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“Ave-fantasma da Amazônia” é resgatada ferida dentro de apartamento no DF

“Ave-fantasma da Amazônia” é resgatada ferida dentro de apartamento no DF

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Paulo Fayad
Redator
30 de setembro de 2026
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Conhecida como “Mãe-da-lua” ou “ave-fantasma da Amazônia”, espécie tem hábitos noturnos e canto que lembra o choro de uma pessoa

Ave-fantasma da Amazônia é resgatada ferida dentro de apartamento no DF

Policiais militares do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) resgataram, na manhã desta quarta-feira (30/9), um urutau, pássaro conhecido popularmente como “mãe-da-lua” ou “ave-fantasma da Amazônia”, que foi encontrado debilitado dentro de um apartamento na região de Taguatinga, no Distrito Federal. A ave, que apresentava ferimentos, foi encaminhada ao Hospital de Fauna Silvestre (HFAUS) para receber os cuidados veterinários necessários e aguarda recuperação sob a supervisão de uma equipe especializada, após ser localizada em um ambiente incomum para sua espécie de hábitos noturnos.

O resgate do animal, que é uma espécie silvestre, ocorreu após o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) receber uma denúncia alertando sobre a presença de um animal selvagem dentro de um imóvel residencial. Atendendo ao chamado, os militares do BPMA se deslocaram até o local indicado, onde confirmaram a presença do urutau e constataram seu estado de debilidade. A rápida intervenção policial foi crucial para garantir o acolhimento do pássaro em um ambiente adequado para seu tratamento e reabilitação.

O urutau, cientificamente conhecido, é uma ave que se distingue por diversas características marcantes, que lhe renderam os apelidos de “mãe-da-lua” e “ave-fantasma da Amazônia”. Sua principal distinção reside em seus hábitos noturnos, período em que se torna mais ativo. Durante o dia, o pássaro demonstra uma impressionante habilidade de camuflagem, permanecendo imóvel e se mesclando perfeitamente aos troncos das árvores, o que o torna quase invisível em seu ambiente natural e contribuiu para o nome popular de "ave-fantasma da Amazônia".

Metrópoles DF
Foto: Metrópoles DF

Além da sua maestria na camuflagem, a espécie é reconhecida por outros nomes regionais, como uruvati e cacuí, refletindo a diversidade cultural e a riqueza de folclores associados à sua presença em diferentes biomas. Essa variedade de denominações populares sublinha a curiosidade e o misticismo que envolvem o urutau, que é uma figura notável na fauna brasileira e objeto de observação e admiração por sua peculiaridade.

Entretanto, é o canto do urutau que verdadeiramente cativa e, por vezes, assusta, o imaginário popular. Sua vocalização é um som noturno forte, melancólico e lamentoso, que evoca uma notável semelhança com o choro ou o grito agudo de uma pessoa. Essa característica única do canto tem sido a principal fonte de diversas lendas e superstições transmitidas ao longo das gerações em regiões onde a ave habita, alimentando um rico repertório de histórias e crenças populares.

A presença de um animal silvestre como o urutau em um ambiente urbano, especificamente dentro de um apartamento em Taguatinga, levanta questões importantes sobre a interação entre a vida selvagem e o avanço da urbanização. O Distrito Federal, embora seja uma área urbana, possui vastas regiões de cerrado e proximidade com ecossistemas naturais, o que pode levar a encontros inesperados entre humanos e animais silvestres. Este incidente serve como um lembrete da importância de preservar os habitats naturais e da necessidade de conscientização sobre como agir ao encontrar tais animais.

O resgate bem-sucedido do urutau, encaminhado para o Hospital de Fauna Silvestre, demonstra a capacidade de resposta das autoridades e instituições dedicadas à proteção da vida selvagem. A recuperação da ave no HFAUS é fundamental para garantir sua saúde e, eventualmente, sua possível reintrodução em um ambiente natural adequado, longe dos perigos e estresses da cidade. Este evento sublinha a responsabilidade coletiva na conservação das espécies nativas e no manejo adequado de situações em que animais silvestres adentram áreas urbanas.

Para o cidadão comum, a história do urutau resgatado em Taguatinga destaca a relevância de relatar a presença de animais silvestres em situações de risco ou em ambientes inadequados às autoridades competentes, como a Polícia Militar Ambiental, em vez de tentar intervir por conta própria. Esse cuidado é essencial não apenas para a segurança do animal, que pode estar ferido ou desorientado, mas também para a segurança das pessoas, que podem não estar preparadas para lidar com a natureza imprevisível de criaturas selvagens.

Este episódio no Distrito Federal, que envolveu um urutau ferido encontrado em um apartamento, não é apenas uma notícia sobre o resgate de um animal. Ele reflete a delicada intersecção entre a expansão humana e a vida selvagem, reiterando a necessidade de respeito e proteção aos ecossistemas. A pronta ação das equipes de resgate e o cuidado veterinário especializado são passos cruciais para a conservação de espécies como a "mãe-da-lua", garantindo que sua enigmática presença e seu melancólico canto continuem a fazer parte da rica biodiversidade brasileira.

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