, idosas, moradoras de áreas rurais, em situação de rua ou privadas de liberdade.

Mesmo com a candidatura barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), José Roberto Arruda (PSD) mantém a campanha. Em seu plano de governo, apresenta a intenção de descentralizar as Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam). Para isso, propõe a construção de três novas unidades, com funcionamento 24 horas, em Planaltina, Samambaia e Santa Maria.

O candidato também pretende modernizar a Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), integrando as medidas protetivas expedidas pelo Poder Judiciário a um sistema de monitoramento e alertas georreferenciados em tempo real.

A proposta prevê que, em casos de descumprimento das medidas judiciais, a vítima possa acionar o sistema e a viatura mais próxima seja despachada automaticamente.

Arruda também quer construir duas novas casas de abrigo de alta segurança e expandir os Centros Especializados de Atendimento à Mulher (Ceam) para todas as Regiões Administrativas (RAs).

Outra medida é promover a inserção das mulheres no mercado formal, com prioridade de acesso a creches e ensino infantil em tempo integral para os dependentes, além da concessão de lotes urbanizados com Cheque Construção e Aluguel Social.

Paula Belmonte (PSDB) propõe capacitar equipes de Saúde da Família e agentes comunitários de saúde que realizam visitas domiciliares para reconhecer sinais de abuso e violência doméstica antes mesmo do registro de ocorrência pelas vítimas.

Paula Belmonte propõe medidas para proteção de vítimas de violência

A candidata também quer integrar prontuários e consultas de ginecologia, pré-natal e obstetrícia da rede pública à rede distrital de proteção à mulher.

Outra proposta é utilizar bancos de dados integrados, câmeras de segurança e reconhecimento facial para localizar agressores foragidos ou que estejam descumprindo os limites de distância estabelecidos por medidas protetivas.

Belmonte também defende vincular as políticas de proteção ao acesso a emprego, qualificação, empreendedorismo e geração de renda, com o objetivo de ampliar a independência financeira das vítimas.