O ativista brasiliense Thiago Ávila denunciou ter sofrido “extrema brutalidade” após ser detido por forças de Israel durante a interceptação de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza.
Segundo relato apresentado à defesa, Ávila afirmou que foi arrastado, espancado e chegou a desmaiar durante a abordagem. Ele compareceu a um tribunal na cidade de Ashkelon, neste domingo (3), onde foi interrogado pelas autoridades israelenses.
A denúncia foi divulgada por representantes da organização de direitos humanos Adalah, que acompanha o caso. De acordo com a entidade, o brasileiro também teria sido mantido em isolamento e com os olhos vendados desde sua detenção.
Outro ativista, o espanhol Saif Abu Keshek, também foi preso e relatou ter sido mantido imobilizado e deitado no chão durante o período sob custódia.
A flotilha, composta por mais de 50 embarcações, partiu de países europeus com o objetivo de levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e romper o bloqueio imposto por Israel. A interceptação ocorreu em águas internacionais, segundo os organizadores.
Autoridades israelenses afirmaram que 175 ativistas foram detidos na operação e alegaram que alguns dos envolvidos teriam ligação com organizações classificadas como ilegais.
O caso gerou repercussão internacional e aumentou a tensão diplomática, com questionamentos sobre o uso de força na abordagem e as condições de detenção dos ativistas.







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