O prazo da prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro termina na quinta-feira (25). A extensão do benefício depende do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro cumpre desde novembro do ano passado a pena de 27 anos e três meses de prisão por ter sido considerado líder de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado em 2022.
Prisão domiciliar
A prisão domiciliar foi concedida por Moraes em março, por 90 dias, considerando o estado de saúde do ex-presidente, que enfrentava broncopneumonia e precisou de internação hospitalar. O benefício teve aval da Procuradoria-Geral da República.
Antes da domiciliar, Bolsonaro esteve preso na Superintendência da Polícia Federal e, em 15 de janeiro, foi transferido para uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Saúde e comportamento
A defesa pediu autorização para exames adicionais: tomografia do tórax e abdômen, endoscopia digestiva alta e pHmetria esofágica. Os médicos relataram piora em crises de soluço, fadiga e queixas digestivas. Cardiologicamente, o ex-presidente permanece estável.
Apreensão da arma
Uma pistola Glock 9mm de Bolsonaro foi apreendida em blitz no DF no dia 15 de junho. Apesar de regular, a arma foi recolhida porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) não estava no veículo. O militar Estácio Leite da Silva Filho, que transportava a arma, prestou depoimento e foi liberado. Moraes solicitou esclarecimentos sobre a entrega da arma.
Restrições na domiciliar
- Monitoramento da área externa da residência
- Vistoria de todos os veículos que saírem do local
- Proibição de manifestações a até 1 km de distância
- Proibição de celulares, redes sociais e gravações de áudio ou vídeo
- Visitas de advogados, médicos e familiares permitidas; visitas políticas suspensas











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