O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a monitorar a circulação de fake news relacionadas ao possível fim da escala 6×1 e prepara uma forte reação nas redes sociais e na comunicação institucional. A estratégia mira diretamente o debate eleitoral de 2026 e a disputa narrativa com setores ligados ao bolsonarismo.
Segundo integrantes do Palácio do Planalto, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) já identificou correntes virtuais que afirmam que empresários seriam obrigados a demitir funcionários ou até fechar negócios caso a jornada de trabalho seja reduzida.
Outro ponto monitorado são postagens que questionam como seria possível manter o mesmo salário com menos horas trabalhadas. Hoje, duas propostas tramitam no Congresso prevendo redução da carga semanal sem redução salarial, o que tem gerado forte embate entre governo, oposição e setor produtivo.
A movimentação ganhou força após a aprovação da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O Planalto avalia que parte do conteúdo negativo tem sido impulsionado por aliados do senador Flávio Bolsonaro e por grupos bolsonaristas.
Para rebater essas críticas, ministros já começaram a divulgar estudos técnicos. Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada aponta que a mudança elevaria o custo médio do trabalho celetista em 7,84%, mas com efeitos reduzidos no custo total dos setores.
Outro estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas mostra que 51% dos pequenos empresários afirmam que a mudança não causaria impacto significativo, enquanto apenas 27% enxergam efeitos negativos.
A nova campanha da Secom deverá apostar no apelo popular, mostrando trabalhadores com mais tempo para a família, lazer e qualidade de vida. O governo vê o tema como uma possível “boia de salvação” para a popularidade de Lula e uma bandeira forte para a campanha eleitoral.
Ao mesmo tempo, entidades como a Confederação Nacional da Indústria alertam para possíveis prejuízos econômicos, estimando impacto de até R$ 76 bilhões no PIB com a mudança.
O debate sobre o fim da escala 6×1 promete ser um dos temas mais explosivos da política brasileira em 2026.







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