Um dos envolvidos no caso da maior chacina do Distrito Federal, Carlos Henrique Alves da Silva deixou a prisão após decisão do Tribunal do Júri que o absolveu da acusação de homicídio.
Imagens divulgadas pela defesa mostram o momento em que o condenado deixa a unidade prisional, após cumprir mais de dois anos de prisão preventiva — tempo superior à pena aplicada pelo crime de sequestro.
Após seis dias de julgamento, os jurados entenderam que Carlos Henrique não participou diretamente dos assassinatos, mas reconheceram sua atuação no sequestro de uma das vítimas, o que resultou em condenação de dois anos de prisão.
Como o réu já havia cumprido período maior que a pena imposta, a Justiça determinou a expedição de alvará de soltura, garantindo sua liberdade imediata.
Segundo a defesa, a decisão foi “justa e proporcional”, destacando que não houve comprovação de dolo — intenção — nos homicídios investigados.
Participação no crime
Em depoimento, o réu admitiu ter sido contratado para sequestrar a vítima e obter dinheiro, afirmando que receberia R$ 5 mil pela ação. Ele relatou que participou da abordagem, mas deixou o local antes da execução.
Julgamento histórico
O caso, ocorrido em 2023, resultou em uma das maiores condenações da história do DF. Outros réus foram considerados culpados pelos homicídios, com penas somadas que ultrapassam 1.200 anos de prisão.
A decisão reacende o debate sobre responsabilidade individual dentro de crimes coletivos e o papel do Tribunal do Júri na definição das penas.







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