Brasília, terça-feira, 1 de setembro de 2026
ANÁLISE PROFUNDA | PAULO FAYAD: Augusto Cury será o próximo presidente do Brasil

ANÁLISE PROFUNDA | PAULO FAYAD: Augusto Cury será o próximo presidente do Brasil

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Paulo Fayad
Redator
31 de agosto de 2026
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Vou escrever aqui, com todas as letras e sem nenhuma ambiguidade, o que nenhum analista da grande imprensa tem coragem de escrever: Augusto Cury será o próximo presidente do Brasil. E registro mais: a eleição será decidida no primeiro turno.

Três dias atrás, este portal publicou minha análise apontando que Cury era "o nome fora do ringue que pode crescer assustadoramente". O Voz de Brasília colocou a tese no topo da página quando nenhum veículo tradicional levava o candidato do Avante a sério. Pois bem: a pesquisa divulgada agora mostra Cury saltando para mais de 11% das intenções de voto, com a curva de crescimento mais inclinada de toda a corrida eleitoral. Não foi sorte da nossa parte. Foi leitura de realidade. E a realidade, mais uma vez, chegou antes do consenso.

Vamos aos fatos, porque profecia sem número é astrologia, e o que faço aqui é análise política.

O primeiro fato é a curva. Cury partiu do patamar residual, foi tratado como curiosidade e até motivo de chacota por parte da imprensa. Em poucas semanas, superou candidatos com máquina partidária, governos estaduais, tempo de televisão e décadas de estrutura. Ninguém cresce assim por acidente. Cresce assim quem captura um sentimento que os institutos ainda não sabiam medir.

O segundo fato é a rejeição. Cury tem o menor índice de rejeição entre todos os presidenciáveis. Em uma eleição definida pelo voto contra alguém, o único candidato que ninguém odeia é o único com teto praticamente ilimitado. Lula e Bolsonaro disputam o eleitorado um do outro e carregam tetos conhecidos. Cury disputa o eleitorado inteiro do país. A matemática é cruel para os polos: cada ponto que Cury cresce sai de todos os lados ao mesmo tempo.

Análise exclusiva Paulo Fayad / Voz de Brasília
Foto: Análise exclusiva Paulo Fayad / Voz de Brasília

O terceiro fato é o momento psicológico do eleitor brasileiro. O país está exausto. Doze anos de polarização produziram um eleitorado emocionalmente ferido, que não quer mais escolher o menos pior. Cury fala exatamente para essa ferida: reconstrução emocional, educação, gestão da mente, dignidade. É um discurso que a velha política ridiculariza porque não sabe responder. Mas é o discurso que a praça pública abraça, e a praça sempre vence o instituto quando o sentimento vira maré.

O quarto fato é o efeito multiplicador. Com 11%, Cury entra nos debates como protagonista. Cada minuto de exposição nacional converte curiosidade em voto, porque seu discurso não tem passivo a defender. A partir de agora, o crescimento deixa de ser aritmético e passa a ser geométrico. Foi assim com Collor em 1989, e a velocidade atual de Cury é superior à de Collor no mesmo ponto da corrida.

Por que primeiro turno? Porque o segundo turno pressupõe dois polos consolidados somando a maioria do eleitorado. Mas 2026 não é 2018 nem 2022. O voto útil morre quando aparece uma terceira força com viabilidade real e rejeição baixa. Se a trajetória atual se mantiver, e tudo indica que vai se acelerar, Cury chega a outubro disputando a liderança, e aí o voto útil trabalha a favor dele, não contra. O eleitor que votaria no polo apenas para derrotar o outro polo passa a ter uma saída honrosa: votar em quem realmente quer.

Registro a data de hoje, 31 de agosto de 2026, como registrei a análise anterior três dias atrás. Quando a história confirmar esta tese, lembrem-se de onde leram primeiro: no Voz de Brasília, o portal que registra os fatos antes que virem consenso.

A velha política ainda não entendeu o que está acontecendo. Entenderá em outubro, quando for tarde demais.