Moradores do Irã relatam medo crescente de um colapso humanitário e econômico após o novo ultimato do presidente Donald Trump, que ameaçou destruir usinas de energia e pontes iranianas caso o país não reabra o Estreito de Ormuz até a noite desta terça-feira.
Em relatos ouvidos pela BBC, iranianos descrevem um cenário de ansiedade extrema, com famílias estocando água, alimentos e temendo apagões generalizados. Muitos dizem que a possibilidade de ataques à infraestrutura civil cruzou uma “linha vermelha”, por atingir diretamente a sobrevivência da população.
Em Teerã, moradores afirmam que já imaginam um cenário sem energia, sem água e sem acesso à internet nas próximas semanas, agravado pelo bloqueio digital imposto pelas autoridades há mais de cinco semanas.
A pressão econômica também cresce. Pequenas empresas começaram a demitir funcionários, obras foram interrompidas e restaurantes relatam queda brusca no movimento, enquanto os custos fixos seguem sufocando comerciantes.
Outro drama é o acesso à internet. Com a rede local restrita, muitos recorrem clandestinamente ao sistema via satélite Starlink, pagando valores considerados exorbitantes e correndo risco de prisão.
Mesmo opositores do regime iraniano ouvidos pela reportagem demonstram temor com a possibilidade de ataques a usinas elétricas, pontes e outras estruturas essenciais, por entenderem que isso ampliaria o sofrimento da população civil.
Nos bastidores, o temor é que uma ofensiva contra a infraestrutura provoque não apenas crise humanitária, mas também uma onda de instabilidade regional com impactos sobre petróleo, comércio e segurança global.
O clima no país é de apreensão total às vésperas do prazo final imposto por Washington.







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