O número de exames para detecção precoce do câncer de intestino realizados pelo Sistema Único de Saúde praticamente triplicou nos últimos 10 anos, segundo levantamento divulgado durante a campanha Março Azul.
De acordo com dados da Agência Brasil, entre 2016 e 2025, os testes de pesquisa de sangue oculto nas fezes saltaram de 1,1 milhão para mais de 3,3 milhões, um crescimento de cerca de 190%. Já as colonoscopias aumentaram de 261 mil para quase 640 mil procedimentos, avanço de aproximadamente 145%.
O maior volume de exames foi registrado em São Paulo, com mais de 1,1 milhão de testes, seguido por Minas Gerais e Santa Catarina. Na outra ponta, estados como Amapá, Acre e Roraima apresentaram os menores números.
Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, Eduardo Guimarães Hourneaux, o aumento está diretamente ligado às campanhas de conscientização. “A campanha Março Azul tem transformado o medo em atitude e esperança”, destacou.
Especialistas apontam que a maior divulgação sobre a doença, inclusive com casos de figuras públicas, tem incentivado a população a procurar diagnóstico precoce — fator essencial para aumentar as chances de cura.
A campanha Março Azul, realizada desde 2021, é organizada por entidades como a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia e a Federação Brasileira de Gastroenterologia, com apoio de instituições médicas nacionais.
Dados do Instituto Nacional de Câncer indicam que o câncer de intestino deve registrar aumento de casos e mortes prematuras até 2030, impulsionado por fatores como envelhecimento da população, diagnóstico tardio e baixa cobertura de exames.
Autoridades reforçam que a prevenção passa por exames regulares, atenção a sintomas e diagnóstico precoce, especialmente a partir dos 45 anos ou em grupos de risco.
Fonte: Agência Brasil







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