O senador Jaques Wagner (PT-BA) deve anunciar nesta semana que se afastará da liderança do governo no Senado. A decisão ocorre após ele ser alvo da operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e recebimento de vantagens indevidas ligadas ao antigo Banco Master.
Segundo a CNN, aliados próximos convenceram Wagner de que a permanência no cargo ampliaria o desgaste pessoal e para o governo, com impactos na campanha à reeleição do presidente Lula. Uma reunião entre Wagner e Lula está prevista para os próximos dias.
Motivo do afastamento
Wagner pretende se concentrar em sua defesa diante das suspeitas relacionadas à investigação. Ele nega irregularidades e afirma que valores apreendidos em espécie são provenientes de diárias legais de missões internacionais oficiais. A divulgação de imagens de dinheiro apreendido e suspeitas envolvendo um apartamento de alto padrão em Salvador agravaram a percepção negativa sobre o caso.
Operação Compliance Zero
A Polícia Federal investiga indícios de benefícios econômicos recebidos pelo senador, de forma direta ou indireta, relacionados a pessoas e empresas ligadas ao antigo Banco Master. Wagner afirma que colaborará com as investigações.
Contexto político
O senador já vinha resistindo à pressão do PT e do Planalto, mas mudou de posição após conversas com lideranças petistas na Bahia, considerando que a saída seria o gesto político mais adequado para o presidente diante da repercussão do caso.











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