
Celina Leão cumpre agenda de 7 de Setembro e reforça bandeiras de segurança e saúde no…
Celina Leão cumpriu neste 7 de Setembro agenda ligada às solenidades da Independência no Distrito Federal e manteve, no contato com o público, as bandeiras que estruturam sua candidatura: segurança pública, saúde e continuidade das obras nas regiões administrativas.
A data cívica reúne, em Brasília, um conjunto de atos de grande visibilidade — desfile, homenagens às forças de segurança e eventos comunitários nas cidades. Para uma candidatura que se apresenta como resultado de gestão, é um palco especialmente favorável: permite associar campanha à imagem de Estado em funcionamento.
Na área de segurança, o discurso tem se apoiado em investimento em efetivo, videomonitoramento e presença policial nas regiões com maior registro de ocorrências. Na saúde, o foco recai sobre tempo de espera para consultas e cirurgias eletivas, ampliação de UPAs e regulação de leitos. No capítulo das obras, aparecem mobilidade urbana, drenagem, iluminação e requalificação de áreas públicas fora do Plano Piloto.
A candidatura carrega um ativo e um passivo do mesmo fato: a proximidade com a máquina. O ativo é a capacidade de mostrar entrega concreta e inaugurar. O passivo é herdar toda insatisfação acumulada com o que não foi entregue — fila de saúde, transporte público e sensação de insegurança seguem entre as principais queixas espontâneas do eleitorado do DF.
Com a disputa fragmentada e o eleitorado ainda em movimento a poucas semanas do primeiro turno, a corrida ao Buriti permanece em aberto.

ANÁLISE DE PAULO FAYAD
Toda candidatura ligada à gestão vive o mesmo paradoxo: ela colhe o que o governo plantou e paga o que o governo devia.
Celina Leão tem a seu favor a coisa mais difícil de construir em política, que é rosto conhecido associado a governo em funcionamento. Tem contra si a régua mais dura que existe: quem administra é medido por entrega, não por intenção.
Segurança e saúde são as duas pautas que decidem o voto em Brasília. Na segurança, os números até melhoram em algumas séries, mas o eleitor não vota em série histórica — vota na sensação de andar na rua à noite. Na saúde, não existe conversa possível enquanto houver fila de cirurgia eletiva. Nenhum discurso vence uma sala de espera.
Não escolho lado, e não vou escolher. Cobro dos três, dos cinco, de todos: quantos leitos, em qual hospital, em qual prazo. Quantas câmeras funcionando, não instaladas — funcionando.
Brasília está cansada de inauguração com fita cortada e obra parada seis meses depois. Quem entender isso primeiro chega na frente.
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