Após uma semana da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jumping na Ponte do Esqueleto, no interior de São Paulo, a Polícia Civil prendeu mais três suspeitos ligados ao caso. As novas prisões envolvem pessoas do Rio de Janeiro, que se somam aos três instrutores já detidos desde o dia do acidente.
Prisão e investigação
O delegado Antônio Luís Tuckmantel informou que todos responderão por homicídio com dolo eventual. Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves já tiveram prisão em flagrante convertida em preventiva. O grupo oferecia saltos de 40 metros por até R$ 180, sem possuir empresa formalizada para a atividade.
No dia do acidente, seis pessoas foram levadas à delegacia, mas apenas três permaneceram presas no Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos. A Justiça de São Paulo negou o pedido de habeas corpus para dois desses instrutores. Imagens do acidente mostram a jovem sendo conduzida à plataforma e arremessada sem a devida conexão de segurança.
Falha na segurança
As investigações apontam que a checagem dos equipamentos foi ignorada antes do salto fatal. Testemunhas confirmaram que a conferência de segurança não foi realizada, e os envolvidos não souberam explicar quem deveria conectar a corda nem por que o procedimento não foi feito.
Repercussão
Após o acidente, os perfis nas redes sociais ligados ao grupo organizador foram excluídos. A Polícia Civil reforçou que os organizadores não tinham qualificação adequada nem empresa constituída para promover os saltos. Maria Eduarda caiu de cerca de 40 metros porque a corda de segurança não foi presa, permanecendo enrolada na estrutura de onde ela saltou.













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