A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, pediu uma audiência urgente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para esta quinta-feira (30/4) com o objetivo de discutir a crise financeira do BRB após o escândalo envolvendo o Banco Master.
Além da reunião, Celina enviou ofício ao Ministério da Fazenda solicitando o aval do Tesouro Nacional para avançar em um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), valor destinado ao saneamento financeiro do banco.
Segundo a governadora, todo o processo foi estruturado conforme as exigências do Banco Central, e o rito exige aprovação do Ministério da Fazenda, do ministro Dario Durigan e também do presidente da República.
Celina afirmou que o BRB representa uma questão institucional grave e que estudos apontam risco ao sistema financeiro caso o banco não consiga se recuperar após as negociações fraudulentas relacionadas ao Banco Master.
Especialistas explicam que o aval da União funciona como uma garantia jurídica: caso o BRB ou o GDF fiquem inadimplentes, o Tesouro Nacional assume a obrigação, permitindo que o FGC libere os recursos com menor risco sistêmico.
Sem esse aval, o banco pode ser obrigado a adotar medidas mais severas, como venda acelerada de carteiras de crédito com deságio ou até aporte direto do Tesouro Distrital, o que poderia comprometer áreas essenciais como saúde e segurança.
Outro problema é que o DF possui atualmente nota C na Capacidade de Pagamento (Capag) do Tesouro Nacional desde 2025. Para esse tipo de operação, normalmente seria necessária nota A ou B, o que obriga o GDF a buscar uma autorização extraordinária.
A crise se agravou após a agência internacional Fitch Ratings rebaixar a nota de crédito do BRB para “CC”, classificação considerada altamente especulativa e de elevado risco de inadimplência.
No governo federal, o clima é de resistência. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a responsabilidade pela capitalização do banco é do próprio Distrito Federal. Integrantes da equipe econômica também demonstraram pouca disposição em apoiar diretamente a operação.
Analistas políticos avaliam que o Caso Master pode gerar forte desgaste eleitoral em 2026, afetando candidaturas e ampliando a pressão sobre o GDF diante das suspeitas de má gestão e possíveis irregularidades nas negociações.







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