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Julgamento do caso Henry Borel começa e deve ter disputa de versões

O julgamento da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, terá início na próxima semana no Rio de Janeiro e deve ser marcado por uma intensa disputa entre acusação e defesa. O caso, que gerou comoção nacional, levou ao banco dos réus o ex-vereador Dr. Jairinho e a mãe da criança, Monique Medeiros.

Henry morreu em 2021 após dar entrada em um hospital na Barra da Tijuca com sinais de agressões. O laudo do Instituto Médico Legal apontou hemorragia interna e laceração no fígado, além de múltiplas lesões pelo corpo. As investigações concluíram que a morte não foi acidental e indicaram uma possível rotina de violência contra a criança.

O Ministério Público acusa os réus de tortura e homicídio, sustentando que o menino foi vítima de agressões reiteradas. Já as defesas negam o crime e prometem questionar os laudos periciais e a condução das investigações. A defesa de Jairinho pretende apontar falhas na perícia, enquanto a de Monique deve atribuir a responsabilidade exclusivamente ao ex-vereador.

O julgamento contará com sete jurados e 27 testemunhas, além de debates entre acusação e defesa. A previsão é de que o processo dure entre cinco e dez dias. As penas, em caso de condenação, podem ultrapassar 50 anos de prisão para cada réu.

O caso Henry Borel se tornou símbolo nacional no combate à violência contra crianças e segue sendo acompanhado de perto pela sociedade e pelas autoridades.