Brasília, quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Celina e Grass vão às ruas nesta quarta em corrida por votos no 2º turno

Celina e Grass vão às ruas nesta quarta em corrida por votos no 2º turno

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Paulo Fayad
Redator
7 de outubro de 2026
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A 18 dias do segundo turno, candidatos reforçam números e apoios junto ao eleitorado por meio de entrevistas, passeatas e panfletagens

Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT), candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF) que disputam o segundo turno das eleições, intensificam suas campanhas nesta quarta-feira (7/10), dedicando-se a entrevistas, passeatas e panfletagens na busca pelo voto do eleitorado. A apenas 18 dias do pleito decisivo, ambos os postulantes buscam reforçar números e angariar apoios estratégicos, apresentando suas últimas cartadas para convencer os eleitores antes do dia 25 de outubro.

No cenário da disputa acirrada que se desenha após o primeiro turno, a candidata Celina Leão tem concentrado esforços em comunicar aos eleitores o número correto de sua chapa. Desde o início da semana, em diversas entrevistas e compromissos de campanha, a necessidade de reforçar seu número tem sido um ponto central de sua estratégia. Essa atenção se justifica por um dado crucial do primeiro turno, quando mais de 26 mil eleitores inadvertidamente digitaram o número 22 nas urnas para governador, número este que não correspondia à sua candidatura.

Embora Celina Leão esteja alinhada ao Partido Liberal (PL), partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e das senadoras Bia Kicis e Michelle Bolsonaro – nomes que ela apoiou ativamente durante a campanha –, o número 22 não pertence à sua legenda. Sua sigla, o Progressistas (PP), compete com o dígito 11. Reforçando sua nova etapa da disputa, a candidata explicitou sua meta nesta terça-feira (6/10), afirmando que a principal ação será esclarecer o número correto. “No segundo turno, a gente quer explicar que meu número é 11”, declarou, evidenciando a importância de evitar a confusão que, conforme os dados, pode ter custado votos significativos.

Metrópoles DF
Foto: Metrópoles DF

Do outro lado da corrida eleitoral, Leandro Grass (PT) também delineou sua estratégia para o segundo turno. Em entrevista concedida na última terça-feira (6/10), o candidato destacou a importância de construir pontes e alianças com forças políticas progressistas. Sua tática envolve buscar ativamente o apoio dos parlamentares de esquerda que foram eleitos no primeiro turno, visando consolidar uma base política mais ampla para a eleição. Grass citou nomes como Keka Bagno (Psol), Max Maciel (Psol) e Gabriel Magno (PT) como exemplos de interlocutores chaves em sua estratégia.

A busca por coalizões e a união de forças são pilares da abordagem de Grass para a etapa final da campanha. “Tenho dialogado com todos os deputados eleitos, os que não foram eleitos também, mas que estão se somando a nós”, afirmou o candidato, indicando uma ampla articulação que transcende os resultados eleitorais individuais e busca agrupar o campo progressista em torno de sua candidatura. Essa movimentação de apoio parlamentar pode ser decisiva para atrair diferentes parcelas do eleitorado e consolidar sua posição entre os votos válidos.

Os números do primeiro turno, realizado no domingo (4/10), estabeleceram o cenário atual da contenda. Celina Leão (PP) obteve a expressiva marca de 825.530 votos, o que representou 49,93% dos votos válidos, ficando a uma pequena margem de evitar o segundo turno. Leandro Grass (PT), por sua vez, garantiu sua vaga na etapa decisiva com 569.930 votos, correspondendo a 34,47% dos votos válidos. A diferença de mais de 255 mil votos entre os dois candidatos configura um desafio significativo para Grass, mas também um espaço para Leão consolidar sua liderança.

O panorama eleitoral do Distrito Federal é ainda mais complexo com a consideração dos votos em branco, nulos e abstenções. O pleito registrou 74.774 votos em branco (4,11%) e 89.910 votos nulos (4,95%), totalizando uma parcela considerável de eleitores que não optaram por nenhum dos candidatos ou anularam seus votos. As abstenções, quando o eleitor não comparece à votação, atingiram 426.067, representando 18,99% do eleitorado. Esses dados revelam um contingente expressivo de eleitores que podem ser decisivos no segundo turno, e que agora serão o alvo principal das estratégias de ambos os candidatos para garantir o sucesso nas urnas em 25 de outubro.

Para o eleitor do Distrito Federal, a reta final da campanha se traduz em um período de intensa exposição às propostas e estratégias de Celina Leão e Leandro Grass. A clareza na comunicação do número de campanha de Leão e a capacidade de Grass em consolidar apoios e mobilizar o eleitorado progressista serão fatores cruciais. Os votos em branco, nulos e as abstenções do primeiro turno representam um eleitorado flutuante e potencialmente decisivo, que será abordado com vigor por ambos os lados, configurando uma disputa dinâmica e imprevisível até o dia da votação, com cada candidato buscando a narrativa final que convença a maioria.

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